Valdomiro Soares: “É a tecnologia que garante a evolução”

Grupo Marpa

A Marpa foi fundada em 18 de junho de 1987 por seus diretores Valdomiro Gomes Soares e Rosemari Silva Soares. Há muitos anos o Grupo é líder no segmento de registro de marcas e patentes e, mais recentemente, de Gestão Tributária no Sul do país. O Grupo é composto pelas empresas Marpa – Marcas, Patentes e Inovações, Marpa Triadin (imobiliária em marcas e patentes), Marpa Sports, que trata do cuidado do intelecto de atletas, Marpa Virtual, voltada ao registro de domínios, a Marpa Invest, soluções financeiras, e o Xdescontos, site de compras coletivas. Com sede em Porto Alegre, a Marpa possui escritórios no Rio Grande do Sul e Paraná, além de parceiros espalhados nos principais estados do Brasil e agentes em diversos países. “As marcas que sobreviveram com saúde financeira a esse momento de pandemia demonstraram serem marcas fortes no mercado, pois, além de manejarem a gestão da crise, conseguiram se sobressair e triunfar quando muitas empresas infelizmente encerraram atividades. Isso mostra como é importante ter uma marca forte e para isso o registro é o primeiro passo. A pior turbulência passou e é a hora de estabilidade para que nos próximos meses os investimentos voltem a acontecer, por isso os empresários precisam estar preparados, o que começa pela devida proteção de seus ativos intangíveis”, afirma o fundador do grupo Valdomiro Soares.

Valdomiro, ser um líder na atual conjuntura se tornou um desafio maior que outrora?

As lideranças durante a pandemia tiveram que se reinventar. É completamente diferente liderar uma equipe trabalhando em home office. Essa mudança também se tornou perceptível com o retorno gradual do trabalho presencial, visto que, em meio a uma realidade não vivida pelas gerações atuais, o medo e o receio pelo que virá torna imprescindível uma postura de liderança proativa e que propicie à sua equipe a segurança no desempenho das atividades.

Como a pandemia afeta a percepção das organizações?

Afeta de diferentes formas: economicamente e na gestão de pessoas. Para muitas empresas não valerá a pena voltar para o trabalho presencial, pois, será mais rentável manter os funcionários em home office em função dos altos custos. Já para outras empresas, o retorno presencial será fundamental.

Que cuidados as marcas devem ter nesse período?

No atual cenário as marcas devem se preocupar em obter a devida proteção junto ao INPI. É um momento de criação de muitas empresas, portanto o registro é uma garantia de uso inestimável, já que permite buscar a cessação de uso de marcas similares por terceiros, evitando-se o desvio de clientela e o aproveitamento parasitário do prestígio de marca alheia, além do ressarcimento de eventuais prejuízos que o uso indevido da marca ocasione ao seu titular. A preocupação com os tributos que ficaram do ano anterior também é necessária e fundamental para a saúde financeira das empresas.

Como essa marca poderá sair ainda mais valorizada desse momento complexo?

As marcas que sobreviveram com saúde financeira a esse momento de pandemia demonstraram serem marcas fortes no mercado, pois, além de manejarem a gestão da crise, conseguiram se sobressair e triunfar quando muitas empresas infelizmente encerraram atividades. Isso mostra como é importante ter uma marca forte e para isso o registro é o primeiro passo. A pior turbulência passou e é a hora de estabilidade para que nos próximos meses os investimentos voltem a acontecer, por isso os empresários precisam estar preparados, o que começa pela devida proteção de seus ativos intangíveis.

Qual será o grande desafio das organizações no pós-Covid?

Sem dúvida será a saúde de seus funcionários. Mas não somente a saúde em relação a EPIs e álcool gel, a saúde mental dos colaboradores será fundamental. Garantir que todos estão se sentindo seguros e prontos para exercerem suas funções.

Ser competitivo num cenário turbulento, também se torna um desafio?

Certamente. Em momentos de turbulência a maioria das empresas luta para manterem-se vivas, conseguir manter o nível competitivo é um grande desafio, por isso ter uma marca forte e protegida é primordial para poder diferenciar-se no mercado que está cada vez mais competitivo.

Deveremos ter um aumento na produtividade pós-Covid?

A expectativa que se tem é o aumento da produtividade em decorrência de uma exigência do mercado. Com o número maior de desempregados, muitos procurarão novas oportunidades empreendendo negócios que gerarão representatividade na economia. A história mundial mostra que, por norma, após grandes abalos econômicos o mercado começa a aquecer gradualmente e o aumento de produtividade acaba sendo uma consequência.

Qual o papel da tecnologia nesse ambiente?

É a tecnologia que garante a evolução. Sem ela, indiscutivelmente estaríamos num retrocesso, numa estagnação absurda. A tecnologia exerce papel fundamental, seja em meio a atipicidade que vivemos, seja na condição de evolução humana, propiciando, a cada dia, melhores condições de vida através do emprego de ideias inovadores que fazem a diferença.

A sintonia entre líderes e colaboradores será afetada em quais sentidos?

A confiança será o principal sentido que será afetado. Será primordial que os colaboradores mantenham a confiança que seus líderes irão trilhar para o caminho certo e que irão promover ações que garantam a segurança e higiene no ambiente de trabalho.

Como o Grupo Marpa está passando por esse grande teste?

Resiliência foi a palavra que ditou o Grupo Marpa durante 2020. Trabalhamos remotamente durante um tempo e tivemos sucesso. Mas no momento que conseguimos elaborar uma sistemática de trabalho que assegurava a segurança de todos da empresa, retomamos as atividades normalmente e com muita saúde e sucesso. Graças a nossa marca com forte atuação e reconhecimento no mercado as portas do empresariado se mantiveram abertas para que pudéssemos continuar prestando assessoria de excelência para o cuidado dos preciosos ativos intangíveis dos nossos clientes neste momento tão delicado.

É a crise mais aguda que o senhor já viu?

Sim, já vivi grandes crises, como 2008 e 2013, mas essas foi seguramente a mais longa. Além dos impactos que transcendem a economia, essa foi uma crise com uma longa incerteza sobre quando iria terminar.

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