Nathan Moojen: “Temos vários benefícios para as indústrias parceiras”

Moda Online

Nathan Moojen é o fundador do Moda Online, startup que conecta indústrias de moda a revendedores de todo o país. Formado em publicidade, já tinha experiência na área graças à relação da família com o mercado têxtil. Atualmente, além de gerir a própria empresa, atua como investidor em outras startups. Mas tem como maior propósito participar da digitalização da moda B2B no Brasil, facilitando o acesso a produtos de qualidade por toda a cadeia: tanto quem produz como quem revende e, consequentemente, o consumidor final. O Moda Online é um shopping virtual que conecta indústrias de moda a revendedores. Com início das atividades no segundo semestre de 2020, trabalha com um mix de marcas e produtos, que vão de roupas e acessórios a calçados com vendas exclusivas por atacado. Tudo para levar diversificação e qualidade a todos os cantos do país. A startup atua nacionalmente no formato marketplace, com uma plataforma própria para os produtores e outra para revendedores. Ferramentas fáceis, ágeis e confiáveis para ajudar o mercado de moda no Brasil a escalar os seus negócios. “Já nascemos digitais e nosso sistema é 100% moldado para atender às necessidades do mercado B2B, pensado com indústrias parceiras e revendedores. Para as indústrias, oferecemos isenção de mensalidades e investimento inicial, apenas com comissão sobre as vendas feitas no site”, afirma Moojen.

Nathan, a digitalização da moda B2B no Brasil passa por quais caminhos?

Em meados de 2012 nós passamos pela digitalização do B2C e acompanhamos seu crescimento colossal ano após ano. Com a pandemia, vejo que aceleramos a digitalização de moda B2B no Brasil, isso porque as indústrias na pré-pandemia estavam adiando o inevitável: que a tecnologia veio para somar na cultura e no processo de vendas das empresas. Esse é o principal caminho: essa aceitação e adoção da tecnologia como novo paradigma. Assim como toda mudança disruptiva, essa também levará tempo e causará desconforto em algumas pessoas no começo. Mas é um fato que a digitalização está cada vez mais presente na nossa vida, e vejo com bons olhos as vendas online a curto, médio e longo prazo.

Como surgiu a ideia do Moda Online?

Em 2015 eu trabalhava em uma agência de publicidade especializada em moda, na qual atendia diversos shoppings de atacado do Sul do Brasil. Eu pude perceber que, ano após ano, o movimento de compradores nos shoppings diminuía. Porém, mesmo com o baixo fluxo de compradores, as marcas não estavam deixando de vender: elas estavam vendendo através do WhatsApp. Com isso, passei a pesquisar tendências internacionais e me familiarizei com o modelo de negócios do marketplace, que possibilita juntar o “útil ao agradável”, no nosso caso, conectando indústrias a revendedores. Desde então, iniciei uma pesquisa de viabilidade de mercado e, em 2017, criei meu primeiro MVP para validar todos os pontos que eu havia levantado. Ali nasceu a primeira versão do Moda Online.

Quais os pilares do shopping virtual?

Dividimos o Moda Online em dois pilares: o das indústrias (sellers) e o dos revendedores (compradores). Cada um possui, inclusive, seu site próprio, desenvolvido em parceria com as próprias indústrias e revendedores para atender às necessidades específicas de ambos. Nosso propósito é conectar indústrias com revendedores de moda com praticidade e qualidade de serviço. Somos um sistema que oferece diversas soluções tanto para nossos sellers quanto para nossos compradores.

E os grandes diferenciais?

Já nascemos digitais e nosso sistema é 100% moldado para atender às necessidades do mercado B2B, pensado junto com indústrias parceiras e revendedores. Para as indústrias, oferecemos isenção de mensalidades e investimento inicial, apenas com comissão sobre as vendas feitas no site. Além disso, as empresas dispõem de atendimento, assessoria e um link de acesso direto aos produtos exclusivos de cada marca. E, independentemente da forma de pagamento escolhida pelo cliente, a indústria recebe o valor dos pedidos à vista. Já para os revendedores, oferecemos a opção de comprar diversas marcas e produtos, de todos os lugares do país, em um mesmo site e com a maior comodidade que o online pode oferecer. Além disso, temos uma parceria com a Fasfox Log que possibilita efetuar um “leilão” de fretes: o sistema faz o cálculo do pedido em inúmeras transportadoras e sempre seleciona o de menor valor. O pagamento é feito de maneira unificada e o cliente ganha descontos no boleto bancário à vista. Outro diferencial é que não disponibilizamos os produtos para compra de pessoa física, e a pessoa jurídica deve ter suas atividades relacionadas a compras de moda. Queremos fazer jus ao termo B2B.

O que norteia a atuação do seu negócio nesse mercado?

