Rodrigo Giraldelli: “Conseguimos ter uma vantagem na negociação”

 Rodrigo Giraldelli

O frete internacional da China disparou, chegando a custar US$10 mil por contêiner. O aumento de preços foi causado por problemas de paralisação dos portos na China devido à Covid-19 e a diminuição do fluxo de contêineres, além do cancelamento de viagens de navios de carga. Diante desse cenário, a China Gate, consultoria que auxilia empresários a importar do país asiático há 20 anos, decidiu apostar na importação compartilhada como um de seus principais serviços.

A China Gate, que atende pequenas e médias empresas de diferentes partes do Brasil, criou o Importação Digital, serviço que dá acesso a contêineres que saem do porto chinês de Ningbo, a cada 15 dias, contratados pela consultoria a um preço fixo por metro cúbico.

“É um excelente custo-benefício para quem está começando ou importa em uma quantidade que não preenche um contêiner inteiro”, afirmou Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate.

O serviço permitiu que compradores de pequeno porte como Roberta Ormenzinda, fizessem a sua primeira compra internacional, que antes não era viável de outra forma.

“Eu estava tentando importar há oito anos e só consegui agora, mesmo em um ano de dólar alto e preço dos frete nas alturas”, disse a empreendedora do ramo de beleza. Mais de 80% dos clientes da China Gate que utilizam o serviço de contêiner compartilhado não teria viabilidade na sua importação se fosse carga de grande porte tradicional.

Apesar de a forma de importação em contêiner compartilhado, cujo termo técnico é LCL (Less Conteiner Loaded, ou contêiner com menor carga), não ser nova, a China Gate inovou ao fixar um preço por metro cúbico, incluindo o valor pelo desembaraço aduaneiro e armazenagem, além de dar a possibilidade de o empresário comprar de fornecedores diferentes.

“Devido à experiência de duas décadas atuando com o mercado chinês, nós conseguimos ter uma vantagem na negociação de preços de contêiner e oferecer melhores condições às empresas importadoras”, disse Giraldelli.

Desde que iniciou o serviço, a China Gate já movimentou um volume de em negócios de seus clientes. Atualmente, a consultoria faz mais 100 processos de importação por mês e espera dobrar esse volume ainda neste ano.

“A demanda por produtos chineses é muito alta, mesmo com alto valor de frete, e tem bastante espaço para crescer”, afirma Giraldelli.

O serviço Importação Digital além da importação, oferece também um curso online para que empreendedores aprendam a fazer o processo de compra na China.

O cliente busca os fornecedores, faz o pré-pedido e a China Gate cuida de todo o resto.

Além disso, o serviço atende tanto quem já importa e deseja reduzir custos, quanto o importador iniciante, mesmo que tenha pouco capital para importar.

Sobre a China Gate:

A China Gate é uma empresa de consultoria focada em importação empresarial da China para o Brasil, presente no mercado há 20 anos.

A China Gate, que tem sede em Maringá e escritórios na China, auxilia empresários de pequeno e médio porte, de diversos ramos, a fazer busca por produtos e fornecedores no mercado chinês, cálculo de custos, negociação e compra, inspeção, desembaraço aduaneiro, e acompanhamento em viagens de negócios à China.

Além disso, ensina empreendedores a importar do país asiático através de cursos online e lives diárias em suas redes sociais.

A empresa também tem cursos como o Market China.

O curso é para quem quer importar da China e vender nas redes sociais no Brasil sem sair do home office.

Focado nas ferramentas digitais, comprando em sites como o Alibaba e gerenciando a importação por internet e vendendo no Mercado Livre o outros Market Places.

Outro curso é o Visão da China, onde as pessoas vão ter uma visão geral de todos os passos de um negócio de importação e vai saber o que precisa ser feito para entrar nesse mundo de oportunidades.

*Com participação da jornalista Keila Cândido.

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