Marcelo Germano: “A empresa é um reflexo do dono”

 Marcelo Germano

O método do EAG (Empresa Autogerenciável) foi idealizado por Marcelo Germano – especialista em gestão empresarial, empresário há 24 anos, dono de cinco empresas de diferentes segmentos e 164 funcionários diretos e indiretos – é exclusivo no mercado e tem como missão acabar com o caos nas empresas através de uma equipe autogerenciável. A partir da apresentação de ferramentas práticas de gestão, o objetivo é transformar os donos de pequenas e médias empresas para que eles conduzam organizações vencedoras. Os treinamentos são divulgados e conhecidos em todo o Brasil. Conteúdos gratuitos são gerados e disponibilizados em plataformas digitais e já ajudaram milhares de empresários do país a dar grandes saltos de performance. “Uma empresa autogerenciável tem uma equipe autogerenciável. Tem estratégia, confiança e tem uma cultura voltada para resultados e soluções de problemas. Essa cultura gera confiança, tanto em momentos de crescimento, quanto em momentos de incertezas. Gosto de dizer que a melhor estratégia do mundo com as pessoas erradas vai falhar sempre. E uma estratégia que não é a melhor do mundo, mas com as pessoas executando com disciplina vai sempre ganhar da concorrência. Nesses cenários de incertezas, precisamos de estratégias e comprometimento com as estratégias. Quando se pensa estrategicamente, o dono consegue perceber as ameaças e oportunidades que surgem diante das crises e incertezas”, afirma.

Marcelo, como você classificaria uma empresa autogerenciável?

Como o próprio nome diz, uma empresa autogerenciável é uma empresa que tem gestão. E a gestão faz parte da cultura da empresa. Dessa maneira, cada líder é responsável pela gestão dos resultados da sua área que, automaticamente, estão alinhados com a visão da empresa. Com esse nível de maturidade na equipe, o dono trabalha “O” negócio ao invés de trabalhar “No” negócio. Essa sutileza no trocadilho, revela a diferença entre uma empresa onde o dono faz um trabalho operacional – tornando-se o gargalo da empresa, porque a empresa não funciona sem ele – e uma empresa onde o dono pode focar no crescimento – porque a empresa funciona e permite que ele foque no crescimento e no desenvolvimento do time.

Por que uma empresa autogerenciável é ideal para um momento de incertezas como o atual?

Uma empresa autogerenciável tem uma equipe autogerenciável. Tem estratégia, confiança e tem uma cultura voltada para resultados e soluções de problemas. Essa cultura gera confiança, tanto em momentos de crescimento, quanto em momentos de incertezas. Gosto de dizer que a melhor estratégia do mundo com as pessoas erradas vai falhar sempre. E uma estratégia que não é a melhor do mundo, mas com as pessoas executando com disciplina vai sempre ganhar da concorrência. Nesses cenários de incertezas, precisamos de estratégias e comprometimento com as estratégias. Quando se pensa estrategicamente, o dono consegue perceber as ameaças e oportunidades que surgem diante das crises e incertezas. Resumindo: é preciso planejamento estratégico, análise de cenários, mitigação de riscos, fechar GAPs de competência da empresa e posicionar a empresa para se adaptar mais rápido às mudanças de cenário e, com isso, conquistar vantagem competitiva. Para isso funcionar, é preciso ter uma boa arquitetura organizacional, uma cultura forte e uma equipe alinhada com os objetivos estratégicos da empresa.

Como a mente do empresário é primordial para o sucesso do seu negócio?

A empresa é um reflexo do dono. Para o bem ou para o mal. Uma mente que enxerga possibilidades e oportunidades onde os outros só enxergam problemas, tem vantagem competitiva. Domínio pessoal e firmeza emocional são habilidades que diferenciam os donos de empresas. É preciso muita resiliência para atingir resultados em cenários hostis. Nós não controlamos os fatos, mas controlamos o que pensamos sobre os fatos, e isso faz muita diferença.

O foco nesse cenário é fundamental?

Toda empresa precisa ter bem claro no plano estratégico quais são as prioridades da empresa. Ter poucas prioridades direciona a energia produtiva da empresa para aquilo que realmente é importante. Muitas prioridades com coisas que não têm sinergia deixam os empresários perdidos e os resultados ficam comprometidos. As empresas acabam tendo muitas iniciativas e poucas “acabativas”. Com poucas prioridades e uma comunicação clara do que é essencial para toda a empresa, o monitoramento dos resultados fica mais claro, o que gera um comprometimento maior com as metas.

