Victor Loyola: “Nossa empresa preza pelo foco no cliente”

Victor Loyola

Victor Loyola é empresário do ramo financeiro, cofundador e co-CEO da ConsigaMais+, empresa de crédito consignado privado, que acredita na educação financeira como recurso para garantir qualidade de vida. A ConsigaMais+ nasceu com a meta de equilibrar suas contas através do crédito consignado privado com as menores taxas do mercado para trabalhadores com carteira assinada. Com mais de 20 anos de experiência, os executivos reuniram o que há de melhor no mercado de inovações para criar a ConsigaMais+, uma empresa inteligente, com um atendimento personalizado e focada em levar tranquilidade financeira para o dia a dia dos brasileiros. “É só através dela que as pessoas saberão usar o crédito a seu favor, impedindo que elas passem de endividadas para inadimplentes. Vale destacar aqui que muita gente faz confusão quanto a esses dois termos. Ter dívidas não é um problema. Existe até a chamada dívida boa, que é aquela que faz a nossa economia girar e permite que a população tenha acesso a bens e serviços inacessíveis sem a tomada de um empréstimo. A aquisição de uma geladeira, de um carro ou da casa própria, por exemplo, costuma levar milhares de brasileiros a fazerem um empréstimo e, consequentemente, ficarem endividados. O problema mesmo é quando a pessoa não se organiza e acaba sem meios para pagar o valor que tomou emprestado, caindo na inadimplência, que pode levá-la a ficar com o nome sujo”, afirma.

Victor, antes de mais nada, fale um pouco mais sobre como se deu a criação da ConsigaMais+.

Os sócios-fundadores da ConsigaMais+ são executivos do mercado financeiro com ampla experiência no mercado de crédito ao consumidor, que se juntaram ao fundo Osher para montar uma fintech que opera em um produto muito conhecido e pouco explorado, que é o crédito consignado privado.

O que norteia a atuação da empresa no mercado em que ela atua?

O que norteia a ConsigaMais+ é a vontade de democratizar o acesso ao crédito no Brasil. O produto com que a gente trabalha, o crédito consignado privado, é mais conveniente e atrativo que os outros disponíveis no mercado e oferece melhores condições de taxa, prazo e ticket, respaldando as condições de saneamento da situação financeira do consumidor. A gente defende que todos tenham chances de ter aquilo que gostariam. E só com os juros do cheque especial, do cartão de crédito, entre outros, isso não é possível.

Ela está alicerçada em quais pilares?

A nossa empresa preza pelo foco no cliente, entregando produtos e serviços de maneira eficiente e ágil, sem burocracia, papelada e todo aquele fluxo que muita gente está acostumada.

Como esse mercado reagiu às intempéries oriundas da crise causada pelo novo coronavírus?

Em um primeiro momento, houve uma demanda menor de crédito por parte do consumidor, pois, seu nível de confiança e segurança diminuiu. Vale lembrar que não é todo mundo que pega empréstimo para pagar contas, quitar eventuais dívidas. Tem aquelas pessoas que solicitam crédito para comprar algo maior, que tem um valor que pode não estar disponível em caixa. Principalmente essas pessoas resolveram esperar, ficaram mais cautelosas. Mas, com o tempo, essa situação mudou. A necessidade de crédito não desapareceu com a pandemia, muito pelo contrário.

Quais as principais diferenças entre um empréstimo consignado público e o crédito consignado privado?

A semelhança entre os dois é a consignação, ou seja, o débito da parcela devedora diretamente no salário. Porém, diferentemente do consignado público, no privado existe um risco de crédito maior, uma vez que há turnover e, no momento em que o cliente sai da empresa, o empréstimo passa a ser normal. Isso faz com que as taxas sejam um pouco maiores, embora ainda muito menores que as do cartão de crédito, cheque especial, etc.

Qual a importância do planejamento na hora se obter um empréstimo consignado?

É fundamental entender qual é sua renda disponível e quanto a parcela do empréstimo vai ocupar dela. Não é recomendável ter mais de 30% da renda alocada em despesas financeiras. Para saber esse percentual, só colocando no papel mesmo todos os gastos. Por isso, a importância da organização financeira.

Quais as relações entre o crédito consignado privado e as expectativas no aumento das oportunidades de emprego com a vacinação em massa?

O aumento do número de empregos beneficia o crescimento do produto. A vacinação em massa pode acelerar o retorno à normalidade e, consequentemente, a recuperação de negócios mais impactados pela pandemia. Ou seja, mais vacina pode significar a retomada da economia, mais emprego, o que pode levar ao aumento da demanda de crédito.

Vamos falar um pouco sobre o nome. As pessoas têm consciência que o nome é o seu maior patrimônio?

Geralmente não. As pessoas só tomam ciência da importância do próprio nome quando são impactadas pelo nome negativado. E é importante lembrar que o nome limpo é a primeira premissa para que as pessoas consigam tomar crédito com taxas de juros mais baixas. Ou seja, é um ciclo. Elas só percebem a importância do nome quando ele está sujo, mas, nesse cenário, constatam como seria mais fácil resolver a situação se ele estivesse limpo.

Quais os fundamentos para que as pessoas criem uma consciência sobre esse fato?

A cultura de crédito deveria ser mais disseminada no país. Isso pode ser feito com uma presença mais proeminente da educação financeira, nas escolas e mesmo nas empresas. A credibilidade de um histórico de crédito se constrói com tempo, planejamento e previsibilidade.

A educação financeira é um fator primordial para que isso venha ocorrer?

Como dito, fundamental. É só através dela que as pessoas saberão usar o crédito a seu favor, impedindo que elas passem de endividadas para inadimplentes. Vale destacar aqui que muita gente faz confusão quanto a esses dois termos. Ter dívidas não é um problema. Existe até a chamada dívida boa, que é aquela que faz a nossa economia girar e permite que a população tenha acesso a bens e serviços inacessíveis sem a tomada de um empréstimo. A aquisição de uma geladeira, de um carro ou da casa própria, por exemplo, costuma levar milhares de brasileiros a fazerem um empréstimo e, consequentemente, ficarem endividados. O problema mesmo é quando a pessoa não se organiza e acaba sem meios para pagar o valor que tomou emprestado, caindo na inadimplência, que pode levá-la a ficar com o nome sujo. Isso, como citado anteriormente, atrapalhará na hora de pegar um novo crédito, dificultando o contorno da situação.

Quais outras boas práticas devem ser realizadas para que esse patrimônio permaneça intacto?

Gastar menos do que ganha. Sei que é difícil em muitos casos, mas é a única saída. Vale para pessoas, empresas e governos.

Compartilhar:
Voltar ao Topo
Skip to content