Simone Lanza: “O digital vai além da tecnologia”

Simone Lanza

Finch, Mandaliti e JBM redesenharam suas marcas. No último dia 01 de junho, Simone Lanza, executiva de Marketing da Finch, Mandaliti e JBM, especialista em Marketing de Serviços pela Fundação Instituto de Administração (FIA) – São Paulo, conduziu a avant première do lançamento das novas marcas para mais de 800 colaboradores em transmissão fechada e virtual, com campanhas criadas pela própria empresa. “Na verdade, desde a sua criação, a nossa organização já tem uma característica de inovação muito presente no seu DNA, com uma atuação disruptiva e vanguardista. Por isso, decidimos mostrar para os nossos clientes, colaboradores e investidores que estamos alinhados com o atual ambiente de negócios, em constante evolução”, comenta Emilia Cappi, diretora das áreas Comercial, Marketing e Arquitetura de Soluções da Finch, Mandaliti e JBM, advogada com MBA em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), justificando a mudança nas três marcas. “Um dos maiores desafios na criação da nova imagem empresarial foi justamente idealizar uma marca simples, com capacidade de transmitir rapidamente aquilo que a empresa faz, que é, na verdade, bem complexo. Assim, todo o trabalho criativo foi embasado na seguinte afirmação: quanto mais complexa a solução, mais simples deve ser a sua comunicação”, destaca Simone.

Simone, como o redesenho das marcas Finch, Mandaliti e JBM foram fundamentais para os novos tempos?

Julgo que aqui tem duas grandes questões. Parece bastante óbvio hoje em dia dizer que o mundo está muito acelerado porque ouvimos isso todos os dias. Entretanto, é exatamente por conta dessa velocidade que as empresas têm se reinventado a todo o momento. E as marcas precisam necessariamente passar por essa transformação com as organizações. Uma marca é a tradução direta do posicionamento e cultura de uma empresa, então, quando isso muda, as marcas mudam também. Tanto a Finch, como os escritórios Mandaliti e JBM, estão passando por uma grande transformação em seus negócios para atender cada vez melhor seus clientes e, naturalmente, esse movimento se manifestou no redesenho das marcas. Outro ponto é que desde a criação tanto dos escritórios, como da Finch, a inovação sempre esteve muito presente, com uma atuação disruptiva e vanguardista. Por isso, decidimos mostrar para os nossos clientes, colaboradores e investidores que estamos alinhados com o atual ambiente de negócios, em constante evolução.

Como esse redesenho potencializa essas marcas?

Como comentei, uma marca diz muito sobre o que uma empresa é e no que ela acredita. Ao fazer esse movimento de mudança, o mercado já percebeu que estamos evoluindo, se adaptando aos novos tempos e que estamos ainda mais prontos para oferecer o que há de melhor aos nossos clientes. É importante ressaltar que com o redesenho de um logotipo vem outras ações coordenadas que fazem parte da identidade da marca, como, por exemplo, design dos produtos, missão, valores e até a ética nas relações. Vemos muitas empresas redesenharem seus logotipos, mas não revisitam todos os componentes que definem a identidade da marca e o trabalho fica totalmente superficial e, até mesmo, incoerente. No nosso caso, revisitamos absolutamente tudo.

O DNA das empresas está bem representado nesse redesenho?

Sem dúvida. O estudo do redesenho das marcas, que inclusive foi feito internamente, se baseou não só no DNA da organização que tem muito a ver com pioneirismo, ousadia e inovação, mas também com o que, de fato, acreditamos. Temos uma visão muito otimista da tecnologia. Para nós, a inteligência humana potencializa a inteligência artificial e, de forma geral, a tecnologia. Julgo que a Finch é a empresa de tecnologia mais humana que conheço – e isso a torna muito diferente das demais. No final do dia, sabemos que somos pessoas servindo pessoas.

Como o atual ambiente de negócios interferiu nesse redesenho?

