Tom Mendes: “Nós apoiamos e damos o suporte necessário”

 Tom Mendes

A Sony Music Brasil, em parceria com o ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), reforça seu comprometimento contínuo com a diversidade e inclusão racial, e lança, por meio de uma iniciativa pioneira na indústria fonográfica nacional, o Vozes e Tons. O amplo projeto busca destacar a importância da cultura negra às novas gerações e jogar luz à toda a grandiosidade e representatividade de seus artistas. A ação é composta por três frentes: pela websérie Vozes e Tons Inspiram, pelos grafites em pontos turísticos do Rio de Janeiro no Vozes e Tons Ocupam e pelo minidocumentário sobre cultura negra intitulado Vozes e Tons DOC. O objetivo do projeto, que vem sendo desenvolvido há cerca de um ano, é potencializar o trabalho de artistas pretos e pardos na indústria musical com uma série de atividades que se estenderão até 2022.

Cristiane Simões, diretora de Marketing e Produção da Sony Music Brasil, explica como os acontecimentos levantados pelo #BlackoutTuesday de 2 de junho de 2020 (protesto digital ocorrido após o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, que viralizou e ganhou escala global), foram essenciais para que as práticas antirracistas da empresa partissem para ações afirmativas concretas.

“Foi aí que, em conjunto com o time da Sony, veio a ideia do Vozes e Tons. O objetivo é enaltecer a cultura negra através de vídeos que contam as histórias da carreira de grandes compositores como Pretinho da Serrinha e cantoras como Sandra Sá, além de depoimentos de executivos que moldaram este mercado, mas que são pouco conhecidos pela nova geração”, comenta Cristiane.

Dentro do projeto, o ID_BR se posiciona com sua expertise, auxiliando na construção e desenvolvimento, na parte criativa e também na consultoria racial. Além disso, o instituto também fará treinamentos – o ABC da Raça – com os participantes do Vozes e Tons, tanto artistas quanto empresários, para contextualizar as relações raciais e o racismo estrutural no Brasil.

“Muitas organizações entendem que temos um problema estrutural, mas não sabem como iniciar as mudanças. Nós apoiamos e damos o suporte necessário para que elas encontrem as melhores práticas e ações para a transformação interna. Em paralelo, mas também como parte ativa de que precisamos potencializar o movimento antirracista, o Vozes e Tons vem como forma de amplificar vozes negras potentes e talentosas”, diz Tom Mendes, diretor financeiro administrativo do ID_BR.

Para chancelar o posicionamento da empresa na causa antirracista – que já vinha acontecendo na matriz norte-americana com a contratação de Tiffany R. Warren como executiva da área de Diversidade e Inclusão da Sony Music Global – além da união no projeto, a Sony Music Brasil também é uma empresa que aderiu ao Selo Sim à Igualdade Racial do ID_BR, ferramenta que ajuda a mapear as práticas necessárias para a promoção da igualdade racial de forma efetiva em uma empresa.

O resultado disso foi a criação da área de Diversidade e Inclusão dentro do departamento de Recursos Humanos, trazendo o tema para o cotidiano dos funcionários por meio de treinamentos e palestras, assim como o comprometimento em aumentar o número de colaboradores negros na companhia.

Sobre as ativações do projeto Vozes e Tons:

O projeto teve início em julho de 2021 com a criação do especial Vozes Negras, na rádio Eldorado FM. O programa apresentado pela cantora Paula Lima recebeu os convidados Elza Soares, Thalles Roberto, Sandra Sá e Pretinho da Serrinha para debater a importância e o legado da cultura negra na música, além de uma live com o cantor Rael.

O Vozes e Tons se apoia em três pilares:

VOZES E TONS INSPIRAM: Websérie composta por sete episódios que mostra toda a riqueza dos diferentes gêneros musicais brasileiros e a conexão entre gerações distintas da negritude a partir dos depoimentos de Rebecca, Pretinho da Serrinha, Sandra Sá, Thalles Roberto, Alexandre Carlo, Talita Barreto e Rennan da Penha. Os vídeos irão ao ar todas às terças e quintas, do dia 19/10 ao dia 9/11, no YouTube do canal Filtr Brasil. Os áudios estarão disponíveis no Spotify e o público também poderá conhecer as referências musicais dos artistas convidados na playlist Vozes Negras Indicam.

