André Mello: “O setor financeiro é bastante conservador”

 André Mello

A NSFOCUS, referência mundial em segurança da informação, anuncia seu novo Programa de Canais. O STAR – Estratégico, Confiável e Responsivo (do inglês Strategic, Trusted and Responsive) chega com o objetivo de aumentar em 75% o número atual de parceiros qualificados no Brasil e América Latina ainda em 2021. O maior foco desses revendedores será o mercado financeiro, os provedores de serviços, empresas enterprise e órgãos governamentais. Para reforçar o time na busca por essa meta, Thiago Sapia, especialista há mais de 12 anos em integradores, distribuidores e fabricantes voltados para a área de segurança, assume a cadeira como gerente de Canais para a América Latina. De acordo com Sapia, o STAR chega para incentivar a busca por melhorias no mercado brasileiro de segurança. “Nossa intenção é construir novos relacionamentos com parceiros que forneçam as soluções NSFOCUS e consigam ampliar seus negócios. Outro ponto chave é a captação em regiões estratégicas, para entregar a possibilidade de crescimento a todos sem gerar uma concorrência interna”, afirma. Somente no Brasil, apesar da pandemia, o crescimento de 2019 para 2020 foi de 30%. “Temos um mercado potencial enorme e para atrair parceiros comprometidos, nossa missão é oferecer confiança, competitividade no projeto, margens de lucro saudáveis e alta capacitação”, afirma o vice-presidente LATAM e Brasil da NSFOCUS, André Mello.

André, as empresas estão investindo mais em segurança da informação nos últimos anos?

Certamente estão! Mas bem, além disso, pois, a segurança se tornou a principal prioridade quando falamos em orçamentos para TI. Segundo dados deste ano do IDC, a segurança da informação já é prioridade para 61% das empresas. Aplicações de missão crítica têm que estar 100% disponíveis em 100% do tempo. Por isso, não se trata mais de um artigo de luxo, mas de algo fundamental para manter qualquer tipo de operação longe de ameaças.

O mercado global de segurança cibernética movimenta bilhões de dólares todos os anos. Quanto o Brasil representa nesse todo?

Em geral, o Brasil representa de 1 a 2% do mercado global. Esse número pode variar dependendo da área da segurança cibernética, mas não será muito diferente disso.

Quais são a principais tendências de segurança cibernética para o ano de 2021?

Em primeiro lugar, é importante mencionar o grande aumento de ameaças cibernéticas ocasionadas pela explosão de dispositivos IOT’s (desde geladeiras, carros, relógios, até câmeras, impressoras, roteadores wifi, etc), que invariavelmente são vulneráveis. Hoje, já são 27 milhões de dispositivos IOT’s no mundo, sendo que a cada hora, são vendidos mais 1 milhão.

Uma tendência geral de segurança contra essas ameaças são proteções como serviço (aaS) e/ou na nuvem. As empresas estão cada vez mais optando por OPEX ao invés de CAPEX. Nesse sentido, serviços gerenciados são uma grande tendência, pois, a mão de obra especializada está cada vez mais escassa e, consequentemente, mais cara. “Terceirizar” esses serviços garante a qualidade, assim como a aferição passa a ser por SLA’s (em português, Acordo de Nível de Serviço).

Como essas tendências afetarão um mundo pós-Covid?

A Covid catalisou diversas tendências que vinham crescendo, como EAD e home office. Esse aumento, aliado com a explosão de dispositivos IOT, fez com que os ataques cibernéticos ficassem cada vez mais comuns e com os mais diversos objetivos, desde uma simples indisponibilidade até crimes de extorsão. Em um mundo pós-pandemia, com a flexibilização do local de trabalho já estabelecida, profissionais poderão prestar serviços no modelo aaS literalmente de qualquer lugar do mundo.

A NSFOCUS é uma das líderes desse setor. Quais os diferenciais da empresa para se destacar no mercado?

Oferecemos soluções de segurança híbridas (cloud e on-premises), customizáveis, dinâmicas e proativas, ou seja, com serviços gerenciados. Além de modelos de negócios flexíveis, adaptáveis a necessidade do cliente. Outro ponto muito relevante são os parceiros comprometidos que a NSFOCUS conta, que levam o nome da empresa adiante com muito profissionalismo e competência.

O objetivo da empresa é aumentar 75% o número de parceiros qualificados no Brasil e na América Latina. Quais os caminhos que devem ser percorridos para que isso ocorra?

Temos um mercado potencial enorme e para atrair parceiros comprometidos, nossa missão é oferecer confiança, competitividade no projeto, margens de lucro saudáveis e alta capacitação. Realizamos treinamentos frequentes, para que os parceiros adquiram excelência em nossas soluções e também se tornem autoridades por meio delas. Além disso, temos como objetivo garantir um faturamento recorrente e longevidade na parceria.

Por que o maior foco desses revendedores estará no mercado financeiro?

O setor financeiro é bastante conservador, tanto com tecnologia quando em novos fornecedores. Já o mercado de segurança da informação é extremamente dinâmico, com constantes mudanças. Por isso, ter um parceiro que já tenha estabelecido uma relação de confiança com esse setor, ajuda com que as mudanças necessárias para a área de TI manter sua excelência sejam adotadas de forma mais rápida. Além disso, como o mercado financeiro obrigatoriamente deve estar 100% disponível, 100% do tempo e proteger 100% dos dados dos clientes, consequentemente os investimentos em segurança cibernética devem ser contínuos, enquanto a operação existir.

Isso será feito por intermédio do Programa de Canais STAR, certo?

Sim, o programa de canais STAR é o que pauta e garante os pontos já citados, como confiança, competitividade no projeto e capacitação.

O que mais você poderia falar sobre o STAR.

STAR é um acrônimo para Strategic, Trusted and Responsive. Isso quer dizer que mais do que uma sigla, seguimos comprometidos em nossa busca por parceiros de qualidade, sendo transparentes, confiáveis e consistentes. Por fim, mantemos o compromisso e o senso de urgência necessário, para que nossos revendedores se sintam confortáveis para administrarem com tranquilidade seus negócios.

A pandemia afetou os negócios da NSFOCUS em algum momento?

Afetou de forma indireta, pois, a incerteza da volta a normalidade acabou fazendo com que projetos e investimentos fossem adiados. Além disso, no Brasil, a pandemia coincidiu com problemas políticos e econômicos que fizeram o dólar dar um salto frente ao real. Com isso, muitos orçamentos feitos em 2019 ficaram defasados e projetos tiveram que ser reduzidos.

O que vislumbra para a empresa nos anos vindouros?

A NSFOCUS tem intensificado os investimentos na América Latina, tanto em pessoal quanto em infraestrutura para prestar os melhores serviços do mercado para proteção na nuvem. Tenho certeza de que com o fim da pandemia as empresas voltarão a crescer, assim como novas surgirão. E como tudo evolui, os ataques também continuarão se modernizando, fazendo com que o mercado de segurança da informação continue crescendo. Por isso, nosso objetivo é fornecer as soluções e serviços mais competitivos para os clientes e ser a empresa de segurança mais confiável do mundo.

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