Alexandre Abu-Jamra: “A Klooks cresceu bastante durante a pandemia”

A inovadora

A Klooks nasceu em 2012 com a proposta de mapear demonstrativos financeiros de empresas de capital fechado públicos na internet. Desde então, a startup já conquistou importantes clientes, como a empresa Standard & Poor’s, Moody’s Analytics, Lexis Nexis, entre outros. A empresa reúne a maior base de demonstrativos financeiros do país, com mais de 35 mil CNPJs sendo constantemente monitorados. Nos últimos anos, recebeu investimentos da Porto Seguro e da Plug and Play Tech Center (fundo do Vale do Silício) e entre seus principais produtos estão: demonstrativos financeiros de capital fechado, análises automáticas de benchmarks e pares de mercado, faturamento presumido de alta acurácia, geração de leads qualificados para prospecção PJ e estudos de inteligência de mercado. Seu fundador é o administrador de empresas Alexandre Abu-Jamra. O objetivo da empresa é utilizar esses dados para proporcionar aos seus clientes melhor tomada de decisão, seja em análise de crédito, de investimentos, pesquisa de concorrência, inteligência de mercado ou prospecção comercial. “O que mais vemos hoje em dia são fintechs surgindo tentando prestar um serviço melhor e mais especializado para certos nichos do mercado. A Klooks não está exatamente nessa revolução que tem mais atenção da mídia, nós fazemos parte de uma “revolução silenciosa” que é a automação de processos que fica por detrás das cortinas”, afirma.

Alexandre, qual a importância da Klooks em momentos de incerteza econômica?

A análise de demonstrativos financeiros de empresas de forma estruturada é provavelmente o maior redutor de riscos para uma área de análise de crédito PJ. Através de robôs que monitoram toda a internet aberta, a Klooks desenvolveu a maior base de dados de demonstrativos financeiros do Brasil e permite que eles sejam acessados de forma automática, sem nem precisar contatar os clientes.

Quais os principais pilares da startup?

Big Data e Inteligência Artificial.

Ainda falando sobre pilares, o que mudou (se mudou) nesses pilares de 2012 para cá?

Na verdade, os pilares continuam os mesmos, a diferença é que monitoramos muito mais fontes e nossa base é muito maior atualmente.

O uso da tecnologia no mercado financeiro é uma revolução. Como a Klooks está inserida nessa revolução?

O que mais vemos hoje em dia são fintechs surgindo tentando prestar um serviço melhor e mais especializado para certos nichos do mercado. A Klooks não está exatamente nessa revolução que tem mais atenção da mídia, nós fazemos parte de uma “revolução silenciosa” que é a automação de processos que fica por detrás das cortinas.

Hoje a Klooks tem a maior base de demonstrativos financeiros do Brasil. Ela tem ajudado as empresas a melhorar os seus processos em sua visão?

Análise de balanços é um dos principais gargalos da atividade de análise de crédito PJ. É onde a maior parte do tempo é consumido e principalmente num trabalho minucioso e detalhista de organização da informação. Nós ajudamos a automatizar essa atividade, trazendo muito mais celeridade ao processo, que resulta em propostas enviadas mais rápido e mais clientes fechados.

Qual a importância da Big Data para essa grande base de demonstrativos financeiros?

A análise de grandes volumes de dados exige técnicas de processamento avançadas que permitam processar esta massa com rapidez. É aí que técnicas de Big Data estão inseridas em nosso processo.

Quantos clientes usam o serviço da startup atualmente?

Em volume são relativamente poucos clientes, mas são muito grandes. Geralmente não divulgamos essa informação.

Como funciona os estudos de inteligência de mercado da startup?

Além de termos contratos recorrentes com empresas realizando análises de crédito, nossos dados também são aplicados a prospecção. Analisamos setores identificando os leads mais adequados do ponto de vista financeiro, segmentando por critérios como margem de lucro, crescimento, liquidez, endividamento, entre outros. E claro, também segmentamos por critérios mais comuns como CNAE, cidade, estado, entre outros.

O que mudou nesses estudos durante a pandemia?

Notamos uma forte redução de atividades, principalmente na indústria e no “varejo não essencial”.

Qual a importância de investidores como a Porto Seguro e a Plug and Play Tech Center para a solidez do negócio?

Além de ser uma referência de peso para os clientes, eles contribuem com mentorias que agregam muito ao negócio.

Como vislumbra o futuro da Klooks pós-Covid?

A Klooks cresceu bastante durante a pandemia, mas ainda temos muito o que crescer. Nos mercados que já atuamos ainda existe um universo bem grande de clientes não atendidos por nós. E ainda existem diversas aplicações de nossa solução que ainda não conseguimos priorizar para explorarmos. O futuro é bastante promissor.

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