Tony Linard: “Minhas intenções são sempre as melhores”

Tony Linard

Com a aceleração da reabertura completa das atividades, devido à queda de casos de Covid-19 e à campanha de vacinação a toda velocidade, os Estados Unidos viraram alvo de cantores brasileiros que seguem proibidos de realizarem eventos no Brasil. De olho nesta demanda, o empresário Tony Linard, natural de Juazeiro do Norte, no Ceará, abre oportunidade para artistas que desejam apresentar shows e turnês em solo norte-americano. Todo o processo de consultoria e assessoria é feito pela Linard Music Entertainment, comandada por Linard, que chega ao mercado do show business para ajudar cantores que planejam subir aos palcos na terra do Tio Sam. A empresa de entretenimento fecha calendário de shows, turnês, cuida da logística, contratos e faz todo mapeamento das cidades e locais para as apresentações. A Linard Music Entertainment conta com uma sede em Boston/MA (EUA) e outra em Juazeiro do Norte/CE (Brasil), e tem como público alvo as comunidades brasileiras e latino-americanas. “A Linard Music Entertainment abre suas portas principalmente para receber cantores e bandas brasileiras. O que não quer dizer que não atenderemos artistas de outras nacionalidades ou segmentos”, afirma Linard. Vivendo há sete anos em Boston, nos Estados Unidos, Linard conhece com propriedade o cenário de eventos no país. O cearense também é o empresário de carreira do cantor Matheus Lima.

Tony, quais as maiores dificuldades sentidas por você como homem do show biz?

São muitas, inúmeras. Como qualquer outra profissão trabalhar como gerente de bandas em eventos e ser gerente de artistas não é fácil, mas tentamos superar, tentamos melhorar, oferecer sempre um show de qualidade, tentamos oferecer uma programação de entretenimento de qualidade que faça com que as pessoas esqueçam os seus problemas no momento do show, da apresentação, daquilo que estamos fazendo e curta a magia da arte. Julgo que a parte mais importantes para mim como gerente dessa parte artística é expressar a arte através da música, ou através das apresentações, das peças de teatro, etc. Dificuldades, temos muitas, mas conseguimos transpor essas barreiras.

Como a Linard Music começou a enxergar as oportunidades nos EUA?

Moro nos EUA há sete anos, depois que terminei a minha pós-graduação. No ano de 2019 comecei a trabalhar com um artista chamado Matheus Lima no Brasil e o trabalho com esse artista me trouxe novos horizontes. Esse trabalho me trouxe para o meio artístico e fui conhecendo cada vez mais artistas renomados e gravadoras. Decidi abrir uma agência aqui nos EUA que pudesse dar apoio para esses artistas. Decidi abrir essa gravadora durante a pandemia porque como os EUA já reabriu as portas para eventos, não gostaria de perder a oportunidade de trabalhar com os artistas brasileiros, já que no Brasil não temos previsão de data de abertura. Então, esse é um dos motivos pelo qual agilizei a abertura da Linard Music Entertainment para este ano.

O que a norteia a visão da sua empresa?

A visão da minha empresa é clara: sempre promover a arte. Toda e qualquer tipo de arte. Seja ela musical, seja ela cênica, seja de artistas plásticos, pinturas, feiras, workshops, desenvolvimento humano… tudo o que for relacionado a arte. Estou aqui como uma empresa que auxilia a arte. Todo e qualquer tipo de arte. Todo e qualquer tipo de gênero!

Qual o principal pilar da Linard?

O principal pilar hoje da Linard Music Entertainment é fazer a divulgação (o máximo que der) de todas as maneiras da arte. Seja qual foi o seguimento da arte. Estou aqui como uma agência que promove arte.

A empresa fará o calendário de shows, as turnês, a logística e o mapeamento de cidades e locais de apresentação. Como isso funciona, na prática?

A minha agência oferece calendários de shows, turnês logísticas, mapeamento de cidades, locais de apresentação, tudo isso. Como isso funciona, na prática? As coisas acontecem assim, meio que naturalmente. Vamos de uma cidade para outra com as datas já pré-estabelecidas, com os contratos já fechados com casas de shows e com organizadores de eventos locais de cada lugar tendo em vista sempre a comunidade brasileira (quero deixar claro aqui). Os shows que serão executados pela minha empresa são todos para a comunidade brasileira.

