Andrés Moreno: “Tivemos uma demanda sem precedentes”

Andrés Moreno

O venezuelano Andrés Moreno aprendeu quatro idiomas por conta própria antes de criar, em 2008, junto ao amigo Wilmer Sarmiento, um modelo inovador de aprendizagem de inglês por internet, ao vivo e por demanda. Com resposta positiva do público, a empresa teve rápida expansão pela América do Sul e chegou ao Brasil em 2012, conquistando 10 mil estudantes já no primeiro ano. Sempre à frente das tendências, a Open English lançou sua plataforma de aprendizagem para dispositivos móveis em 2014, o que permitiu uma mobilidade ainda maior aos alunos. A Open English Junior foi lançada em 2017 nos países de língua espanhola e agora chega ao Brasil. A Open English, que já possui mais de 1 milhão de alunos na América Latina, acaba de lançar no Brasil um curso de inglês online para crianças e adolescentes. E como a empresa já nasceu digital, quer desbancar as escolas de idiomas “tradicionais”, como Wizard, Cultura Inglesa, Yázigi, que são focadas em ensino presencial, dentro da escola, e agora estão tentando desesperadamente se adaptar ao “novo normal”. “Quando criamos a Open English, nossa ideia era trazer professores nativos para a América Latina para dar aos alunos a oportunidade de ter uma imersão total na Língua Inglesa. À medida que continuamos a desenvolver o negócio, encontramos alguns dos desafios do modelo presencial e decidimos que o aprendizado online era a melhor opção, pois, ainda daria aos alunos a oportunidade de aprender com professores nativos e ter imersão total, mas se encaixaria melhor em seus horários”, afirma.

Andrés, qual o insight para a criação da Open English?

Quando criamos a Open English, nossa ideia era trazer professores nativos para a América Latina para dar aos alunos a oportunidade de ter uma imersão total na Língua Inglesa. À medida que continuamos a desenvolver o negócio, encontramos alguns dos desafios do modelo presencial e decidimos que o aprendizado online era a melhor opção, pois, ainda daria aos alunos a oportunidade de aprender com professores nativos e ter imersão total, mas se encaixaria melhor em seus horários.

Então, quando a empresa foi fundada em 2009, esse modelo era inédito na América Latina, mas necessário. Uma escola online foi um conceito muito novo e bem recebido pelo público devido à comodidade e qualidade dos professores oferecidos aos alunos. Como normalmente acontece com negócios inovadores, a Open English teve pioneiros que estavam extremamente satisfeitos com o produto e a experiência, o que impulsionou seu crescimento.

Quais os maiores obstáculos que tiveram que ser removidos para que a sua ideia se estabelecesse no mercado?

Os principais obstáculos que enfrentamos no início foram superar os desafios de ser uma startup em um mercado extremamente novo na América Latina. Para construir um bom produto online, tivemos que encontrar soluções criativas nas áreas de operações, vendas e finanças. É aqui que ser perseverante foi fundamental na minha jornada como empresário.

Quão importantes são os pilares em momentos como esse?

Durante a pandemia, muitas empresas foram desafiadas, incluindo a Open English. Graças à nossa sólida base digital de 13 anos na América Latina, nossa experiência em aprendizagem online e nossa grande equipe de colaboradores, pudemos articular e fazer os ajustes necessários para atender aos alunos novos e existentes que viam em nós um grande aliado para serem produtivos durante a quarentena. Pudemos até oferecer aulas gratuitas ao vivo em 2020, para pessoas que estavam interessadas em aprender e praticar inglês, mas não podiam pagar naquela época.

Nascer digital trouxe quais vantagens?

Ser um produto digital desde o início preparou a Open English para a rápida adoção de serviços online na região e para situações futuras, como a pandemia. Durante o último ano e meio, tivemos uma demanda sem precedentes por nosso produto, mas como a Open English foi criada para oferecer aulas de inglês online, já tínhamos a infraestrutura e o conhecimento para atender ao aumento de demanda que tivemos em 2020 e que continuamos a ter.

Como a Open English escolhe os países em que irá atuar?

A Open English escolhe os mercados em que fará negócios com base em três critérios: O primeiro é a proficiência em inglês do país. Queremos fazer a diferença, por isso procuramos países com menor proficiência em inglês; O segundo critério é uma boa penetração da banda larga, nossos alunos precisam ter acesso a um bom acesso à Internet; E, finalmente, olhamos para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Por que o foco da escola no começo de suas operações se encontrava nas pessoas entre 20 e 45 anos?

No início, focamos principalmente em profissionais que precisavam falar inglês para avançar na carreira. Essas eram pessoas com agendas lotadas que precisavam de um método de aprendizagem que fosse conveniente e ajustado às suas limitações de tempo. Com o passar dos anos, nosso público se expandiu para outros públicos-alvo cujos objetivos para aprender inglês são diferentes, como viajar, por exemplo.

Voltando aos países, como está a operação da Open English na América Latina?

A Open English é líder em ensino online de inglês na América Latina, a marca é sinônimo de proficiência em inglês. De acordo com uma pesquisa que realizamos em nossos principais mercados, com a ajuda da Provokers, mais de 85% das pessoas entrevistadas conhecem a Open English. Nossos principais mercados na região são o Brasil. Colômbia e México, mas atuamos em toda a América Latina.

Qual a importância do Brasil para os planos da escola?

O Brasil é um dos principais mercados da Open English junto com a Colômbia e o México. Depois de estudar o mercado brasileiro, sabemos que é um país com baixa proficiência em inglês. Um estudo recente do British Council constatou que apenas 5% dos brasileiros falam inglês e apenas 1% da população é fluente no idioma.

Vendo a importância do inglês em uma época em que os mercados são globalizados e a tecnologia baseada no idioma, os brasileiros estão mais interessados do que nunca em aprender esse idioma.

Como a inovação tem moldado a Open English?

A inovação esteve no centro da criação da Open English e continua a ser um aspecto fundamental do negócio. Isso permitiu que a empresa atendesse melhor seus alunos e pudesse se movimentar quando necessário. A inovação é uma constante na Open English, estamos constantemente monitorando e ouvindo os comentários dos alunos e professores para melhorar a experiência da Open English e promover o aprendizado. Apenas em 2020 e 2021, fizemos as seguintes atualizações em nossa plataforma para melhorar a qualidade de nosso produto e dar aos alunos uma experiência mais agradável:

Uma seção de preparação para apresentar os exames de qualificação internacional IELTS, TOEFL® e TOEIC English sem custo adicional;

Aulas com conteúdo específico dividido por setor (Mercado, Negócios, Vendas e Tecnologia);

Mecânica de jogos (gamificação) para tornar o aprendizado mais divertido.

Algo interessante são os anúncios que são interpretados por você em canais a cabo. Fale um pouco mais sobre isso.

Participei das campanhas iniciais porque a empresa tinha restrições orçamentárias e precisávamos ser muito criativos nas estratégias de marketing. A estratégia criativa para o lançamento foi retratar a troca entre um personagem que acreditava que aprender inglês era difícil e outro personagem que destacava os benefícios de aprender esse idioma. Este segundo personagem foi representado por mim. Com o tempo, minha imagem passou a fazer parte do branding da empresa, os anúncios fizeram sucesso e por isso continuei participando de campanhas corporativas específicas.

Quais os próximos passos da sua escola?

Em um futuro próximo, a Open English continuará a investir em nosso produto para continuar a promover o envolvimento dos alunos e continuar melhorando a eficácia de nossa metodologia. Fazendo isso, seremos capazes de garantir que nossos alunos atinjam seus objetivos no aprendizado de inglês.

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