“Somos um povo criativo e resiliente” Daniel Costa – CMO & Customer Success do BWG

Daniel Costa

O BWG (uma das empresas líderes na construção de cultura de alta performance) oferece gratuitamente uma edição especial do curso Endomarketing 4.0 focado na gestão de times em tempos de crise e trabalho remoto. O treinamento será ministrado pelo especialista Daniel Costa, CMO & Customer Success do BWG, e vai ajudar os gestores de RH e profissionais de diferentes segmentos a passar por essa fase complicada, mantendo o foco e produtividade nas alturas, mesmo dividindo a atenção com os filhos, pets e outras distrações que existem com o trabalho home office. O BWG é uma empresa de tecnologia com foco em soluções para o RH. Sua missão é acelerar a transformação digital no contexto do futuro do trabalho, oferecendo softwares de nível global aliados a serviços consultivos e operacionais, como, por exemplo, Gestão de Engajamento e Performance, Comunicação Corporativa e Endomarketing, Estratégia de Remuneração e Folha de Pagamento, e ainda, Gestão de Saúde, Seguros e Benefícios. Com mais de 30 anos de trajetória, o BWG se tornou uma das empresas líderes no Brasil na construção de cultura de alta performance. HBO, Votorantim, Thyssenkrupp, Engie, Corinthians, EDP, Unimed, Rede TV! e Sebrae são alguns dos clientes que estão no portfólio do BWG. “Creio que a responsabilidade de qualquer executivo aumenta nesta fase”, afirma o experiente profissional.

 

Daniel, como manter times motivados em momentos de crise?

Acredito que, em momentos de crise, devemos redobrar os esforços de comunicação. Nesta crise específica do coronavírus, há inúmeros fatores externos que não estão sob controle da empresa, portanto, naqueles fatores que podem ser gerenciados temos que investir muita energia. Para manter as pessoas motivadas, vejo dois contextos a considerar: organizações que prestam serviços essenciais e precisam operar presencialmente, e, organizações que podem operar remotamente. No primeiro caso, fazer tudo que for necessário para proteger a saúde das pessoas precisa ser uma premissa. No segundo, garantir os meios necessários para o trabalho remoto com qualidade, mesmo que isso demande investimento. Mas em ambos os casos é fundamental que os líderes usem os recursos tecnológicos para se manter próximos, para que promovam a colaboração constante e tenham uma comunicação transparente, clara, fluida e, sobretudo, que ouçam seus colaboradores com total empatia.

 

Qual a importância da gestão neste cenário?

Gestão é importante em qualquer cenário. O que muda, no entanto, é que agora as crenças e valores culturais que norteiam a gestão estão sendo postos à prova. Coerência constrói confiança, que é essencial para o sucesso da gestão, porém, mais importante que comunicar aquilo que a empresa faz é fazer o que ela comunica. O que isso quer dizer? Bom, se a empresa sempre comunicou que suas pessoas estão em primeiro lugar, agora, mais que nunca, ela precisa sustentar esta premissa e evitar ao máximo fazer demissões. Ou seja, a importância da gestão neste momento é garantir que os valores da empresa realmente determinem os critérios para tomada de decisão.

 

O que deve ser feito para refinar uma gestão em tempos de “maré mansa” para os enfrentamentos em momento de crise?

Disciplina. Quando há uma cadência de práticas para manter o engajamento, entendendo que colaborador engajado é aquele que tem o propósito da empresa no coração e a estratégia na cabeça, fica mais fácil (ou menos difícil) adaptar-se às mudanças provocadas por qualquer crise. Especificamente falando de uma crise que muda o setting presencial para home office, ajudaria muito se a organização antes disso já tivesse adotado alguma plataforma de colaboração digital ou rede social corporativa para que a migração do real para o virtual fosse menos desgastante. Aliás, sistemas como esses, juntamente com líderes comunicadores, são os pilares atuais da comunicação corporativa.

 

Manter a cultura das empresas vivas em tempos de home office é uma tarefa complexa?

Sem dúvida. Toda cultura organizacional tem fatores positivos e negativos. Quando as pessoas não estão mais reunidas, manter vivos os fatores positivos não chega a ser uma tarefa tão difícil, basta manter e evidenciar a coerência como já falamos. Entretanto, prevenir que os fatores negativos não se cristalizem é bem mais difícil, e requerem um esforço considerável para serem contidos. Lembra aquela frase do Drucker “a cultura come a estratégia no café da manhã?”.

Por exemplo, se a cultura da empresa tem foco excessivo em controle, portanto, centraliza decisões, no atual contexto ela precisa cuidar para que as decisões centralizadas não sejam ainda menos disseminadas na estrutura, para que o formalismo não cresça, e também conter os líderes para que não desconfiem que as pessoas estão negligenciando seu trabalho em casa. Aliás, a falta de confiança, especialmente forte nas empresas brasileiras, é um dos principais fatores que dificultaram a prosperidade do trabalho remoto no país.

 

Como o BWG está inserido no seu mercado?

O BWG é uma empresa de tecnologia com foco em soluções para o RH. Sua missão é acelerar a transformação digital no contexto do futuro do trabalho, oferecendo softwares de nível global aliados a serviços consultivos e operacionais, como, por exemplo, Gestão de Engajamento e Performance, Comunicação Corporativa e Endomarketing, Estratégia de Remuneração e Folha de Pagamento, e ainda, Gestão de Saúde, Seguros e Benefícios.

Por ser uma empresa de tecnologia que tem negócios em comunicação corporativa, o BWG sempre manteve relações muito transparentes e de mútua confiança com seus colaboradores. Tanto que a prática do home office há muito já faz parte da rotina da maioria das equipes. Por esse motivo, em menos de uma semana conseguimos transferir praticamente 100% da empresa para operação remota, mantendo frequência mínima na sede apenas de alguns profissionais responsáveis pela infraestrutura predial e tecnológica.

