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Flávio Bolsonaro e a fé como palanque…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 20 linhas (ou menos). Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

Flávio Bolsonaro, púlpito, joelhos e Planalto: a fé como palanque premium e a corrida evangélica que transforma oração em estratégia eleitoral de alta performance

Na política brasileira, Deus já foi evocado em discursos, slogans e até jingles, mas agora parece ter sido oficialmente incorporado ao cronograma de campanha — com direito a agenda, logística e articulação de bastidores. Flávio Bolsonaro decidiu não esperar o milagre cair do céu e foi buscá-lo pessoalmente, iniciando um tour por igrejas evangélicas em São Paulo. Tudo muito estratégico, claro, embalado por encontros “reservados” com lideranças religiosas — aquela discrição típica de quem fala com Deus, mas também com marqueteiro. A fé, nesse caso, vem com planilha, meta e segmentação de público.

O primeiro ato dessa liturgia político-eleitoral ocorreu na Assembleia de Deus Ministério do Belém, onde o senador não apenas discursou, mas ajoelhou-se — gesto simbólico que, em tempos de campanha, vale mais que dez entrevistas. Sob as mãos do bispo José Wellington Bezerra da Costa, recebeu uma oração que não economizou ambição: pediu-se ali, sem rodeios, a presidência da República. Nada modesto. Afinal, se é para pedir, que seja direto ao ponto — o céu, ao que parece, também aprecia objetividade.



A cena, assistida por cerca de 40 pastores, teve o reforço de José Wellington Costa Júnior, numa espécie de dinastia espiritual que mistura tradição, influência e capilaridade. A Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Brasil, que orbita esse universo, não é exatamente um grupo de oração de bairro — trata-se de uma engrenagem robusta, com alcance nacional e capacidade de mobilização que faria inveja a muitos partidos. E, como se sabe, onde há rebanho, há disputa pelo pastor… ou pelo voto.

Nos bastidores, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, confirmou o roteiro: encontros, reuniões e conversas fora do radar. O modelo remete a 2018, quando a aproximação com lideranças evangélicas foi tratada quase como uma ciência exata — fé com método, devoção com estratégia. Nada de grandes palanques; o negócio agora é olho no olho, gabinete fechado e influência direta. Afinal, converter um pastor pode significar converter centenas, às vezes milhares de votos.

Entre o púlpito e o curral: a fé e o agro como colunas do poder

E como toda campanha que se preze precisa diversificar seus ativos, o roteiro inclui nomes de peso como Estevam Hernandes, R. R. Soares e Valdemiro Santiago — verdadeiros “influencers” da fé, com audiência que faria qualquer rede social corar de inveja. Paralelamente, a agenda prevê uma parada estratégica em Campo Grande, na Expogrande, porque no Brasil o caminho para o Planalto passa tanto pelo altar quanto pelo curral. Deus e o boi, juntos, sustentando projetos de poder.

Os números ajudam a explicar essa devoção repentina — ou, melhor dizendo, intensificada. Segundo o Datafolha, Luiz Inácio Lula da Silva patina entre evangélicos, enquanto Flávio surfa com folga nesse eleitorado. Mas o jogo complicou com a entrada de Ronaldo Caiado, que decidiu também cortejar o mesmo rebanho, escalando Otoni de Paula como articulador. No fim, o que se vê é uma disputa teológica de conveniência, onde a fé é sincera — mas o timing, ah, esse é absolutamente eleitoral.

 Flávio Bolsonaro decidiu não esperar o milagre cair do céu como os hebreus (Foto: Wiki)
Flávio Bolsonaro decidiu não esperar o milagre cair do céu como os hebreus (Foto: Wiki)

Clique aqui e saiba ainda mais sobre Flávio e os evangélicos


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