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Resiliência e corporações pelo escritor Ernesto Berg

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Ernesto Berg é consultor de empresas, conferencista, professor e escritor; Graduado em Sociologia e Administração pela FAE – Faculdade de Administração e Economia do Paraná; Pós-graduado em Administração Pública pela FGV de Brasília – DF; Sócio-Diretor da Berg e Cia. empresa de consultoria em gestão de organizações e desenvolvimento gerencial. É autor de 23 livros, dentre os quais Manual de Criatividade Aplicada, O Poder da Liderança, Negociação, Quem Roubou o Meu Tempo?, Administração de Conflitos, Manual de Atendimento ao Cliente e Manual do Chefe em Apuros. Atua há 30 anos nas áreas de gestão de empresas, negociação, recursos humanos, planejamento empresarial, processo decisório, desenvolvimento gerencial e organizacional, diagnóstico organizacional e reestruturação de empresas. Prestou serviços para empresas, como Petrobras, Citibank, Embratel, Correios, Coca-Cola, Companhia Vale do Rio Doce, Sebrae, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Copel, Sanepar, Renault, Siemens, Klabin, Hettich, Icatu Hartford Seguros, Case New Holland, BASF e Petrobras Distribuidora. Ministra os cursos: Negociando com Sucesso, Negociando com Sucesso em Vendas, Administração do Tempo, Criatividade e Inovação nas Empresas, Tomada de Decisão, Desenvolvimento de Equipe, Chefia e Liderança, Motivação nas Empresas, Administração de Conflitos, O Gerente Empreendedor (O Intrapreneur), Liderança de Reuniões.

Ernesto, qual o papel da resiliência para um profissional do século XXI?

Resiliência é a palavra-chave para o profissional do século XXI em face às crises sociais, políticas e econômicas que se acentuam cada mais, e que exigem indivíduos que saibam lidar com situações adversas e estressantes, e que saibam superar pressões e obstáculos sem se deixar abater por conflitos psicológicos ou emocionais. Pessoas resilientes têm grande capacidade de adaptação às mudanças e aprendem continuamente com experiências novas ou inesperadas.

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Nassim Taleb fala da antifragilidade (que para ele é ainda mais robusta do que a própria resiliência). Como enxerga esse ponto?

Segundo Nassim Taleb a pessoa antifrágil de certa forma deseja o estresse e a desordem, pois, esses fatores têm o poder de afetar e aprimorar seu comportamento e personalidade diante das dificuldades através de uma atitude aberta ao caos, reconstruindo-se a partir desse estado de coisas, tornando-se então pessoas mais fortes e robustas do que as que são resilientes. A dificuldade, entretanto, é saber encontrar sempre o suporte psicológico de apoio para adotar essa postura. É bom lembrar que as pessoas resilientes tornaram-se assim, não por serem fortes desde o princípio, mas porque aprenderam a superar cada um de seus fracassos e lutas enquanto cresciam mental e espiritualmente, o que as coloca em paralelo com os conceitos básicos da antifragilidade.

Criatividade e resiliência estão ligadas de alguma forma?

Criatividade e resiliência estão interligados porque têm três pontos em comum:

1.São indivíduos que analisam problemas e dificuldades sob vários ângulos e descobrem diferentes soluções para os mesmos.

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2.Adaptam-se rapidamente a novas situações e cenários ambíguos.

3.Desenvolvem novas aptidões e com isso expandem a inventividade na busca de novos horizontes profissionais.

Como uma pessoa pode se tornar mais criativa em sua visão?

Existem inúmeras práticas e instrumentos que auxiliam a criatividade individual como, por exemplo, o Brainstorming, a técnica chama escutar, o processo denominado Quadro de Ideias, entre outros. São metodologias que ajudam a expandir acentuadamente a criatividade, desde que praticadas regularmente. Livros e vídeos sobre o assunto também são muito úteis.

Qual a sua definição sobre o que é ser uma pessoa criativa?

Existem dois tipos de indivíduos criativos (e essa é a melhor definição de uma pessoa criativa):

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1.São aqueles que habitualmente têm ideias originais, ou diferenciadas, e sabem como colocá-las em prática.

2.São aqueles que têm a aptidão de refazer ou rearranjar habilmente coisas já existentes, e dar-lhes uma nova configuração ou um novo sentido.

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Um líder criativo é um líder mais assertivo?

Líderes criativos desenvolvem constantemente suas habilidades e adotam práticas assertivas diante das mudanças e problemas que surgem. Assumem papel ativo tanto na identificação de novas oportunidades, quanto em detectar problemas potenciais que possam prejudicar as atividades da equipe e da organização.

Qual a importância desse líder no desenvolvimento de uma organização?

Líderes criativos são essenciais para as organizações porque quebram repetidamente padrões e modelos ultrapassados, inserem novos conceitos e novas formas de agir e produzir, e podem contribuir ativamente na busca e implantação de novas perspectivas mercadológicas.

No final da década de 90 e começo da década de 2000, os grandes líderes empresariais tiveram um poder quase que feudal. Um poder tão concentrado assim é um erro grave?

Grandes líderes empresarias como Jack Welch, da General Electric, ou Lee Iacocca, da Ford e Chrysler, tiveram forte controle operacional sobre as empresas que comandaram, algo comum e considerado normal nas lideranças da segunda metade do século XX até o começo dos anos 2000. Embora atualmente as lideranças empresariais sejam, na média, bem mais democráticas e participativas, o poder autocrático exercitado pelos CEOs de então não era considerado prejudicial, porque eles implementaram inúmeros processos e métodos que revelaram-se bastante eficazes naquela época, e até hoje servem de modelo para muitas organizações. Não obstante, aquele tipo de liderança hoje em dia teria pouco espaço para existir, face à conjuntura mundial que exige outros tipos de líderes, mais versáteis e participativos.

Acredita que esse poder concentrado foi o grande responsável pela queda de gigantes como Enron, Blockbuster e WorldCom?

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O poder concentrado contribuiu muito na queda de gigantes como Enron e Blockbuster, mas não foi o único causador das falências. Falta de visão de mercado e a não adaptação aos novos tempos colaboraram grandemente para que quebrassem.

Vamos mudar de assunto. Qual o papel da comunicação no mundo do empreendedorismo?

No mundo do empreendedorismo a comunicação exerce papel fundamental, tanto no lado interno da organização quanto o externo, isto é, clientes e consumidores. No âmbito interno, líderes fazem da comunicação um poderoso elo de interação e fortalecimento com o grupo. No lado externo, líderes empreendedores procuram obstinadamente manter-se em contato com o mercado, clientes, concorrentes, fornecedores, e ampliam incessantemente sua rede de contatos com pessoas e organizações-chave.

O que não pode acontecer nessa comunicação quando negócios estão em jogo?

O que não pode acontecer nos relacionamentos e na comunicação, quando negócios estão envolvidos, é ter postura antiética e desrespeitar compromissos assumidos.

Última atualização da matéria foi há 2 anos


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