Marco França: “O Brasil não é para amadores”

sócio da Auddas

Auddas onDemand é uma mentoria para pequenas, médias e grandes empresas que visa melhorar o desempenho corporativo, por meio de ações segmentadas, em tempos difíceis no Brasil. Das empresas orientadas pela Auddas onDemand, o time de sócios percebeu que 50% têm problemas em definir sua estratégia e alinhar o modelo de negócio. 70% delas possuem fragilidade na condução e na formação de times. E, na mesma proporção, implementar um modelo de acompanhamento operacional e financeiro que de fato reflita o negócio também revelou ser necessário. Os dados demonstram, ainda, que 50% têm problemas de foco e de modelo de trabalho que privilegie cadência de entrega e melhoria contínua. Assim, a parte financeira é uma consequência do problema de toda essa má gestão. “Por que não poder contar com ajuda e orientação especializada de forma flexível e acessível do jeito que quiser e precisar, quando e onde necessário?”, pondera Marco França, sócio-fundador da Auddas. Ele ainda afirma: “Apesar dos empresários conhecerem profundamente o seu negócio e ter boa disposição ao risco, contam com time júnior para a gestão, baixa governança e controles internos insuficientes. A estratégia digital que chegou para ficar ainda é incipiente para muitos deles. Sem os devidos times de matemáticos e engenheiros para melhorar sua conversão e fluxo de clientes, o digital só arranha a superfície da transformação”.

Marco, como as PMEs podem se sobressair num mercado tão incerto como o atual?

O mercado brasileiro que é geograficamente e setorialmente diverso, tem muitos microclimas e a situação de cada empresa é muito específica, então generalizar é sempre arriscado e simplório. Tendo dito isto, saber seu contexto, competências e ameaças é sempre um desafio, pois, normalmente as PMEs são empresas de dono, com alto foco empreendedor e com time de gestão inadequados aos desafios que se apresentam.

Quais as principais carências desses empresários?

Na nossa opinião são alguns aspectos que se repetem: Normalmente tocado com poucas camadas hierárquicas e time júnior; Sistemas de informação, métricas e controles insuficientes; Time dedicado à transformação digital insuficiente para a quebra de paradigma que já ocorreu no modelo de empresas B2C.

Como essas carências podem ser supridas?

Ter melhoria de governança e gestão com objetivos e entregas claras para trazer as empresas para outra “liga de negócios “. Isto pode ser resolvido com suporte de consultorias hands on focadas no middle.

O cenário da pandemia vigente também traz oportunidades?

Vimos muitas situações em que empresas se encontravam em mercados estressados como serviços e turismo e outros como área médica, agro e construção, a todo vapor. O desafio realmente depende do setor.

Qual o papel dos gestores para o estímulo desses negócios?

O gestor precisa se sofisticar e ter um time multidisciplinar.

A chave para o crescimento dessas empresas passa pela gestão?

Sem dúvida, não há atalhos mas sim, um conjunto de melhorias que fará a diferença e sobrevivência no futuro.

Como as estratégias digitais podem ajudar esse empreendedor?

Melhoria de processo, automação sem perder a especificidade do atendimento, velocidade, melhoria de rentabilidade, entre outros.

O que traz a verdadeira transformação para uma empresa que se alinha com as estratégias digitais?

A convivência da gestão de negócio na base do sensor aranha ou do feeling vai dar espaço à decisão mais educada do negócio. Isto não quer dizer que não haverá correção. O processo digital também é um processo de tentativa e erro e ajustes constantes.

Em que momento o modelo de negócio deve ser revisto?

O olhar crítico tem que ser constante, isto é mais crítico para empresas maiores, caso haja necessidade de grandes mudanças. No PME, é menos cruel de certo modo.

Essa mudança de rota deve estar alinhada a que pontos?

A revisão de rota tem que estar alinhada com todos os aspectos horizontais ds negócios, finanças, vendas, produtos e inovações. Uma coisa puxa a outra e influencia na geração de caixa, dominância e crescimento. A pluralidade de atributos e competências dos times é fundamental. Fato raro ver uma PME com time deste quilate, na origem.

Tomada de risco e gerenciamento eficaz devem ser à tona para os negócios que almejam se tornar bem-sucedidos em 2021?

Avaliação de risco operacional e financeiro são temas que devem estar constantemente na cabeça dos empresários e ter planos B, é essencial. O Brasil não é para amadores, como já se diz há tempos

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