Nadjane Oliveira, psicóloga e gerente de RH do Grupo Soulan: “Com certeza continuaremos sendo desafiados”

Grupo Soulan

Desde 1988, o Grupo Soulan desenvolve projetos na área de Recursos Humanos por meio de uma equipe altamente capacitada e especializada, assessorando os clientes na atração, avaliação, desenvolvimento e retenção do capital humano, para que possam focar seus esforços nas principais necessidades dos seus negócios, obtendo ganhos expressivos de performance e resultados. A Soulan atua por meio de seis unidades no estado de São Paulo, contando ainda com uma ampla rede de atendimento e fornecimento de suas soluções em todo o território nacional, além de manter parcerias internacionais com cerca de 400 empresas, distribuídas por todos os continentes. “A gestão de pessoas tem sido ainda mais necessária. Nesse momento de crise, muitas pessoas ainda estão aprendendo a lidar com os sentimentos que podem ser confusos em alguns momentos, gerando ansiedade e estresse frente às mudanças, medos, tristeza e desafios, então, proporcionar ações para o equilíbrio da saúde mental é outra necessidade que já se faz presente. É de fundamental importância ter uma visão e atuação ainda mais humana e próxima dos colaboradores. Não vejo como novo protagonismo, mas sim que o RH continuará realizando o seu papel com excelência, utilizando as estratégias necessárias para cuidar das pessoas e contribuir para o sucesso das organizações”, afirma a administradora de empresas, psicóloga e gerente de RH do Grupo Soulan, Nadjane Oliveira.

Nadjane, como a área de RH se encontra durante essa pandemia?

Iniciamos a pandemia convivendo com muitos desafios, como a adaptabilidade das pessoas, a insegurança dos colaboradores sobre o futuro profissional e da empresa, a reorganização da comunicação interna e algumas outras questões a serem resolvidas. Foi necessário nos reinventarmos, construir novas formas de trabalho, comunicação ainda mais transparente e promover um ambiente com o mínimo de estabilidade e com o objetivo de promover um pouco mais de calma e segurança diante de um cenário de muitas incertezas.

Esse período é de aprendizagem para todos. Como essa aprendizagem está fazendo parte da rotina dos profissionais de RH?

É um excelente momento para colocar em prática, algumas ideias que já vínhamos pensando, mas ainda não haviam sido realizadas. É um momento de muito estudo e reorganização de tudo que pode ser melhorado na experiência/vivência dos nossos colaboradores e clientes.

Quais os maiores desafios?

Já citei alguns acima, mas lidar com tantas incertezas e manter o time engajado, comprometido e orientado para resultados, frente a um cenário tão incerto, certamente, faz parte da lista de desafios.

Entre esses desafios estão as entrevistas. O que muda do presencial para o virtual?

Já utilizávamos as entrevistas virtuais em nossos processos. Acredito que o maior desafio foi abrir mão do contato mais próximo e humanizado com os candidatos. No começo, ficamos com certo receio de que o distanciamento social impactasse os resultados. Nossas dúvidas giravam em torno de como seriam as avaliações, como o candidato conseguiria se adaptar e se o cliente aceitaria que todo o processo fosse online. Hoje, após seis meses, contabilizamos muito mais ganhos do que perdas nesse novo formato.

O que deve ser mantido?

Acredito que tudo que já colocamos em prática e os resultados foram positivos, ou seja, devem ser mantidos, como o novo modelo de trabalho da equipe, a nova forma de fazer recrutamento e seleção, a agilidade que ganhamos em nossos processos e a proximidade com os clientes.

Esse novo “modus operandi” veio para ficar ou um modo híbrido será aplicado?

Penso que nesse momento ainda é complicado afirmar como serão as coisas em um futuro próximo, aprendemos a viver um dia de cada vez, mas prefiro pensar em um modo híbrido, aplicando as melhorias em processos que funcionavam e que fazem sentido continuar adotando pós-pandemia.

Qual o papel estratégico do RH nessa crise?

Cuidar dos colaboradores. As pessoas são imprescindíveis e, por esse simples motivo, devem ser devidamente cuidadas e valorizadas. Entender o que os colaboradores precisam e desejam para se sentirem bem e motivados, refletirá diretamente na assertividade, agilidade e na satisfação dos clientes.

Como os profissionais de RH estão lidando com a transformação digital?

De forma geral o RH já vinha atuando na era digital, sendo inclusive um importante influenciador de estratégias organizacionais. Nesse cenário de pandemia, contar com a tecnologia tem sido fundamental para que os bons resultados sejam mantidos e novos resultados alcançados.

E o Grupo Soulan, como lida com esse ponto específico?

Tivemos que desenhar um novo fluxo de trabalho, com 95% da nossa atuação online, apostando em plataformas/sistemas para que o nosso processo seja mais automatizado e funcional.

Acredita que o RH terá um novo protagonismo pós-pandemia?

Com certeza continuaremos sendo desafiados, estamos diante de muitas mudanças no modelo de trabalho, na construção de novas equipes e transformação cultural, além da nova forma de liderar e ser liderado.

A gestão de pessoas têm sido ainda mais necessária. Nesse momento de crise, muitas pessoas ainda estão aprendendo a lidar com os sentimentos que podem ser confusos em alguns momentos, gerando ansiedade e estresse frente às mudanças, medos, tristeza e desafios, então, proporcionar ações para o equilíbrio da saúde mental é outra necessidade que já se faz presente. É de fundamental importância ter uma visão e atuação ainda mais humana e próxima dos colaboradores. Não vejo como novo protagonismo, mas sim que o RH continuará realizando o seu papel com excelência, utilizando as estratégias necessárias para cuidar das pessoas e contribuir para o sucesso das organizações.

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