Nosso grande propósito é conectar indústrias de moda com revendedores de todo país através de uma plataforma prática, segura e apostando na qualidade dos nossos serviços. Não compramos para revender, todos os produtos disponíveis em nossa plataforma são de produção exclusiva de nossos sellers (indústrias). Oferecer um serviço digital que possa facilitar e alavancar os negócios tanto de quem vende como de quem compra – e da economia do país, no geral -, ganhando a confiança dos envolvidos no comércio por atacado é nosso principal norte.

Como o Modo Online tem passado por essa pandemia?

Otimista. No começo da pandemia nossa plataforma ainda estava fora do ar – estávamos “arrumando a casa” -, pois, em 2020 decidimos refazer todo o nosso sistema, criado em 2017. Porém, entendemos que, com a paralisação das atividades presenciais e o distanciamento social, a necessidade de existir uma plataforma como o Moda Online era muito grande, tanto por parte das indústrias como por parte dos revendedores. Colocamos o site para os sellers no ar no segundo semestre de 2020 e nos planejamos para lançar a plataforma dos revendedores o mais rápido possível. Mas desenvolver um marketplace não é algo que acontece em uma semana ou um mês. Estamos trabalhando na nova versão desde 2019 e o lançamento da plataforma dos revendedores está previsto para o dia 09/02/2021.

Qual foi a grande virada para a reinvenção que se tornou o formato atual?

Sinceramente eu gosto muito desta palavra “reinvenção”. Na verdade, julgo que todas as startups deveriam amar esta palavra. Desde 2017 estávamos rodando em um modelo de MVP e, por conta disso, limitamos o número de sellers em 20 marcas. Era uma limitação estratégica naquele momento (se errarmos, pensamos, erramos pequeno), mas ainda assim tivemos uma fila de espera de 47 marcas. Sabíamos que iríamos errar, acertar e corrigir muitos pontos durante este processo; e não descarto a possibilidade de isso tudo acontecer novamente. Porém, temos a consciência de que errar não é o problema, o problema é continuar errando e demorar para arrumar. Foi por esse motivo que refizemos boa parte de nosso sistema, melhorando pontos do nosso modelo de negócios. A versão atual considerou todo o aprendizado anterior e foi lançada no segundo semestre de 2020, após receber o aporte de dois investidores – da empresa Stars ACLRD, maior aceleradora de startups do interior do Brasil, e de uma pessoa física.

Você já afirmou que o Moda Online é mais que um shopping virtual. Fale um pouco mais sobre isso.

Diferente de um e-commerce (loja virtual de uma só marca), nós somos um shopping virtual, ou seja, reunimos diversas marcas de todo o Brasil em um único lugar. Mas apostamos principalmente na “conexão” entre as mais diferentes indústrias com revendedores espalhados por todo país, que precisam de mais agilidade, praticidade e diversidade de produtos para oferecer a seus clientes. Nosso principal diferencial é que você não precisa “gastar tempo” pesquisando produtos em vários sites diferentes: oferecemos muitas opções em um só lugar. Um revendedor que quer fazer a reposição de um produto específico, como uma calça jeans branca, por exemplo, pode fazer essa busca particular no Moda Online e, na mesma página, escolher entre as mais diferentes marcas e modelos daquele produto que busca. Tudo isso com um pagamento unificado, ou seja, você compra de várias marcas, mas paga uma única vez.

Quais as vantagens das empresas que são e que serão parceiras do Moda Online?

As vantagens de uma marca vender através do Moda Online é que estará em um sistema que respeita o termo B2B e que foi pensado e planejado para este mercado. Além disto, como disse anteriormente, temos vários benefícios para as indústrias parceiras: oferecemos isenção de mensalidades e investimento inicial, disponibilizamos atendimento, assessoria e um link de acesso direto aos produtos exclusivos de cada marca e, independente da forma de pagamento escolhida pelo revendedor, a indústria irá receber os valores à vista. Oferecemos também uma funcionalidade que trabalha bloqueando determinada localização, caso a marca deseje não vender para regiões específicas, entre outras vantagens competitivas que o sistema marketplace proporciona.

Como funciona o Modo Online para as indústrias?

Para vender através do Moda Online é necessário que seja, de fato, uma indústria – ou seja, não aceitamos empresas que compram para revender. As interessadas devem entrar em contato com o nosso departamento comercial do Moda Online agendar uma apresentação e posteriormente serão ativas em nossa plataforma. A partir desse momento elas podem cadastrar e disponibilizar seus produtos a compradores de todo o Brasil.

Quais os planos do Modo Online para 2021?

Com certeza esse será um ano de muito trabalho. No segundo semestre de 2020 concluímos com sucesso a nossa primeira rodada de investimentos e sabíamos que a responsabilidade aumentaria. Hoje estamos focados em trazer mais indústrias para a plataforma, em lançar o site para os revendedores – o que deve ocorrer no dia 9 de fevereiro -, e também qualificar e aumentar o nosso time interno, além de participar e apoiar a digitalização do B2B no Brasil.

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