Toni Valente: “Sem ética não tem conversa”

Toni Valente

Na posse da nova diretoria da APP Brasil (Associação dos Profissionais de Propaganda), realizada no dia 29/03, que passou a ser presidida pelo executivo Silvio Soledade, foi anunciado também o nome de Toni Valente como um dos diretores. O publicitário compõe a nova diretoria executiva da APP Brasil e tem a missão de atuar na expansão das diretorias regionais, visando fortalecer e valorizar os profissionais de propaganda das principais cidades do Brasil. Associado desde 1989 e com experiência na presidência das regionais de Ribeirão Preto e Uberlândia, Toni possui conhecimento na área para contribuir com os propósitos da nova diretoria da APP Brasil. Toni Valente é atualmente um dos vice-presidentes da APP Ribeirão e foi presidente da mesma por três gestões. Ele ressalta a importância da executiva nacional e da iniciativa de expansão. “Fiquei muito honrado com o convite do Silvio para fazer parte da executiva nacional. A APP é única e cada ação das diretorias regionais contribui para fortalecer a associação como um todo. Para este projeto de ampliação, venho realizando contatos com profissionais que querem a marca da APP em seus mercados para defender os interesses do setor, dar representatividade a classe e valorizar todos os talentos que atuam na indústria da comunicação. A ideia é somar, apoiar as atividades regionais e, nos eventos de interesse nacional, replicar para todo o país”.

Toni, quais as principais lições da pandemia para o futuro do mercado publicitário?

Certamente sairemos dessa com um grande aprendizado, principalmente no que tange a humanização devido ao isolamento social que fez com que a grande maioria do mercado publicitário migrasse para o home office e passasse a usar a tecnologia para reuniões profissionais e pessoais. A perda do contato profissional acabou por provocar uma carência muito grande das reuniões presenciais, do calor humano.

O que norteia o profissional desse setor em momentos como esse?

Resiliência. É preciso enfrentar os problemas e não esperar que se resolvam por si só, tem que ir pra cima, pra frente, considerando as questões de segurança e prevenção, mas não parar. Está no DNA do ser humano e na nossa área usar ainda a criatividade para encontrar caminhos e soluções para superar esses momentos difíceis.

Quais os maiores desafios que esse mercado enfrentava antes da pandemia?

Regulação é um deles, principalmente no online, pelo fato de a internet ser um universo sem leis, e pra mim tudo é on, pois, tudo está em tela e em formato digital. A ilusão que se formou acreditando que o online seria a solução para uma comunicação assertiva e barata, não vingou. Cada meio tem a sua força, a sua pegada, o seu target, e é outro desafio para o trabalho das agências em construir um planejamento que pudesse refletir isso de forma clara para o anunciante, de que um meio não substitui o outro e cada qual tem a sua penetração e importância.

Esses desafios se tornaram maiores em 2020?

Sim, pelas restrições sanitárias, nada substitui o presencial, o olho no olho. Apesar do crescimento da audiência das TVs, no e-commerce, nunca se comprou tanto pelo online, mas era inevitável que houvesse uma queda na receita e não só pelo da saúde, mas também pela economia, empresas quebrando, o desemprego que afeta o consumo. Inevitável.

Quais as projeções para o ano de 2021?

Entendo que nada será como antes, aprendemos e continuamos a aprender com tudo o que está acontecendo, mas sou otimista por natureza e já podemos ver uma luz no fim do túnel com o início da vacinação que certamente contribuirá para que possamos voltar em breve a normalidade.

Existirá um “novo normal” da publicidade pós-coronavírus?

Já existe, o que teremos de novo é o aprendizado do que vivemos hoje.

Qual a importância da APP Brasil para esse período dramático e histórico?

Fundamental. Não só a APP Brasil, mas também outras APPs como a de Ribeirão e Campinas que são os capítulos mais antigos e ativos, que seguiram promovendo eventos online de valorização, capacitação e desenvolvimento, além de manter o mercado conectado com as inovações que ocorreram nesse período.

A ética é um dos pontos fortes da APP. Como essa palavra está moldando as ações da associação nesse período?

Sem ética não tem conversa. Não vejo um mercado profissionalizado se não houver ética entre as empresas que compõem a indústria da comunicação. Podemos dizer que isso é um item obrigatório, tem que estar na missão da empresa e a APP preza muito por isso e adota como regra em todos os eventos que realiza.

Quais os desafios que você espera encontrar como um dos novos diretores da APP Brasil?

Primeiro de emplacar o projeto da executiva nacional visando constituir APPs regionais nas principais cidades do Brasil para promover um grande networking e um intercâmbio de ideias com todos os profissionais dessas regionais e, não menos importante, fortalecer a representatividade da APP em abrangência nacional.

A sua atuação terá como foco a expansão da associação para regiões do país e do exterior. Por onde passa essa expansão?

Passa pela construção de um lema de que “A APP é Única”, um conceito que traduz o seu propósito de uma atuação mais harmônica e descentralizada, pensar de dentro pra fora, ouvindo e dando voz a todos os mercados que buscam atuar de forma ética e profissional e que querem ser representados por uma associação que valoriza os talentos, que preza pelo equilíbrio e trabalha para capacitar profissionais e estudantes visando um mercado cada vez melhor para todos.

Esse será o seu principal objetivo como executivo em 2021?

Sigo como VP da APP Ribeirão, como organizador do FestVídeo, que é um dos mais importantes prêmios publicitários do país e que tem mais de 30 anos, mas com foco maior na Executiva Nacional, de conduzir esse projeto que trará grandes benefícios para todos os mercados regionais.

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