Claudio Camillo: “Minha música é uma ponte”

cantor e compositor

O cantor e compositor Claudio Camillo lançou, no dia 5 de fevereiro, em todas as plataformas digitais, seu álbum “Cognitivo”, título de uma das onze faixas, assinada por ele e por Euza Borges. Em suas composições, o artista fala da vida, das coisas da alma e da alma das coisas, num universo metafísico particular que lhe é bem peculiar. Sua música é metafísica. Seu universo musical é metafísico. Transita nesse terreno com suas melodias e letras, porque seu grande barato é o universo do sentir. Costuma dizer que sem sentir, nada faz sentido. “Busco a interação com o outro sempre, seja compondo, escrevendo, cantando… A música é de dois, de quem faz e de quem ouve. É quase como que uma simbiose. Sem essa química entre os dois, artista e público, ela não acontece, não existe”. O álbum chega às plataformas pela MMT Produções, aos cuidados de Marcelo Moraes Teles, produtor musical, músico e arranjador. As músicas são todas autorais, assinadas por Claudio Camillo com os parceiros Millo Soul, Flávio Rodrigues e Euza Borges. Os arranjos são de Alex Ribeiro e Person Tupinambá (Cognitivo). Os músicos são: Alex Ribeiro e Jean Oliveira (pianos), Person Tupinambá (contrabaixo), Paulinho Criança (bateria), Giló (percussão), sopros (Dundun), violões (Tavinho Meneses), guitarras (Joélcio Oliveira), vocais (Nina Pancewski) e mixado por Don Nei e Gilson Mendonça. A capa é de Claudio Camillo com foto de João Pedro Tesliuk.

Claudio, como você cruzou com os caminhos da música?

Quando comecei a cantar e gostar do que ouvia. Descobri que isso me bastaria, de tão poderoso que era… Queria um piano, mas naquele momento, o violão foi muito bem-vindo. Os primeiros acordes, músicas de Tim Maia… e a alma doida pra voar mais longe. Quando dei por mim, já estava compondo. Vieram os primeiros festivais, banda, shows…

Em que momento a metafísica foi incorporada em sua arte?

Foi quando olhei pra dentro. Os tons das cores, as texturas das coisas… Tudo sugere algo mais fundo. Trabalho minha arte, minha vida com essas nuances desde o início. Acredito no que está além que os olhos possam ver, na intuição, no sentir que diz que a seta em movimento está onde está, não porque alguém disse, mas sinto assim.

Você é daqueles que acredita que a música está nos planos do impossível?

Não. Principalmente agora, com a tecnologia mais acessível. O Person Tupinambá produziu a música “Cognitivo” em casa; gravamos em estúdio voz e sopro. Com as plataformas digitais, ficou muito mais fácil a divulgação por todo o planeta. Ficou menos desigual a luta por um lugar ao sol.

O que você traz das suas observações externas para as suas canções?

A interação com o mundo e com as coisas dele. O espírito das coisas, o dia a dia, mas sempre sob a minha ótica particular. que não tem compromisso com o habitual, com a lógica ou o tempo.

E das reflexões internas?

Todas as conversas diárias que travo com tudo e todos que sou e que trago. É a minha caverna, meu refúgio. É onde mora minha alma, minha arte.

Como foi a primeira vez que encontrou a química com o seu público?

Foi forte, foi emocionante. Cantei num festival num ginásio lotado. Todo o nervosismo da primeira vez foi embora depois da primeira estrofe, como por encanto… Foi um encontro, ali comecei a aprender a voar.

Esta simbiose quando sentida traz mudanças significativas na profundidade da sua arte?

Sim… o objetivo da minha arte é fazer essa ponte com meu público, cantar, ver a mensagem refletida nos olhos do outro… Quando isso se dá, o sentimento de plenitude é inevitável, deixa marcas, abre caminhos.

O que podemos destacar do álbum “Cognitivo” e que para você são peculiaridades fundamentais para entender o álbum?

“Em Transe”. Hora de viver os sonhos e rever os manuscritos guardados no sótão… Hora de seguir adiante, apesar de tudo, de todas as turbulências, perdas… Hora de renascer e cantar como num transe, com a alma acesa, radiante.

Trazer essas peculiaridades na hora da criação é o seu diferencial?

É o meu jeito, minha maneira… dizer as coisas como entendo que são. É a minha verdade. É assim que me sinto inteiro!

Por que você considera que “Cognitivo” é um novo começo?

Conheci alguns produtores que gostaram da minha música, mas não me bancaram como artista. O discurso era sempre o mesmo: muito boa sua música, mas não é comercial. Foi o Marcelo Moraes da MMT Music que gostou do meu trabalho e bancou o projeto, quando eu já estava um tanto cansado de tudo.

Você disse que espera que a música flua e cumpra o seu papel com “Cognitivo”. Qual seria esse papel em sua visão?

Minha música sempre fluiu nos festivais e shows onde cantei. Lançar um álbum é um fato novo… uma abrangência muito maior… “Cognitivo” está em todas as plataformas do mundo, uma responsabilidade… um desafio que quero com fé e com vontade. Quero cantar, encontrar, causar encontros… Na minha visão, é esse o papel que a minha música vem cumprindo todo esse tempo. Minha música é uma ponte.

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