Fernando Rosenthal: “A Hebraica sempre foi muito colaborativa”

 Fernando Rosenthal

A Hebraica (ou Hebraica) é uma associação ou clube social, cultural, recreativo e esportivo no bairro Jardim Paulistano em São Paulo. O clube conta atualmente com mais de 22 mil associados, em geral, membros de familias pertencentes a comunidade judaica de São Paulo. É considerada uma das grandes instituições privadas da comunidade judaica no Brasil, e uma das grandes associações judaicas na América Latina. A partir dos anos 60 do Século XX a instituição se consolidou como um importante centro comunitário de formação e de convivência judaica no Brasil. Um dos fundadores foi Heinz Silberstein. O clube também abriga o Centro Juvenil Hebraikeinu. Além do caráter recreativo e social, o clube tornou-se também esportivo, assumindo a formação de equipes competitivas em várias modalidades. Alguns importantes esportistas brasileiros atuaram nas equipes da Hebraica nas suas modalidades, como, por exemplo, Marcus Vinicius Toledo, Edson Bispo dos Santos, Julio Garavello e Cadum no basquete; Gabriel Smith no Futsal; e Alexandre Simoni no tênis. O clube foi Campeão Brasileiro de Natação (Troféu José Finkel) em 1976. Atualmente a instituição é presidida pelo advogado Fernando Rosenthal. “A Hebraica sempre foi muito colaborativa, atendendo todas as necessidades dos órgãos públicos, quando a seu alcance, sempre se apresentando para colaborar”, afirma o novo presidente.

Fernando, como está encarando o desafio de presidir uma instituição tão tradicional como é a Hebraica?

A Hebraica pode ser equiparada a uma cidade. Seja por seu tamanho, público ou importância. Presidir a Hebraica é como ser prefeito de uma cidade de mais de 20 mil habitantes, que recebe diversos visitantes. Para mim um grande desafio. Me sinto preparado.

Quais devem ser os seus maiores desafios administrativos na função?

Os maiores desafios administrativos serão, sem sobra de dúvidas, relacionados a melhoria do setor econômico e políticas público privadas para os clubes, em geral, que sofreram muito com a pandemia. A Hebraica, graças ao comprometimento de seus sócios, mesmo com muito esforço, conseguiu atravessar esse difícil momento vivido.

Fale mais sobre isso.

Queremos investir em melhorias para nossos sócios e esperamos que momentos melhores cheguem em breve.

A entidade esteve na dianteira de grandes iniciativas como, por exemplo, a arrecadação de roupas e donativos em parceria com a UNIBES. Isso deve ser mantido?

Sempre! Um dos pilares de nossa instituição, enraizado na cultura judaica, é ajudar ao próximo. O povo judeu sempre foi reconhecido por seu trabalho voluntário e sua preocupação com todos, independente de credo ou religião. A UNIBES é uma das importantes entidades assistenciais que arrecada para todos, não apenas para a comunidade judaica. Realizamos diversas campanhas em parceria e seguiremos sempre com essa tarefa de buscar um mundo melhor.

O foco da instituição está nos jovens. Como eles [jovens] serão fundamentais para a renovação da Hebraica?

Eu diria que os jovens são de grande importância para a continuidade do clube, mas não são a única prioridade. Criamos diversos espaços para os jovens e agora precisamos atrair mais ainda e mantê-los. Mas, também, estamos elaborando planos para espaços que atenderão todas as faixas etárias. O clube está lindo e sempre encontramos algo a mais para fazer.

Quais serão as mudanças mais significativas da organização no pós-Covid?

Algumas coisas vieram para ficar, como medidas de higiene e exploração de espaços abertos.

Que outras chamam a atenção em especial?

A criação de novos espaços para as pessoas que querem trabalhar de seus computadores, no clube, também está em nossos planos.

Como o digital tem impactado as operações da instituição até aqui?

Já diminuímos bastante as transmissões de programações por Zoom e outras plataformas, mas entendo que criamos uma forma de contato com nossos sócios que será muito produtiva.

Você tem uma visão ampla como advogado. Como tem tirado proveito dessa visão à frente da instituição?

Entendo que minha visão como advogado me possibilita ter contato com diversas questões administrativas e negociais do clube tendo uma ampla visão dos direitos e deveres dos sócios. Meu passado de sete anos na secretaria geral, coração do clube, me trouxe muita bagagem para assumir esse importante cargo.

O papel da Hebraica ganhou um novo sentido durante a pandemia junto aos órgãos governamentais?

A Hebraica sempre foi muito colaborativa, atendendo todas as necessidades dos órgãos públicos, quando a seu alcance, sempre se apresentando para colaborar. Tão logo começou a vacinação, ofereceremos uma área do clube para o público, tendo nos tornado o primeiro ponto de vacinação de Covid-19 em espaço particular. Durante todo esse tempo fomos um dos postos que mais vacinou.

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