Antonio Azevedo: “Não sou adepto de business plans”

Antonio Azevedo

Antonio Azevedo é empreendedor, fundador e CEO da LogiGO – empresa que fornece tecnologia automotiva para montadoras. Começou a empreender antes dos dez anos de idade, é autodidata e inquieto – tem como hobby identificar oportunidades de negócios e gerar riqueza a partir delas. Além de liderar a LogiGO, companhia com 30 colaboradores, que faturou mais de R$238 milhões nos últimos 3 anos e que tem parceria com as principais montadoras do país (Mercedes, Volvo, Nissan, etc). “Quando apresentamos a LogiGO para pessoas do mercado automotivo ou até para as montadoras, todos ficam muito surpresos porque não existe outra companhia no Brasil que ofereça uma solução tecnológica em infotainment (sistema de direção inteligente na tela) tão veloz e com alta credibilidade”, também tem negócios na área imobiliária e de saúde. “Meu estilo é preparar, atirar e apontar. Não sou adepto de business plans, acho que eles podem dar uma falsa ideia sobre o resultado que virá. Você pode se programar o quanto quiser, quando você vai pro mercado, a coisa pode se comportar totalmente diferente e te surpreender negativamente. Prefiro iniciar de uma forma mais simples, mas já ir para a operação e com isso você vai aprendendo com ela e aperfeiçoando. Gosto de errar pequeno e acertar grande”, afirma o empresário que há dois anos ambicionava um faturamento bilionário para o biênio 2020/21.

Antonio, a LogiGO foi fundada em 2010. Como o mercado via a sua empresa naquela época?

O mercado nos via como um importador de produtos. Foi aí que começamos a agregar valor na experiência de nossos clientes, oferecendo um pós-vendas ainda inédito no mercado. Foi assim que conseguimos ter um market share grande nas regiões em que atuamos.

Em que momento você sentiu que a LogiGO tinha se tornado relevante em seu mercado de atuação?

Quando a primeira montadora nos procurou para aplicarmos nossa tecnologia em seus carros. No momento que a Toyota do Brasil nos procurou, a busca era por um aparelho que oferecesse TV digital Full HD e na época, em 2013, fomos os primeiros a lançar no mercado.

Você já arriscou em diversas áreas antes de fundar a sua empresa. Como essas experiências foram fundamentais para você estar à frente da LogiGO?

Todos os dias que você passa à frente de uma empresa você aprende alguma coisa. Aprender o que não fazer, os cuidados que deve tomar, etc. O melhor MBA que existe continua sendo abrir um CNPJ e fazer ele sobreviver ao primeiro ano de vida.

Qual o principal pilar da empresa em sua visão?

Todas as minhas empresas de alguma forma resolvem algum problema de produto ou de atendimento. Focamos principalmente na experiência de nossos clientes.

Durante todo o processo que vai da ideia a operação, você teve muito cuidado com os detalhes. Fale um pouco mais sobre isso.

Meu estilo é preparar, atirar e apontar. Não sou adepto de business plans, acho que eles podem dar uma falsa ideia sobre o resultado que virá. Você pode se programar o quanto quiser, quando você vai pro mercado, a coisa pode se comportar totalmente diferente e te surpreender negativamente. Prefiro iniciar de uma forma mais simples, mas já ir para a operação e com isso você vai aprendendo com ela e aperfeiçoando. Gosto de errar pequeno e acertar grande.

Foi através dessa percepção que o segmento premium foi o escolhido como público-alvo?

Segmento premium foi escolhido inicialmente, por ter poucas empresas focando nisso. Era a melhor forma de começar, poucos players, clientes mal atendidos pelos poucos que existiam e volume baixo.

O que norteou essa escolha?

O mercado que era mal atendido.

Qual a importância da inovação para a LogiGO?

A mesma importância que o oxigênio para o humano. Já tive outras experiências profissionais, trabalhei em grandes corporações como ABB e Siemens, mas nunca consegui me enquadrar em ambientes políticos. Prefiro trabalhar com a meritocracia e a inovação sem limites. A LogiGO vive isso, todo mundo tem espaço pra criar.

Os seus concorrentes são grandes players. Como manter o foco sem se desligar desse fator?

Do limão se faz a limonada! Em nosso segmento, grande não tem a agilidade do pequeno, é muito mais cara que o pequeno e possui muita burocracia. Na LogiGO, as decisões são tomadas de forma ágil, com menos pessoas e menor custo, e o principal, sem a burocracia das grandes corporações.

Como os outros países em que a LogiGO opera receberam a empresa?

Fiquei extremamente surpreso, de forma positiva, a forma que fomos recebidos nos EUA e México. Diria que a receptividade foi muito maior do que é aqui no Brasil.

Quais os principais planos da empresa para 2021?

Em 2021 estamos pondo em prática novos produtos e serviços para frotas e carSharing, estamos trabalhando para ampliar nosso foco para além das montadoras.

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