Tony Marx: “Movimentamos 30 milhões de dólares em vendas”

 Tony Marx

O mercado imobiliário em Aspen, no Colorado, EUA, está aquecido pelo número de brasileiros que descobriram na região mais do que um destino de férias. “Transparência nas transações imobiliárias e segurança jurídica garantem a confiança dos investidores”, comenta o empresário Tony Marx, que vende, aluga e administra imóveis, em Aspen. “Dos 8 imóveis que vendemos este ano, 6 foram para brasileiros, 1 para um peruano e outro para um mexicano. Até o fim deste ano movimentaremos mais de 40 milhões de dólares”, acredita. “Segurança, qualidade de vida, sustentabilidade, rentabilidade entre outros fatores são os maiores atrativos apontados pelos compradores”, diz. Segundo Marx, logo que começou o verão no Hemisfério Norte, a cidade de Aspen já registrava a ausência de imóveis para locação e a ocupação hoteleira está em torno de 90%. Com temperatura amena, em média 27 graus, e com muitas opções de lazer, como festivais gastronômicos, grande variedade de lojas e restaurantes, a região se tornou a preferida dos americanos e brasileiros que moram nos EUA, principalmente em cidades como Miami, Boston e Nova York, onde as temperaturas no verão ultrapassam os 40 graus. “Só de janeiro a abril deste ano, já movimentamos 25 milhões de dólares em transações imobiliárias”, comemora o empreendedor, nascido e criado nos Jardins. “Meu pai e avô eram corretores de imóveis. Vender está no meu sangue”, revela. O arquiteto Léo Shehtman foi convidado por Marx para esta empreitada.

Tony, como as suas experiências anteriores foram fundamentais para o seu negócio atual?

Sempre trabalhei com vendas. Meu avô e meu pai são corretores de imóveis no Brasil. Venda está no sangue da família!

Quando surge Aspen em sua vida?

Minha mãe estudou em Denver e começou a frequentar Aspen nos anos 60. Minha primeira temporada em Aspen foi em 82. Sempre que era possível passávamos as férias de janeiro a fevereiro por aqui. Sou apaixonado por esqui e pela vida outdoor e a spin tem tudo isso para oferecer.

E o mercado imobiliário como ecossistema de atuação?

O mercado imobiliário em Aspen é escasso, ou seja, não existe mais terra para se construir casas e prédios. É tudo super regulamentado. Estamos dentro de um parque florestal White Verniz, portanto, os imóveis disponíveis valorizam muito.

Quais são as características que fazem o mercado imobiliário de Aspen ser único em sua visão?

Escassez mantém o mercado sempre valorizado. Não é igual a grandes cidades onde há abundância de oferta e novos lançamentos a todo o momento, levando a uma concorrência predatória de preços.

O mercado imobiliário em Aspen está aquecido?

O mercado imobiliário de Aspen está superaquecido no momento. O tempo médio para venda de uma casa era de 120 dias e hoje caiu para 15 dias.

Esse mercado localizado sofre com oscilações do mercado externo?

Não. As oscilações do mercado nos últimos anos fez o valor só subir e não descer. A grande maioria dos compradores são americanos e não estrangeiros.

Qual a importância da segurança jurídica para esse bom momento?

O mercado imobiliário nos Estados Unidos é super regulamentado. Não existe risco jurídico.

Quanto já foi movimentado pela sua empresa nos primeiros 6 meses do ano?

Já movimentamos 30 milhões de dólares em vendas.

A procura de brasileiros por esse tipo de investimento está intensa?

Sim. 80% das nossas vendas foram para brasileiros.

Como tem sido a procura dos turistas brasileiros pelos imóveis em Aspen?

A procura tem sido muito grande principalmente para turistas que já vieram para a spin inúmeras vezes e agora estão prontos para comprar ao invés de alugar, pois, perceberam que é mais vantajoso principalmente pelo fato de que quando não estiverem utilizando o imóvel podem alugar e com isso cobrir todas as despesas do imóvel assim como a parcela do financiamento.

Qual o papel da sustentabilidade para esses empreendimentos?

Total. Vide exemplo do mais novo empreendimento chamado Electric Pass Lodge. As residências são descritas como uma inspiração escandinava, o que de acordo com arquiteto Ian Wilson significa usar mais luz natural, usar o sol para se aquecer, e ter os interiores limpos e simplificados. As lareiras elétricas utilizam vapor de água. A energia para o Electric Pass Lodge não agride o meio ambiente e virá de uma combinação de energia produzida por um painel solar no telhado do edifício e de recursos renováveis externos. Para ajudar a produzir mais energia no local, a equipe de desenvolvimento enviou um pedido que foi concedido pela Câmara Municipal de Snowmass Village para reorientar o layout do edifício. Em vez de construí-lo perpendicularmente à Wood Road, eles pediram que fosse reorientado paralelamente à estrada, permitindo que o telhado do prédio ficasse mais exposto ao sol ao sul.

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