Do lado de lá com Gertrude Stein
Gertrude Stein (1874–1946) foi uma escritora, poeta e colecionadora de arte norte-americana, figura central do modernismo literário e das vanguardas do início do século XX. Nascida em Pittsburgh, cresceu entre os EUA e a Europa, estabelecendo-se em Paris em 1903, onde sua casa virou ponto de encontro de artistas e escritores revolucionários, como Picasso, Matisse, Hemingway e Fitzgerald. Stein era uma experimentadora radical da linguagem. Seu estilo era marcado pela repetição, ritmo e pelo abandono da gramática convencional, influenciado pela pintura cubista. Sua obra mais famosa, Autobiography of Alice B. Toklas (1933), é uma autobiografia disfarçada, narrada pela voz de sua companheira de vida, Alice, com quem viveu até o fim. Foi pioneira no apoio a artistas modernos, ajudando a legitimar movimentos como o cubismo e o surrealismo. Seus escritos, embora inicialmente incompreendidos, foram depois reconhecidos como fundamentais para a renovação da literatura em língua inglesa. Durante a Segunda Guerra Mundial, permaneceu na França ocupada. Faleceu em 1946, aos 72 anos, em decorrência de um câncer. Seu legado vive na arte, na literatura e na ousadia de romper com o estabelecido.
12 frases marcantes de Gertrude Stein:
“Uma rosa é uma rosa é uma rosa.”
“O dinheiro é sempre divertido, mesmo quando você não tem nenhum.”
“As coisas são o que são. Mas muito raramente.”
“Escrever é escrever o que você ouve, ouvir é ouvir o que você escreve.”
“Todo o tempo que você gasta economizando tempo não é tempo economizado.”
“Os artistas são os únicos que podem sobreviver à realidade, e mesmo assim nem sempre.”

“Todos dizem que sou a rainha do tédio. Mas ninguém me ignora.”
“Pessoas interessantes deixam Paris interessante. O resto é decoração.”
“América é o meu país, mas Paris é a minha casa.”
“A repetição em si é uma forma de prazer.”
“Eu escrevo para mim e para estranhos.”
“A arte não é sobre o que você vê, mas sobre o que faz você ver.”
Mensagem do Além
Frederic Chaz assina as seções Vozes do Tempo e Intervenções, onde realiza entrevistas inusitadas para o Panorama Mercantil. Estudioso do processo metafísico e mediúnico, ele conduz o leitor por trilhas sensoriais entre o visível e o invisível, investigando as frestas do tempo e da consciência. Seus textos ressoam como ecos de outras dimensões — ora sussurrando mistérios, ora lançando luz sobre o enigma humano. Em um portal dedicado à profundidade e à densidade informativa, sua escrita atua como um sismógrafo do espírito, captando vibrações sutis que escapam aos olhos apressados.
Obs: opiniões enviadas com equilíbrio poderão aparecer no chamado Termômetro do Leitor



