Fábio Affonso: “Empresas não contratam por falhas comportamentais”

 Fábio Affonso

A MicroPro tem 35 escolas em operação, todas no estado de São Paulo, e apresenta como diferencial a variedade de cursos aliada ao desenvolvimento comportamental do aluno. “Desconhecemos outra rede que invista no segmento comportamental. Em 2019, criamos o programa CoachingMax, o primeiro especializado em coaching para jovens, e passamos a oferecê-lo gratuitamente aos nossos alunos, paralelamente aos cursos que eles adquiriram. O sucesso foi estrondoso”, comenta Fábio Affonso, fundador e sócio-franqueador da MicroPro. O CoachingMax consiste em aulas de desenvolvimento comportamental que os alunos realizam minutos antes dos cursos regulares. Temas importantes para a vida e o mercado de trabalho – que vão de resiliência a relacionamento em equipe – são tratados em mais de 90 aulas. “Assisti a uma reportagem que mostrou uma pesquisa que dizia que os jovens que conseguiam emprego o perdiam por problemas comportamentais. A partir daí, percebi que nosso trabalho devia ir além de ensinar informática, idiomas, webdesigner ou gestão de RH: precisávamos desenvolver esses jovens plenamente”, conta. O CoachingMax está dando tão certo que famílias que matricularam um dos filhos nos cursos da MicroPro procuraram as escolas para que outros filhos passassem pelas capacitações – mas, principalmente, de olho no desenvolvimento comportamental dos jovens.

Fábio, qual foi o fator crucial para o início MicroPro?

O fator crucial foi formar mão de obra qualificada para o mercado de trabalho. Esse foi o início onde vimos desde aquela época que faltavam pessoas qualificadas com conhecimento técnico. O ensino profissionalizante veio para suprir essa necessidade que é a falta de mão de obra qualificada. Isso já há mais de 15 anos que é o tempo que a MicroPro existe e ainda perdura até os dias de hoje.

Qual o maior diferencial da escola profissionalizante em sua visão?

Na minha visão o principal diferencial é que a escola profissionalizante vai direto ao que mercado precisa. Ela é bem mais específica no aprendizado do aluno e como ele vai poder atuar no mercado de trabalho de forma mais prática. Essa forma que trabalhamos na escola profissionalizante, se tornou um curso muito direcionado para aquilo que o aluno e futuro profissional vai precisar dentro da empresa.

E os seus principais pilares?

O principal pilar é a velocidade de aprendizado, por ser tão específico e direto também ao que as empresas precisam e procuram no profissional, auxiliando os jovens que às vezes não tem condição de fazer uma faculdade que tem um custo muito mais elevado que um curso profissionalizante. Reiterando, os pilares ao todo são: velocidade, preço e direcionamento ao mercado de trabalho. Fatores que são fundamentais.

Como esses pilares são essenciais para um setor tão “cambaleante” como é o da educação em nosso país?

Realmente essa é uma das grandes dificuldades do nosso país. A educação para melhorar vai levar anos ainda, principalmente uma formação que vai levar o aluno para o mercado de trabalho ou até talvez para ele ter a sua própria empresa. Esses fundamentos não são ensinados na escola convencional e muito poucos cursos técnicos também oferecem isso. A maioria fica só na parte da teoria. Aqui, os pilares citados são fundamentais por tudo que eles conseguem dar de dinamismo para o nosso país, para o nosso jovem e para as empresas que precisam desses profissionais.

A pandemia tem afetado a MicroPro em algum ponto?

Sem dúvida nenhuma. A pandemia está afetando todas as empresas do país, porém, como investimos muito em plataformas online, estamos levando nossos alunos para essas plataformas desde o início da pandemia. Desde o primeiro dia o aluno já começou a ter aulas através das plataformas. Nenhum aluno MicroPro ficou sem aula. Como já víamos trabalhando no modelo híbrido de ensino (que é um dos diferenciais da marca), isso também nos trouxe uma vantagem competitiva. Por isso que conseguimos agir tão rápido. Isso fez com que os nossos custos caíssem muito e o nosso faturamento não fosse tão afetado.