VOZES E TONS OCUPAM: Em parceria com o projeto de arte urbana Negro Muro, o Rio de Janeiro será ocupado com grafites em três pontos da cidade a partir deste mês. Rostos de Martinho da Vila, Djavan e Sandra Sá estamparão murais nos bairros de Vila Isabel, Ipanema e Pilares, respectivamente, numa tentativa de ampliar as referências ancestrais negras da MPB. Para completar a narrativa, a websérie Vozes e Tons Ocupam mostrará os bastidores dessa ação com depoimentos dos grafiteiros e moradores locais, contando como o projeto impactou a arquitetura da região.

VOZES E TONS DOC: A partir de Janeiro de 2022, será lançado um mini documentário em formato de série para celebrar a cultura negra na indústria fonográfica. Mais uma vez, os artistas Rebecca, Pretinho da Serrinha, Sandra Sá, Thalles Roberto, Alexandre Carlo, Talita Barreto e Rennan da Penha terão suas trajetórias revisitadas. Dividido em oito partes, a produção também terá depoimentos de executivos da indústria criativa como Thiago Miranda (Produtor Artístico), Egnalda Côrtes (Fundadora e CEO da Côrtes e Cia – 1° Agência de Creators Negros Latam), Tiago Santos (Label Marketing na Som Livre), Naila Agostinho (Account Manager Deezer e Amazon Music na Sony Music), Wellington Mendes (CFO do Instituto Identidades do Brasil) e Bianca Nonato (Analista de Marketing Internacional na Sony Music).

Entre as temáticas retratadas estão as primeiras conexões com a música, as dificuldades de hackear o sistema fonográfico e, acima de tudo, quem são as vozes que são inspiração para um futuro que todos devemos buscar.

Para marcar presença no digital, o projeto contará com a divulgação de influenciadores negros tanto no Instagram quanto no TikTok. “Desenvolvemos esse projeto tendo como premissa fundamental a participação ativa de nossos colaboradores negros em todos os processos de criação. Só assim faremos algo de fato genuíno e verdadeiro”, complementa Cristiane Simões.

Para além de todos esses esforços citados, a Sony Music Brasil e seus representantes reconhecem que ainda há um longo caminho de mudança e valorização contínua quando o assunto é a cultura negra na diáspora. E a companhia tem o compromisso ativo com as mudanças, questionamentos e promover a visibilidade racial.

Sobre a Sony Music

A Sony Music Entertainment é uma companhia global de música com vasta gama de artistas locais e grandes estrelas internacionais. A empresa possui grandioso catálogo que inclui algumas das gravações mais importantes da história.

É a casa de gravadoras que representam música de todos os gêneros, incluindo Arista Nashville, Beach Street Records, Black Butter Records, BPG Music, Bystorm Entertainment, Century Media, Columbia Nashville, Columbia Records, Day 1, Descendant Records, Disruptor Records, Epic Records, Essential Records, Essential Worship, Flying Buddha, Fo Yo Soul Recordings, House of Iona Records, Insanity Records, Kemosabe Records, Latium Entertainment, Legacy Recordings, Louder Than Life, Masterworks, Masterworks Broadway, OKeh, Polo Ground Music, Portrait, RCA Inspiration, RCA Nashville, RCA Records, Relentless Records, Reunion Records, Sony Classical, Sony Music Latin, Star Time International, Syco Music, Vested in Culture e Volcano. Presente em mais de 40 países, a Sony Music Entertainment é uma subsidiária integral da Sony Corporation of America, com matriz na cidade de Nova Iorque. No Brasil, nossa sede encontra-se no Rio de Janeiro.

Sobre o ID_BR

O Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) é uma organização sem fins lucrativos, pioneira no Brasil e 100% comprometida com a aceleração da promoção da igualdade racial. A partir da Campanha Sim à Igualdade Racial desenvolvem ações em diferentes formatos para conscientizar e engajar organizações e a sociedade. Buscam reduzir a desigualdade racial no mercado de trabalho, como indica o objeto 10 da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

*Com participação da jornalista Mariana Giordão.

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