O público alvo são as comunidades brasileiras e latino-americanas. Como tem sido a adesão?

Não existe um número limitado de artistas que podem se apresentar aqui nos EUA (de maneira nenhuma). Minha agência faz uma seleção daqueles que temos certeza que vão ser aprovados pelos vistos. Aqueles artistas que não têm todos os requisitos que o processo precisa, tentamos ajudar para uma apresentação no ano seguinte, mas não existe limite de artistas. Tudo vai depender se a minha agenda permite ser fechada para execução. Para as turnês com artistas brasileiros, o nosso público é de 95% de brasileiros. O alvo aqui são brasileiros. Tem sido muito bom o trabalho e tem dado muito resultado. Os brasileiros são calorosos e festeiros em qualquer parte do mundo. Toda vez que temos eventos em casas de shows, boates ou restaurantes, temos tido um público bem legal.

Como é feita a seleção desses artistas?

A seleção desses artistas é muito simples. Enviamos um checklist com mais ou menos umas 10 perguntas para o escritório, empresário ou para o próprio artista quando ele não tem todo esse aparato. Ele tem que nos mandar uma proposta daquilo que ele quer, do que ele gostaria de fazer e vamos trabalhar em cima disso. Depois que analisarmos toda proposta, vemos se tem a possibilidade desse artista ser aprovado pela imigração. Encaminhamos o artista para uma empresa associada nossa que se chama Toledo Associates (que tem empresas aí no Brasil e três empresas aqui espalhadas pelos EUA). Eles tomam conta dessa parte de autorização de vistos. Não é um processo difícil, é um processo simples, mas tem umas cinco exigências que precisamos cumprir. Depois que fizer toda essa triagem com o artista e vermos que ele está apto a nos dar todas essas informações, passamos o contato do artista para o nosso escritório de advogados que vai cuidar da parte dos vistos.

O que você acredita que essas turnês internacionais farão pelas carreiras desses artistas?

Essa pergunta é muito ampla. Eu como empresário de artistas acredito que quando meu artista vier para o solo americano fazer a turnê dele aqui vou aproveitar para divulgar o máximo. Vou aproveitar para fazer trabalhos, para gravar músicas com artistas countrys aqui dos EUA em versões em inglês com o meu artista cantando em português. Vou aproveitar para fazer vídeos, documentários, sessões de fotos, trabalhar com marcas latinas, enfim, são milhões de coisas interessantes que podemos fazer, mas isso é minha visão como empresário pensando no meu artista. Agora é difícil saber o que cada empresário, cada empresa ou cada acompanhante do artista que vem do Brasil está pensando em fazer aqui nos EUA. Acredito que eles vão querer tirar o máximo de proveito dessas turnês no caso de divulgação que é o que farei com o meu artista em breve.

Pra você também serve de “termômetro” em quais aspectos como empresário?

Trabalho com eventos há muito tempo. Tenho 12 anos de experiência com eventos aí no Brasil. Desde que vim para os EUA para fazer a minha graduação tenho me especializado na área e agora temos um escritório que é especializado nisso. Nós não ficamos apenas aqui, já que fazemos outros países também como Inglaterra, Portugal… Trabalhamos em outros países e não só nos EUA. Porém, o termômetro que tenho disso é muito bom. Vejo uma prosperidade muito grande no nosso caminho daqui para frente. Acredito que uma turnê internacional, seja lá qual for o país que o artista queira participar (mas, se tratando de EUA) dá uma visão muito grande para ele, além de acrescentar no currículo desse artista.

Quais outros pontos podemos citar?

É muito importante ele ter essa experiência no currículo quando ele não tem uma gravadora. Quando ele é um artista que é independente pode ter esse “background” no currículo. Acho isso muito importante. As minhas intenções são sempre as melhores com certeza. Todo e qualquer público que eu poder abrir para esses artistas que estão vindo direta ou indiretamente trabalhar com a nossa agência aqui nos EUA terão todo o apoio que for necessário.

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