A arena de negócios é altamente competitiva o que nos obriga a repensar nossa forma de ser e de agir, o tempo todo. E esse movimento impactou obviamente no redesenho das marcas. Temos um profundo respeito pelos nossos concorrentes porque sabemos o quão desafiador é o nosso mercado, mas queremos estar sempre um passo à frente, por isso, revisitamos nosso posicionamento, cultura, valores e marca. Tudo isso, para gerar cada vez mais bons negócios aos nossos clientes e simplificar o mundo jurídico. Esse é o nosso propósito.

O que norteará as marcas nesse novo ambiente?

Adaptar-se sempre, tendo como norte a inovação e a vontade de contribuir para o desenvolvimento contínuo de um Direito tão tecnológico quanto humano. Consideramos a adaptação como princípio, a tecnologia como meio e a evolução como fim.

A evolução nessa conjuntura é uma obrigação permanente?

Acho que a evolução faz parte da história da humanidade desde sempre e não só da atual conjuntura. As organizações que não evoluem estão fadadas ao fracasso. Testemunhamos inúmeros exemplos disso ao longo do tempo. Por isso, tanto os escritórios Mandaliti e JBM, como a Finch, estão sempre em constante movimento.

Como o digital influenciou no redesenho das marcas?

O digital vai além da tecnologia. É uma mudança de mindset e, à medida que o mundo se tornou mais digital, as organizações tiveram que se adaptar rapidamente a um ambiente que se movimenta mais rápido e é mais dinâmico. O redesenho das marcas levou em conta essa velocidade e a nossa crença de que humanos e máquinas trabalharão lado a lado para a construção do amanhã. As marcas têm por objetivo traduzir a amplitude de todas essas possibilidades reunidas em elementos puros, fortes e elevados.

A Finch nasceu para simplificar o mundo jurídico. Por que isso é tão natural para a plataforma mesmo num universo tão complexo?

É exatamente pelo fato de o universo jurídico ser complexo que nos desafiamos com um propósito tão ousado. Na verdade, buscamos um mundo que ainda não existe nesse ambiente. E é precisamente isto que mais nos motiva a acordar todos os dias e contribuir com um projeto que é muito mais do que profissional: é um projeto de vida. Acreditamos que a nossa contribuição pode mudar o mundo para melhor, pois, queremos atingir o Estado, as empresas e os cidadãos em uma equação na qual todos ganhem. Não é uma tarefa fácil, mas o pioneirismo e a visão de futuro nos acompanham desde o começo e, somados à nossa natural capacidade de adaptação, nos trouxeram até aqui, gerando resultados inimagináveis. Então, continuaremos sempre desafiando o “Status quo”.

Já o Mandaliti Advogados é pioneiro em sua área de atuação. Como ser moderno sem perder a tradição?

É verdade. Uma forte característica do Mandaliti é o pioneirismo, mas também a incrível habilidade de unir tradição e inovação, o que em um primeiro momento pode parecer antagônico. Mas não é. O Mandaliti já nasceu inovador e está até hoje aqui porque soube se adaptar e mudar sua forma de pensar ao longo do tempo, melhorando o dia a dia dos clientes e buscando soluções para seus problemas que também mudam com o tempo. Isto quer dizer que a inovação vai acontecendo, de acordo com os desafios que surgem, sem impactar a confiabilidade e a tradição do escritório.

Por onde passa essa modernidade em sua visão?

Passa primeiramente pela forma de pensar e de agir que devem estar totalmente conectadas ao ambiente atual. Isso impactará absolutamente tudo, desde a oferta de soluções aos clientes, até o propósito, missão e valores de uma organização.

Qual a importância das pessoas nesse processo de revitalização das marcas?

Eu diria que as pessoas são tudo nesse processo. Uma organização jamais será suas mesas, computadores, edifícios ou paredes. Quem vai materializar o propósito de uma marca são as pessoas e suas atitudes. Por isso, é tão importante difundir o que, de fato, buscamos e inspirá-las a construírem conosco o nosso propósito. Afinal, você só se movimenta a fazer algo que faça sentido e que é de seu conhecimento. Se você não souber ou não entender o que deve ser feito, você simplesmente ignora. Gosto muito de uma frase de Einstein que explica bem o que quero dizer: “Tudo aquilo que o ser humano ignora, não existe para ele. Por isso, o universo de cada um, se resume ao tamanho de seu saber”.

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