Fintech Simplic aposta no emergente Open Banking

Rogério Cardozo

O surgimento do Open Banking pode melhorar a experiência do cliente, além de criar uma gama de oportunidades para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, que serão mais assertivos e personalizados para cada tipo de público. Segundo Rogério Cardozo, diretor executivo da Simplic – fintech de crédito pessoal, com esse modelo as empresas do setor financeiro irão favorecer o cliente, oferecendo agilidade, praticidade e comodismo por meio da tecnologia. O serviço consiste no compartilhamento de dados feito por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações). A implementação desse modelo continua em andamento no Brasil, com a segunda fase prevista para o último dia 13 de agosto e cuja a conclusão estava prevista para 30 de agosto, mas que será feita de maneira escalonada até 30 de setembro de 2022. “Em vigência desde janeiro de 2021, é um modelo de mercado que permite que todas as instituições, com autorização prévia do usuário e de acordo com a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), tenham acesso às informações do cliente, possibilitando que bancos, fintechs e outras iniciativas do setor financeiro compartilhem dados, produtos e serviços, com objetivo de desenvolver e integrar novos produtos, aumentando a competitividade e beneficiando o usuário final, permitindo aos bancos a criação de modelos de negócio inéditos”, explica Rogério Cardozo, diretor executivo da fintech Simplic no Brasil.

Rogério, como avalia o Open Banking em nosso país até o momento?

O Open Banking é uma importante evolução para o sistema financeiro brasileiro. As informações eram compartilhadas apenas com a instituição que o cliente tinha relacionamento e a busca por crédito e outros serviços financeiros ficava mais difícil. Com Open Banking o cliente vai sair ganhando por receber propostas melhores e empresas menores no mercado vão ficar mais competitivas.

O Open Banking facilita o acesso ao crédito para os inadimplentes?

O Open Banking facilita muito o acesso ao crédito para os inadimplentes. Quanto maior o número de informações disponíveis, mais chances a pessoa tem de receber um crédito. Às vezes o cliente pode estar inadimplente, mas tem um volume financeiro e uma movimentação que mostre que pode ser um bom pagador. Isso nos dá um olhar mais completo do que apenas as informações dos birôs de crédito.

Como tem sido o feedback dos clientes?

O cliente quer conseguir o crédito da maneira mais rápida e fácil possível. Utilizar dados de sua conta-corrente tem ajudado muito a dar acesso ao crédito a mais pessoas, então o feedback tem sido o melhor possível.

Quais as principais oportunidades trazidas pelo Open Banking e que as pessoas ainda não estão tendo clareza?

O Open Banking tem dado os primeiros passos no Brasil. É natural um período de adaptação tanto para os clientes quanto para as instituições. Ele vai trazer mais competitividade para o mercado e com isso serviços melhores com preços mais acessíveis. É uma mudança cultural muito grande, mas com o tempo mostrará todo o seu potencial.

Quais dados são compartilhados no Open Banking?

O Open Banking está sendo realizado em fases. Por enquanto estão sendo compartilhados dados da conta (como depósito, poupança e pagamento) e dados cadastrais (informações sobre a conta, cartão de crédito e crédito). Até o final do ano teremos dados de propostas de crédito, seguros e investimentos.

Esse compartilhamento traz mais agilidade para o processo?

Quanto mais informações a instituição financeira tiver, ela pode tomar uma decisão mais rápida e com melhor qualidade. Isso irá refletir em uma oferta melhor para o cliente.

Como surge a Simplic nesse ecossistema?

A Simplic oferece crédito para pessoas que normalmente já teriam dificuldade em conseguir crédito em outra instituição. Fazemos isso por meio dos nossos modelos que utilizam informações além dos birôs de crédito. Queremos sempre oferecer crédito para quem quer pagar e com o Open Banking isso fica ainda mais fácil e prático. Tudo online e sem a tradicional burocracia dos players mais antigos.

O que norteia a plataforma em seu mercado de atuação?

A Simplic quer oferecer crédito para o maior número de brasileiros possível de maneira rápida e completamente online.

Qual o papel da Inteligência Artificial nessa ferramenta?

Nossos modelos utilizam Inteligência Artificial para ter melhor assertividade na decisão dos nossos clientes. Analisamos muitas informações e com dinamismo podemos sempre realizar a melhor oferta.

São 10 mil propostas analisadas por dia. Qual a porcentagem de empréstimos que é concedida tendo como base essas 10 mil propostas?

O número de pessoas aprovadas depende muito de acordo com o cenário macroeconômico e uma série de fatores. Por isso tende a flutuar muito. Nossa ideia é dobrar a taxa de aprovação com o Open Banking.

Como a inovação tem sido uma mola propulsora para a plataforma?

Nascemos como uma plataforma 100% online para oferecer crédito, então inovação está no nosso DNA. Estamos constantemente buscando maneiras de inovar para deixar o nosso serviço melhor. Por isso que somos pioneiros no uso do Open Banking para nossos clientes.

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