Quais falhas na gestão devem ser revistas com rapidez?

Esse é o problema: muitas empresas não possuem gestão. Não fazem planos efetivos para atingir os resultados propostos e não fazem o monitoramento das ações e dos indicadores para fazer o ajuste necessário. Gosto de falar que eu não acredito em sorte, eu acredito em Meta, Plano de Ação e execução do Plano.

Que ferramentas são necessárias para que essa gestão seja conduzida de forma plena?

Um bom código de cultura, que seja vivido e disseminado por toda a empresa, porque “a cultura come a estratégia no café da manhã”. Fazer gestão à vista, avaliação de desempenho e reuniões semanais para avaliar resultados, torna-se crítico para que a gestão seja conduzida de forma Plena.

Como a aceleração digital é alinhada a uma empresa autogerenciável?

A aceleração digital causa uma necessidade de adaptação rápida em um cenário que muda constantemente. Analisar os indicadores permite um aprendizado rápido das coisas que funcionam e das coisas que não funcionam. Esse aprendizado é fundamental para a sobrevivência nesses cenários. A aceleração digital está gerando muitas oportunidades, e para as equipes autogerenciáveis é uma oportunidade excelente.

Esmiuçe um pouco mais sobre o método EAG.

O método EAG é baseado em fundamentos. Uma empresa precisa ser construída sobre bases sólidas. Quando as bases são sólidas, as empresas têm mais condições de resistir aos solavancos da economia. Esses pilares são:

Domínio pessoal: a empresa é um reflexo do dono. A diferença entre uma empresa de sucesso e uma que não tem sucesso é o dono e a equipe por trás do dono. Um dono com domínio pessoal toma as decisões corretas nos momentos críticos, e executa rápido. Um dono sem domínio pessoal vacila, e isso pode custar a estagnação ou a morte da empresa.

Cultura: no final do dia, a cultura organizacional é o que manda no jogo. Uma cultura de gente engajada e comprometida com os resultados, gente que foca em soluções ao invés de problemas, e gente que se desenvolve, impulsiona os resultados da empresa.

Liderança: líder que é líder bate meta, com o time fazendo certo – como diria o professor Vicente Falconi (Consultor em Gestão). Líder que não bate meta não é líder. O diálogo está no cerne da execução – é preciso desenvolver a habilidade do diálogo para conduzir as pessoas a realizarem mais do que elas acreditam, e dessa maneira perseguir resultados extraordinários.

Gestão: como diria Peter Drucker (considerado o pai da administração) – o que não é medido não é gerenciado. É preciso criar as rotinas e rituais de gestão, avaliar os resultados e criar planos de ações efetivos. Uma boa gestão envolve organizar processos e indicadores para que a empresa entregue aquilo que ela promete. É preciso fazer gestão de todos os departamentos da empresa. Incentivamos a “gestão à vista” (colocar à disposição de todos os colaboradores informações relevantes da empresa), pois, é muito fácil perceber se a empresa está nos trilhos ou se tem algo errado, e dessa maneira é possível agir na hora certa.

Finanças: faturamento é vaidade, lucro é sanidade, caixa é rei e a gestão é a rainha. Não se constrói riqueza sem gestão financeira. O método do EAG faz com que os empresários tenham uma exata clareza das finanças da empresa, ajudando ele a perseguir lucros e gerar caixa.

Tração: toda empresa precisa de clientes. A tração é o processo de como a empresa atrai a atenção dos potenciais clientes, como ela converte eles em clientes e como ela faz eles continuarem a comprar da empresa. Quando uma empresa constrói uma base sólida nesses pilares, o empresário consegue se sobressair melhor em todos os cenários.

Por que esse método é um dos mais assertivos em sua visão?

Porque ele é baseado em fundamentos e ferramentas práticas. Não existe passe de mágica. O que existe são ações práticas que devem ser aplicadas com disciplina por abranger 6 pilares distintos que cobrem todas as áreas de gestão da empresa. Esse método acaba tendo uma cobertura 360˚ das necessidades da empresa.

Onde os empresários podem obter mais informações sobre o método EAG?

Através das nossas redes sociais:

Instagram : @marcelogermanoeag e @empresaautogerenciavel.

Podcast Empresa Autogerenciavel: todas as plataformas de podcast.

YouTube: podcast empresa autogerenciável.

Site: www.empresaautogerenciavel.com.br

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