Gabriel Frozi: “Temos um olhar diferenciado para cada aluno”

Gabriel Frozi

Aprender o segundo idioma é um grande passo para qualquer idade, principalmente para os jovens que almejam ser grandes profissionais no futuro. Porém, ainda não existe um plano de ensino bilíngue eficaz para os jovens com TDAH. Gabriel Frozi comenta que foi despertado pela ideia: “Os jovens com esse transtorno possuem um enorme potencial, mas ninguém acredita e confia neles para, assim investir; então eu precisei dar o primeiro passo”. O CEO da escola Recreio Christian School viu a necessidade de mostrar para as outras escolas como se faz um ensino bilíngue inclusivo de qualidade e apostou todas as suas fichas nessa empreitada. Alguns pesquisadores defendem que ser bilíngue propicia ao indivíduo o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, uma boa oralidade, estimulando simultaneamente a comunicação. Além disso, tais pesquisadores também acreditam que o bilinguismo contribuiria positivamente no desenvolvimento das funções executivas, na inclusão social, na educacional e no aumento da flexibilidade cognitiva do indivíduo bilíngue. Nesse sentido, adaptando essas constatações à realidade das crianças com TDAH, o bilinguismo, normalmente atingido com a língua inglesa, é muito importante para ajudar as crianças em diversos aspectos (exemplo: desenvolvimento da linguagem). “O ensino é diferenciado porque não é cansativo para as crianças, é algo natural sem forçar a barra”, comenta Gabriel.

Gabriel, como seu deu a criação da Recreio Christian School?

Nossa escola foi criada pela falta ou pelos erros de várias outras escolas. Viemos na intenção de fazer uma escola diferente, de se preocupar realmente com o aluno como indivíduo e não como um todo, não como mais um, mas com a preocupação de individualizá-lo… É importante dar uma atenção especial a ele. Fazer com aqueles que tenham necessidades específicas consigam ser iguais a quem não tem nenhuma necessidade específica. Essa é a nossa visão.

Quais os grandes pilares da sua escola?

Temos um olhar diferenciado e individualizado para cada aluno. Temos que tirar o máximo de cada aluno. Às vezes o máximo de um aluno não é igual ao mínimo de outro aluno, mas mesmo assim conseguimos tirar o máximo desse aluno. Já é uma grande vitória.

E os seus grandes diferenciais?

Enquanto escolas querem que os alunos sejam números para se colocar o tempo todo que passou para a universidade tal, que tirou tanto no Enem… temos a preocupação de fazer o aluno ser o melhor que ele puder ser. Tendo essa visão, conseguimos estar entre os quatros melhores da nossa região no Enem no ano de 2019 (não saiu o resultado de 2020), mas tenho certeza que fomos muito bem. É muito bom quando a escola não força a barra para que o aluno seja tudo que ele quer ser. É bom que a escola faça que o aluno seja o melhor que ele poder ser. Isso gera resultados muito grandes. Tivemos alunos com redação 950! Estar entre os 4 melhores da nossa região que tem todo o tipo de aluno e que foca bem o Enem é uma vitória muito grande. É a demonstração de que estamos no caminho certo. Isso é muito legal!

Como se deu a criação do seu método?

Criamos um método de ensino, onde os professores precisavam se basear num livro que fosse mais objetivo e que ele (livro) fosse mais fácil de se aprender. As pessoas que tem a necessidade específica conseguem aprender com a mesma facilidade de quem não tem. Quem não tem necessidades específicas, fortifica muito o aprendizado e aprende muito mais fácil. Não tem contraindicação. É um sucesso absoluto, pois, você pode condensar e facilitar o aprendizado não contendo textões que embolam a cabeça das crianças e até mesmo de adultos, já que textões prejudicam o nosso aprendizado. É assim que tornamos a coisa mais fácil. É claro que o professor tem a obrigação de descobrir quando o aluno vai bem em cada tipo de matéria.

Por quê?

Tem alunos que gostam de matemática; existem outros alunos que gostam de história e tem alunos que gostam de português. Fazer com que esses alunos cresçam mais no seu talento é muito importante. Fazer com que todos aprendam o essencial é também muito importante. Nem todo mundo vai ser advogado; nem todo mundo vai ser médico; nem todo mundo vai ser matemático… mas que eles aprendam de verdade e que não façam como eu ainda me lembro (decorar, não entender nada e ter que adorar aquilo). É necessário que eles aprendam. Esse sistema de ensino veio dessa visão dos nossos professores.

Foi por essas falhas que você decidiu criar o seu método?

Contratei o nosso coordenador do ensino médio para estar trazendo pessoas que me escutassem e que preparassem um sistema de ensino que fosse com letras maiores e com palavras mais fáceis de serem aprendidas. Os textos quando são muito grandes não terminam iguaizinhos. Eles têm sempre uma sílaba que segue para outra frase, no caso para eles não se embolarem no meio de um texto grande. A forma de se falar, a forma de se ensinar com facilidade no aprendizado é bilíngue porque a nossa escola é bilíngue, então, tudo que é dado em português, também é falado em inglês, fazendo com que a nossa escola e esse sistema de ensino seja o primeiro a realizar o que MEC quer fazer no futuro, ou seja, a curricularização de todas as matérias em inglês (nós já fizemos isso).

Fale um pouco mais sobre as particularidades desse sistema.

Estamos preparados para atender todas as escolas do Brasil que quiserem fazer com que o seu sistema de ensino seja inclusivo, e que esteja preparado para curricularizar também o inglês e fazer com que os professores estejam mais preparados (e os alunos também) para poder estar aprendendo o inglês em conjunto com todas as outras matérias. O ideal é que quando vier alguém dando a matéria em português, outro venha fortalecendo a mesma matéria em inglês. Isso é legal e interessante.

Quais serão os benefícios a curto prazo para as escolas brasileiras?

Devemos fazer com que todo mundo tenha essa curricularização que é super importante. Precisamos da língua inglesa para crescermos. É uma coisa que facilita. Estamos fazendo tudo que é necessário e que ninguém nunca pensou até agora: facilitar o aprendizado e curricularizar todas as matérias no inglês. Isso é uma coisa muito legal. Estamos abertos para atender as escolas do Brasil inteiro para poder fazer com que elas tenham a mesma coisa.

O seu método pode ser considerado revolucionário em que pontos?

Nosso método é revolucionário sim, porque acredito que a revolução é um termo que tem tudo a ver com aquelas pessoas que querem mudar aquilo que está errado. Todo mundo quer mudar algo que está errado. Todo mundo quer fazer uma revolução! Ele (método) é revolucionário, porque queremos que o ensino seja mais fácil. O método apresenta todas as facilidades para todo mundo que acha difícil aprender o inglês. Ele faz com que o aluno olhe a palavra de um lado e que seja igual a palavra do outro lado, assim ele está aprendendo tudo de fato.

Seria um método ideal para o autodidata?

O autodidata vai fazer uma viagem. Vai sair aprendendo tudo mesmo sem o professor. É claro que o professor é fundamental para que isso aconteça de uma forma que seja bem mais legal!

Compartilhar:
Voltar ao Topo
Skip to content