Os cursos profissionalizantes são importantes. Como enxerga essas movimentações pós-Covid?

Não tenho dúvida ao afirmar que pós-Covid, os cursos profissionalizantes serão necessários. Até porque o mercado vai exigir cada vez mais gente qualificada. Só que vamos precisar de um diferencial que é o desenvolvimento das habilidades comportamentais dos nossos jovens. Muitas empresas não contratam as pessoas por falhas comportamentais e não por falhas técnicas. Isso porque os postulantes as vagas de emprego, vão precisar cada vez mais de ter conhecimento.

Quais as exigências para ser um franqueador da MicroPro?

São àquelas de qualquer empreendedor. Primeiramente gostar de gente, porque ele vai ter que atender ao público. Saber lidar com os colaboradores, pois, faz parte fundamental do negócio e, além disso, ter aquela energia, aquela vibração para estar dia após dia correndo atrás de seus sonhos e seus objetivos. Costumo falar que o desenvolvimento na gestão de pessoas é fundamental para ser um bom franqueado.

Um momento de crise abre novas possibilidades para esse mercado?

Sim. São esses momentos e principalmente nas crises que você consegue fazer boas negociações e bons negócios. Logo em seguida quando o mercado já se abre e se estabiliza, tudo volta ao preço normal. Então, esse é o ambiente que favorece muito a abertura de um novo negócio, claro, para quem tem uma reserva financeira e quer entrar para o mercado de trabalho. Lembrando que a franquia é um dos melhores investimentos, já que afinal de contas muito poucas empresas que são franquias fecham. Isto é muito diferente da realidade do mercado.

Em quantas cidades a MicroPro está operando?

Hoje a MicroPro opera em 35 cidades (todas essas cidades do estado de São Paulo), mas temos muitas opções e estamos procurando franqueados dispostos a ter uma escola de desenvolvimento comportamental e profissional em outras cidades do país. Lembrando mais uma vez: a marca sendo vendida naquela cidade é exclusiva do franqueado.

Entre os cursos oferecidos pela MicroPro temos Marketing Digital, Youtuber e Programador Web. A digitalização acelerada foi fundamental para suprir essas lacunas?

Sem dúvida. Aceleramos muito desde o início do Covid e todas as empresas foram forçadas a entrar nessa onda digital. Hoje a mão de obra desses profissionais é muito requisitada. Infelizmente não temos hoje no Brasil, capacidade de formação para tanta gente que o mercado está querendo absorver. Isso não é só no Brasil. Isso está acontecendo no mundo todo. Oportunidades vão aparecer para quem tiver essas formações.

Quais serão os próximos passos que serão dados pela escola?

Até antes da pandemia, nós já trabalhávamos com um programa de desenvolvimento comportamental junto aos nossos alunos que se chama CoachingMax. Ele é único e exclusivo, sendo que esse programa vem de encontro com a principal falha do mercado de trabalho (a maior de todas), até mais que a competência técnica que é a habilidade comportamental, ou seja, como o aluno reage em momentos difíceis, como ter resiliência, como manter o foco, como ter dinamismo para fazer a tarefas, entre outras coisas. Estudamos muito isso e vimos que a parte profissional e técnica é importante, mas o fundamental é o aluno saber se desenvolver na parte comportamental.

Desde 2019, nós já estamos trabalhando com um programa de treinamento que visa a exatamente suprir essa carência que é a mais difícil de todo mercado. Quantas vezes os empresários já contrataram pessoas por competências técnicas e acabaram demitindo por falhas comportamentais? Isso acontece com muita frequência. É nesse ponto que a MicroPro está colocando o dedo na ferida e trabalhando com os seus alunos. Está sendo um sucesso em toda nossa rede. Para se ter uma ideia, 70% das nossas vendas são somente desse treinamento que está fazendo muita diferença na vida das pessoas.

Compartilhar:
Voltar ao Topo
Skip to content