Nilo Mingrone: “Ainda estamos em um mercado promissor”

 Nilo Mingrone

Brasileiros estão aproveitando o momento econômico favorável no país para diversificar investimentos. Desde imóveis, galpões, fintechs até caixas eletrônicos, há um novo perfil de investimentos feitos por brasileiros nos Estados Unidos. Para Francisco Moura Junior, sócio da ATM Club, o Brasil é o segundo maior mercado de cartões do mundo, de acordo com pesquisa do Banco Mundial. Especialista em investimentos internacionais e também gestor de investimentos em caixas eletrônicos nos Estados Unidos, ele defende a longevidade e rentabilidade da rede de caixas no curto prazo: “Com o serviço de banco on-line em ascensão, os bancos estão diminuindo o número e/ou a estrutura das agências bancárias em todo o mundo”, aponta. Ele acredita que investir no setor de caixas eletrônicos nos EUA é algo inovador e que: “muitas vezes não é divulgado no Brasil, pois, nem sempre os investidores têm informações sobre novos investimentos no exterior, estando no Brasil. É um mercado que precisa ser explorado e enxergamos no segmento de caixas eletrônicos uma possibilidade de ter rendimento em dólar”. Para Nilo Mingrone, também sócio da ATM Club, no Brasil ainda prevalece a exclusividade do uso de cartão de débito na rede de caixas eletrônicos do próprio banco que emitiu o cartão. Entretanto, ele avalia que o mercado global aposta na facilitação tecnológica que já está sendo aplicada em caixas eletrônicos em todo o mundo.

Nilo, o aumento do uso de caixas eletrônicos coincide com a diminuição das estruturas das agências bancárias em todo mundo?

Certamente que sim, mas não só isso. O uso de dinheiro para pagamento de pequenas quantias ainda tem sido crescente no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo.

O fim dos caixas humanos será inevitável?

Não é o que mercado vem mostrando ano a após ano, já que o número de transações de pagamentos em dinheiro crescem ano após ano. Temos que lembrar que a economia informal existente em todo o mundo e custo do dinheiro eletrônico (cartões de débito e crédito) tem um custo elevado para o comerciante e para os bancos. Ademais outros meios como o Pix e semelhantes pelo mundo, não se adequam as necessidades dessa sub-economia ou economia informal.

Por que o mercado financeiro ainda tem receio de tratar sobre esse assunto?

Penso que por não ser de relevância de grupos financeiros estruturados.

Como se encontra os setor de caixas eletrônicos nos EUA?

Crescente a cada ano. Os números de transações nos caixas eletrônicos têm crescido sistematicamente ano após ano.

Quais são as facilidades tecnológicas que estão sendo aplicadas em caixas eletrônicos em todo mundo?

Já existem vários aplicativos que podem ser utilizados em caixas eletrônicos. Por exemplo, cartões de recompensas ou de presentes (gift cards) podem ser comprados em caixas eletrônicos e enviados como mensagem de texto para os celulares dos presenteados. Saques sem cartão com remessa de dinheiro via aplicativo. Venda de criptomoedas e etc.

No Brasil ainda não temos uma postura autossuficiente na execução de operações financeiras via caixas eletrônicos. Por que isso ocorre em sua visão?

Acho uma visão conservadora demais das instituições financeiras onde praticamente cada uma opera sua própria rede. A falta de uma legislação que abra o mercado também é outra limitante.

Em que momento você vislumbrou a possibilidade da ATM Club nesse mercado?

A ATM Club tem crescido à razão de 30% ao ano desde sua fundação em 2016.

Em quantas cidades dos EUA a rede está presente?

Estamos em mais de 100 cidades e em 4 Estados (Flórida, Nova Jersey, Nova York e Califórnia).

Como investidores brasileiros podem adentrar no mercado norte-americano via ATM?

O investidor brasileiro tem ampla liberdade para investir no mercado americano. Mais especificamente no setor de caixas eletrônicos a ATM Club prove todas as condições para que o investidor tenha sua própria rede de caixas montada nos EUA.

Qual o valor do investimento?

Em torno de 10,000.00 dólares por caixa eletrônico. Considerando a compra do equipamento instalado e funcionado e o capital de trabalho que girará dentro da operação.

É um investimento seguro ou existem riscos na operação?

Claro que não existe negócio completamente livre de riscos, mas as vantagens desse seguimento são inúmeras, além de contar com estabilidade de receita e ausência de custos fixos, o que por si só já garantem boa rentabilidade, ainda estamos em um mercado promissor e em constante evolução.

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