Tendências da chamada transformação digital

Rafael Franco atua no mercado de tecnologia há 20 anos. A paixão o levou a se aprofundar nesta área e por isso se graduou em Ciência da Computação com pós em Engenharia de Software. Também foi executivo de multinacionais liderando projetos premiados por grandes empresas. Em 2015 fundou a Alphacode, empresa presente em São Paulo, Curitiba (PR) e Orlando (FL-EUA) em que atualmente é CEO. Lidera um time de especialistas em experiências digitais com grande destaque para projetos de aplicativos mobile, sendo responsável por projetos de grande porte neste segmento para grupos e empresas como Habib’s, Madero e TV Band. Comanda o time responsável por dezenas de aplicativos que atendem mais de 20 milhões de pessoas todos os meses, principalmente nos segmentos de Delivery, Saúde e Fintechs. “Por alguns momentos, esses aplicativos se tornaram o único canal de vendas disponível dos restaurantes. Quem se posicionou nesse mercado antes da pandemia surfou e aproveitou o crescimento de faturamento, enquanto aqueles que não se posicionaram precisaram correr e alguns acabaram entrando em soluções que não eram tão boas, muito pela pressa de voltar a operar quanto antes”, relata. De acordo com o CEO da Alphacode, a implementação de soluções digitais possibilita um aumento nos lucros e no número de vendas. “A adição de novos canais não é uma divisão de consumidores”, finaliza.

Rafael, o que a transformação digital exige das empresas em sua visão?

A transformação digital exige uma mudança de mentalidade que coloque o cliente e a experiência dele com os canais digitais da empresa no centro do negócio.

Quais os pontos mais interessantes dessa transformação digital e que ainda são pouco visíveis pelas organizações?

A forma como o consumidor vê as empresas mudou de forma acelerada nos últimos anos, e as empresas que conseguem se enxergar de maneira diferente tem aproveitado isso cada vez mais. Um exemplo interessante que vi nos últimos dias é a Hellmann’s que passou a operar uma hamburgueria apenas no sistema de delivery para estar mais próximo do consumidor final.

Como tem visto a atual fase do setor mobile no planeta?

É um momento de maturidade onde muitos modelos de negócio já foram testados, e aqueles onde o mobile faz sentido foram refinados ao ponto de se tornarem a primeira opção do consumidor.

O Brasil está acompanhado o setor de uma forma equânime?

Sim, o consumidor brasileiro é tipicamente um early adopter então de maneira geral temos no Brasil os mesmos modelos de negócio existentes ao redor do mundo, mas se tiver que destacar uma característica no nosso mercado é a predominância de aparelhos Android que é muito maior do que em mercados de primeiro mundo.

Quais as tendências atuais do tão falado mobile first?

Existe uma tendência em relação ao comportamento do consumidor de não utilizar mais os desktops criando dessa maneira uma geração de usuários “Mobile Only” e isso tem sido percebido pelas organizações que começaram a cada vez mais priorizar os projetos móveis.

Por que é fundamental que as empresas invistam no mobile?

Justamente pelo que coloquei no tópico anterior, a geração de usuários “Mobile Only” simplesmente vai esquecer de empresas que não existem no mundo mobile.

Qual a grande oportunidade da internet via mobile e que muitos líderes não enxergaram num primeiro momento?

Na minha visão a maior oportunidade principalmente para empresas de médio porte é ter uma “janela” aberta para comunicação direta em um dispositivo do cliente final.

O 5G e o Metaverso serão os dois grandes pilares de uma nova revolução na tecnologia e na comunicação global?

O 5G com certeza sim, pois, vai permitir a criação de aplicações que dependam de baixa latência e que hoje não são possíveis com a tecnologia com 4G. Já o Metaverso depende da popularização de óculos VR que hoje ainda tem uma base instalada muito pequena.

Quais as armadilhas que esse novo paradigma traz para o mercado?

Hoje o avanço do Metaverso vive um paradigma, pois, o desenvolvimento de aplicações 3D tem um custo elevado e, por outro lado, não existe ainda uma base de consumidores que justifique altos investimentos.

Como tem sido a atuação da Alphacode nesses anos tão vibrantes?

A Alphacode nos últimos anos desenvolveu mais de 200 aplicativos móveis e teve a oportunidade de tirar muitas ideias do papel, é empolgante poder viver essa experiência e ajudar empreendimentos a serem criados.

O que vislumbra para empresa ainda em 2022?

Estamos expandindo a nossa atuação tanto geograficamente como em serviços, estamos com duas novas linhas de negócio uma focada em Growth Hacking e outra focada em produção de conteúdo digital. Estamos mais empolgados do que nunca com os novos projetos.

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