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Cristina Kirchner, No Kings, Condenação…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade em 6 tópicos, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 10 linhas (ou menos) por item. Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

Ensaios de quinta categoria e Vossa Excelência, o fiasco

A cada depoimento dos réus do golpe, a certeza se consolida: condenação à vista. Em cena, um grupo de atores ruins tentando improvisar texto decorado de última hora. Walter Braga Netto encarnou o personagem do inocente desmemoriado — nunca viu caixa de vinho na vida. Bolsonaro virou estudante aplicado de oratória jurídica, treinado pelo advogado Celso Vilardi para dizer “Vossa Excelência” como quem recita mantra esotérico. A cereja do bolo: a proposta cínica a Alexandre de Moraes para ser “vice em 2026”. De resto, tudo um festival de escorregões. Quanto mais falavam, mais confirmavam as provas da PF. E Moraes, ao contrário do que esperavam, largou a toga inquisitória e encarnou um gentleman sarcástico: sorria de canto, perguntava sem afobação, dava corda. Se os réus buscavam salvar a pele com performances, escolheram mal a peça. O roteiro é condenação certa — só falta o aplauso final.

Desfile de tanques, helicópteros Apache e delírios imperiais

Donald Trump decidiu comemorar seu aniversário como quem organiza o Carnaval na Coreia do Norte. Vai ter desfile militar, tanques, mísseis — tudo o que um autocrata sonha em ter como presente. O problema é que, paralelamente, milhares de americanos preparam outro presente: a manifestação nacional “No Kings”, um recado claro de que o presidente não é monarca. Enquanto Trump manda ameaçar manifestantes com “força muito grande”, os organizadores contra-atacam com tática refinada: protestos espalhados pelos EUA, longe da rota do desfile, como quem diz “não precisamos estar no seu teatro para desmontar seu ego”. O desfile é uma versão militarizada do “meu brinquedo é maior que o seu”, só que com obuses. Quem imaginou que o aniversário de um septuagenário seria só bolo e velinhas se enganou: vai ser tanque, helicóptero e delírio. A democracia americana pode até estar cambaleando, mas ainda sabe rir do ridículo.

A manifestação “No Kings” deve agitar ainda mais o já agitado EUA (Foto: Third Act)
A manifestação “No Kings” deve agitar ainda mais o já agitado EUA (Foto: Third Act)

Recordar é Viver: como dividir o Brasil e não causar nem resfriado

A tal carta-régia de 1621 dividindo o Brasil em dois — Estado do Brasil e Estado do Maranhão — foi um desses atos administrativos feitos para parecer revolucionário mas que, no fundo, só serviu para mostrar a indiferença nacional pelo próprio futuro. Separaram o Maranhão? Grande coisa. Não deu em revolta, em hino separatista, em bandeira nova — nada. Um país que depois foi dividido em capitanias hereditárias e nunca resolveu direito a bagunça das fronteiras internas não ia se abalar por mais uma linha imaginária no mapa. Aliás, os portugueses conseguiam fazer isso como ninguém: dividiam sem dó e depois ficavam vendo quem ia pagar a conta. O Brasil, como sempre, foi um país dividido — mas mais por incompetência do que por ideologia. Resultado? Maranhão virou Maranhão, ninguém pediu independência e seguimos rumo à desordem e progresso com a mesma elegância desleixada de sempre.

IOF novo, impacto velho e a arte de explicar o inexplicável

Fernando Haddad virou o mestre zen do “não vai impactar em nada”. A MP publicada para tributar LCIs e LCAs em 5% seria, segundo ele, uma espécie de truque mágico: mexe nos bolsos de bancos e bets, mas não afeta o povão nem o preço do arroz. Haddad explica como quem vende calmante em farmácia: relaxe, cidadão, isso aqui não dói. Já a bancada ruralista esperneia, dizendo que mexer nos títulos vai encarecer o financiamento do agro. Haddad rebate: isso nem chega no produtor, só enriquece atravessador engravatado. O problema é que ninguém acredita muito mais em economista dizendo que imposto novo não sobe preço. Quem vive no Brasil sabe que imposto novo sempre pinga no carrinho do supermercado. Mas Haddad insiste, zen, sereno, repetindo que a Selic é que é a vilã. O brasileiro finge que acredita, enquanto faz contas e segura a respiração até o próximo reajuste do feijão.

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Zambelli e a difícil arte de salvar o insalvável

No palco do circo político, a tentativa de salvar o mandato de Carla Zambelli é quase um número de escapismo mal ensaiado. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, está rodando gabinetes como quem vende enciclopédia porta a porta nos anos 90. A cassação já vem se arrastando há tanto tempo que virou novela com roteiro ruim e elenco cansado. A defesa promete ser “firme”, mas o problema é o material de trabalho: defender Zambelli virou um esforço quase acadêmico, digno de tese: “Como inocentar o indefensável em dez passos simples”. Hugo Motta já sinalizou que não vai blindar ninguém, e o plenário pode transformar a deputada em ex-deputada em tempo recorde. Sóstenes diz que vai “conversar”, mas conversa política ultimamente é quase sinônimo de pedido velado de socorro. E no fundo, todo mundo sabe: tem gente no PL torcendo para Zambelli cair logo e levar o vexame junto com ela.

Lula, Cristina e o velho fetiche pela vítima perseguida

Lula fez o que se espera de Lula: correu para o X (não mais Twitter) para se solidarizar com Cristina Kirchner, condenada a 6 anos por corrupção. O script é conhecido: política “perseguida”, lawfare, conspiração judicial. Enquanto isso, na realidade paralela da Justiça argentina, Cristina enfrenta condenação pesada por obras superfaturadas e fraude em licitações — não foi por dar bom-dia torto na Casa Rosada. Lula falou em “situação adversa” e enalteceu a “serenidade” da amiga. Lindbergh Farias também subiu no caixote do discurso, repetindo o mantra de perseguição. Tudo previsível, tudo velho. A esquerda latino-americana continua amando a narrativa de mártires injustiçados, mesmo quando a conta bancária desses mártires não combina com a história oficial. A prisão iminente de Cristina é um vexame? Talvez. Mas o apego patológico à versão “coitadinha” já está mais cansado do que a desculpa do estagiário que perde prazo por culpa do impressor. Obs: não coloco a mão no fogo por Milei.

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Última atualização da matéria foi há 6 meses


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