Simone Choin: “O diálogo deve ser uma prática constante”

 Simone Choin

Líder de Talentos da Conexão Talento, Simone Choin é especialista em Gestão de RH com experiência de 25 anos em empresas de grande porte, atuando como gestora regional nos subsistemas de R&S, T&D e Comunicação Interna. Nessa entrevista exclusiva para o portal Panorama Mercantil a profissional fala sobre o grande desafio das organizações de manter todas as gerações no mesmo “barco”, ou seja, na mesma direção, com pensamentos e perfis tão diferentes que de fato se entendam e que exista um excelente clima organizacional. “Os principais conflitos são comportamentos e atitudes diferentes, ou seja, ideias e pensamentos que divergem o tempo todo. Não podemos dizer que é negativo tudo isso, pois, entender essas situações e saber mediá-las se torna uma tarefa indispensável, tendo em vista que todo o “corpo” da empresa é composto por colaboradores de diferentes idades e isso se torna uma grande vantagem competitiva para a organização”, afirma. Em outra parte da entrevista a especialista em Gestão diz categoricamente sobre outro ponto interessante: “Não digo “desalojamento profissional”, mas acredito que algumas gerações tiveram mais êxito, ou seja, foram mais vistas, principalmente a geração Y e Z que está mais ligada à tecnologia e buscando sempre inovar e neste período criaram e se reinventaram com mais facilidade”.

Simone, quais os principais conflitos das gerações X, Y e Z no mesmo ambiente de trabalho?

Os principais conflitos são comportamentos e atitudes diferentes, ou seja, ideias e pensamentos que divergem o tempo todo. Não podemos dizer que é negativo tudo isso, pois, entender essas situações e saber mediá-las se torna uma tarefa indispensável, tendo em vista que todo o “corpo” da empresa é composto por colaboradores de diferentes idades e isso se torna uma grande vantagem competitiva para a organização.

Por que a geração X é tão resistente a inovação?

Não é uma questão de resistência e sim de adaptação, pois, é fato que essa geração viu o mundo se informatizar e foi a primeira a utilizar a tecnologia, portanto, ainda está se adaptando aos recursos tecnológicos e acompanham as mudanças, porém, não abre mão do papel e da famosa agenda, pois, sente-se mais seguros.

Isso pode ser mais complexo quando essa geração está liderando um processo ou uma organização?

Não. Entendo que dentro de uma organização existem diversas gerações, a meu ver, existe um equilíbrio. Importante que essa liderança esteja aberta ao aprendizado e inovação, assim existe um crescimento envolvendo todos.

Como obter uma maior flexibilidade quando se é liderado por essa geração?

A comunicação, a troca entre os colaboradores, independente da geração, o diálogo deve ser uma prática constante e o feedback permanente.

Qual a importância de uma comunicação clara para uma maior assertividade dessas gerações no mesmo ambiente de trabalho?

Primordial, ratifico a resposta anterior. Esse papel será do líder que deve agir de forma estratégica e atuar como mediador, mantendo uma comunicação clara e aberta com todo o time, e o mais importante, incentivar que isso aconteça para ter um ambiente amistoso e descontraído no trabalho.

Quais dessas gerações teve um maior sentimento de “desalojamento profissional” durante a pandemia?

Não digo “desalojamento profissional”, mas acredito que algumas gerações tiveram mais êxito, ou seja, foram mais vistas, principalmente a geração Y e Z que está mais ligada à tecnologia e buscando sempre inovar e neste período criaram e se reinventaram com mais facilidade.

A geração Z é a mais pragmática das três?

Acredito que sim, essa geração é mais dinâmica, prática, aprende com rapidez e consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Como esse pragmatismo é visto no mercado de trabalho?

Então, acredito que dependerá muito da empresa em que atua analisar essa questão, porém, entendo que esse pragmatismo também contribui bastante dentro de uma organização.

Mesclar o pragmatismo da geração Z, com a autoestima da geração Y e a sede de conhecimento da geração X seria o caminho para o sucesso?

Nossa, não tenho dúvida, por isso que acredito que ter diversas gerações trabalhando em uma organização é sucesso garantido!

As empresas brasileiras têm conseguido absorver essa diversidade?

Não digo em sua maioria, mas possuem sim as empresas de grande porte que possui e incentiva essa diversidade de gerações.

Por onde essa busca pela diversidade deve passar para se obter o êxito esperado no mercado de trabalho?

As empresas devem primeiro trabalhar o employer branding tornando sua empresa com proposta de valor e consequentemente ter o fit cultural, assim permeará uma diversidade de gerações de sucesso.

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