 

Quais os principais pilares da organização?

Nosso principal statement cultural é “pessoas em primeiro lugar”, e os valores que praticamos nos inspiram ao “papo-reto”, à honestidade e transparência das relações, ao respeito entre as pessoas, e, também à paixão por desafios. Tentamos ver oportunidades em tempos difíceis, sermos parceiros de nossos clientes e muito empáticos com nossos bestpeople – como chamamos nossos colaboradores. Obviamente, como eu mesmo já falei, nenhuma cultura é perfeita. É claro que temos problemas, mas mesmo nesse cenário, sabendo que a receita pode diminuir, mantemos o otimismo e não temos plano algum para desligar pessoas, pelo contrário, estamos contratando.
O executivo

Resiliência: O experiente executivo Daniel da Costa do BWG (Foto: Divulgação/AP)

 

A responsabilidade de ser CMO em tempos de crise aumenta?

Creio que a responsabilidade de qualquer executivo aumenta nesta fase. Não apenas na gestão de seu time, como já foi posto, mas também na construção de um futuro mais solidário, inclusivo e colaborativo, no qual estejamos preparados para melhor enfrentar qualquer crise, seja de saúde pública, social ou econômica. Um futuro melhor, em que todos tenham acesso a recursos essenciais. Adotar o paradigma da abundância ao invés da escassez é um ato de resistência em nosso tempo. Especificamente, no papel de CMO, acredito ter a obrigação de propagar uma mensagem de esperança, para construir um espaço de acolhida e humanidade pensando, principalmente, no que virá depois de tudo isso. Agora, mais importante que gerar leads e fazer negócios é proteger a vida. Responsabilidade maior que essa não há. Ou seja, é tempo de plantar, não de colher.

 

Acredita que o RH de modo geral, deverá ser remodelado nas organizações pós-Covid-19?

Com certeza. Algumas mudanças que nos foram impostas, não serão revertidas. Isso vale pra tudo, desde o uso de álcool gel, que não mais sairá das nossas vidas, mas, em minha opinião, a mudança mais significativa está relacionada à confiança. Como antes referi, nossas empresas resistiram muito ao trabalho remoto porque ainda persiste a cultura do “olho de dono que engorda o boi”, que prega a vigilância sobre as pessoas para que tenham volume de trabalho nas horas que estão na empresa.

Forçadas a mudar, as empresas estão percebendo que a produtividade das pessoas, em muitos casos, cresceu. Isso porque, em algumas atividades, não há perda no trabalho remoto, há ganhos: por exemplo, pessoas que antes passavam 4 horas por dia no transporte público para ir e voltar do trabalho nas grandes cidades “ganharam” esse tempo para investir na sua qualidade de vida, o que melhora sua performance no trabalho. Faz sentido, certo? Logo, o RH agora precisa desenvolver novas formas de recrutar, integrar, treinar, avaliar o desempenho e remunerar por produtividade, repensando toda a jornada do colaborador e seu posicionamento enquanto marca empregadora.

O varejo jamais será o mesmo, creio que nem seja necessário explicar os motivos.

A atividade industrial talvez seja menos afetada, mas ainda assim passará por mudanças impulsionadas pela expansão radical do uso das tecnologias de comunicação e uso de dados, que tornarão o mundo ainda menor e mais integrado.

 

Como a palavra ressignificação deve estar inserida nas vidas dos profissionais?

Como diz Cesar Rossi, nosso CEO: o futuro é agora. Não apenas o RH vai se reinventar, todos iremos, pois, estamos diante de um marco na história da humanidade.

 

A transformação digital será mais dramática no futuro do trabalho?

Não será, já é. Todos acreditávamos que a transformação digital estava ocorrendo rapidamente, mas havia forças opositoras que continham grande parte da inovação nas empresas e também nos governos. Este antagonismo não mais existe, foi removido à fórceps.

Quem já estava trilhando este caminho crescerá elevado por um expoente maior, quem não estava, hoje se vê forçado a adotar meios de transformação urgentemente ou perecer.

Mas sinceramente acredito que somos um povo criativo e resiliente, por isso encontraremos formas de lidar com este novo mundo de um jeito rápido e eficiente. Torço apenas para que nossos governantes tenham sabedoria e sensibilidade para inspirar e fomentar este processo de forma ampla e inclusiva.

 

Fale um pouco sobre o curso online oferecido pelo BWG.

Este curso é uma das formas que encontramos para contribuir com as pessoas e organizações, durante esta fase tão difícil, compartilhando um pouco do conhecimento que temos com quem pode estar precisando por algum motivo. E felizmente a procura foi acima de nossa expectativa: quase 400 inscritos nesta primeira edição. Mas haverá outras em breve. O “Endomarketing 4.0: Gestão em tempos de crise & trabalho remoto” é uma versão, focada em nosso atual momento, do treinamento presencial que lançamos em novembro de 2019 em um roadshow nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Ele é destinado a profissionais de RH, endomarketing e comunicação interna, porém, tem sido bastante procurado também pelo pessoal de TI e Inovação. No programa do curso, desenvolvemos de forma analítica e até um pouco subversiva, alguns conceitos contemporâneos sobre como a comunicação corporativa está se transformando a partir das novas tecnologias, bem como, propomos soluções inovadoras para algumas dores recorrentes dos participantes, como, por exemplo, engajamento nas redes sociais corporativas e participação dos líderes na comunicação com empregados.

Um vídeo do executivo Daniel Costa

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