Marcelo Weber: “Importante é tentar separar os fundamentos”

Marcelo Weber

Sediada em Blumenau (SC), a Invexa Capital é uma gestora de recursos focada em renda variável, tendo o Invexa Inter+ Ibovespa FIA como principal fundo. A asset trabalha de forma independente, tendo decisões e ações isentas de qualquer conflito de interesses, em conformidade com as leis e regulamentos. Sua missão é prestar um serviço com excelência, buscando a melhor relação de risco/retorno ao cliente. A Invexa foi fundada em 2011 por Marcelo Weber e Adriano Paladino. “A Invexa foi criada em 2011, em São Paulo, mas logo depois viemos para Blumenau. A mudança aconteceu por uma questão comercial, pois, queríamos estar mais próximos dos nossos clientes – essa é a maior vantagem, já que muitos clientes que temos são aqui de Santa Catarina. Esse fenômeno de regionalização dos escritórios de investimentos já era comum”, afirma Marcelo Weber, sócio-fundador e CEO da gestora Invexa Capital. Ele ainda complementa: “Temos em nosso país questões importantes que precisam ser resolvidas para que haja um crescimento mais consistente, como o equilíbrio fiscal e o controle da inflação. Hoje a maior fonte de preocupação vem do próprio Governo. Vale ressaltar que este cenário de inflação não se restringe apenas ao Brasil — claro que cada qual com uma situação social diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o aumento generalizado dos preços chegou a 5,2% em agosto”.

Marcelo, qual a maior vantagem de estar operando fora do eixo Rio-São Paulo?

A Invexa foi criada em 2011, em São Paulo, mas logo depois viemos para Blumenau. A mudança aconteceu por uma questão comercial, pois, queríamos estar mais próximos dos nossos clientes – essa é a maior vantagem, já que muitos clientes que temos são aqui de Santa Catarina. Esse fenômeno de regionalização dos escritórios de investimentos já era comum nas corretoras de valores, mas ainda muito incipiente nas gestoras de recursos, que se concentravam no eixo Rio-São Paulo.

Em 1993, o economista Luiz Cezar Fernandes disse que o capital não tinha pátria. Operar num mundo globalizado é um desafio?

Sem dúvida, principalmente em um país que está estagnado economicamente há uma década e precisa buscar competitividade internacional para prosperar e crescer. O capital quer ser remunerado, e para isso estabilidade e condições estruturais para crescimento econômico são essenciais.

Quais os pilares da Invexa?

Flexibilidade e capacidade técnica.

Qual a importância desses pilares para o dia a dia da operação?

Nos permitem gerenciar os portfólios mais agilidade, devido ao nosso menor tamanho em alguns mercados com liquidez restrita, como é o caso da Bolsa de Valores brasileira.

Como a Invexa Capital tem passado por esse momento turbulento?

Estamos tendo as mesmas dificuldades de nossos pares. O mercado não está fácil neste momento de guinada das condições políticas e fiscais brasileiras.

O que um gestor deve estar atento em situações repentinas como a que vivemos agora?

O importante é tentar separar os fundamentos da deterioração econômica e política dos movimentos de curto prazo dos preços dos ativos. Os dois principais candidatos a presidente (Lula e Bolsonaro) têm alta rejeição, e dentro de um ano podemos ter um novo mandatário com grande capacidade de articulação política e determinado a continuar as reformas econômicas que o Brasil precisa, por exemplo.

Quais as perspectivas para o mercado de ações em um médio prazo?

As ações de algumas empresas estão baratas. Empresas que estão revolucionando os seus mercados, investindo em tecnologia, processos e em franco crescimento parecem não estar refletindo os seus valores atuais na bolsa.

Existe algo no horizonte que está preocupando a Invexa no momento?

Temos em nosso país questões importantes que precisam ser resolvidas para que haja um crescimento mais consistente, como o equilíbrio fiscal e o controle da inflação. Hoje a maior fonte de preocupação vem do próprio Governo. Vale ressaltar que este cenário de inflação não se restringe apenas ao Brasil — claro que cada qual com uma situação social diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o aumento generalizado dos preços chegou a 5,2% em agosto.

Quais os setores que mais chamam a atenção da gestora?

Bancos digitais e tecnologia.

Por que esses setores estão com um destaque maior pela sua visão?

Pela sua capacidade de gerar uma demanda futura ainda inexistente, os setores de tecnologia demandam altos investimentos, mas tem uma enorme escalabilidade, muito maior que os setores tradicionais.

A criação de novos fundos é algo que está na rota da Invexa?

Sim. Estamos lançando agora em novembro um fundo de BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Esse lançamento faz parte da estratégia de crescimento da gestora, hoje com aproximadamente R$ 250 milhões sob gestão. O fundo vai ter uma gestão ativa, com composição entre 15 e 20 papéis, que vão dos setores tradicionais de tecnologia da bolsa americana a setores mais desconhecidos do grande público, como cibersegurança e logística integrada.

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