Vrinda Johnson: “Somos uma rede de pessoas”

 Vrinda Johnson

ChekMarc é uma rede social onde os usuários podem pedir ajuda para realizar uma meta, ou oferecer conselhos para pessoas que querem atingir um objetivo. Pense algo como pedir conselhos para começar a treinar para uma maratona, ou dar dicas sobre filmes sobre um tema específico. A plataforma, que visa criar interações positivas entre as pessoas, está disponível em 35 línguas e agora chega ao Brasil. Baixando o app gratuito da rede social ChekMarc para Android ou iOS, o usuário cria um perfil detalhando seus conhecimentos, habilidades, experiências e interesses. O app então traz um feed personalizado com histórias de sucesso ou pedidos de ajuda dos outros usuários. Além disso, o usuário pode oferecer conselhos diretamente para pessoas que postaram pedidos de ajuda na rede social de acordo com as informações dadas no seu perfil. Também é possível se juntar a comunidades dedicadas aos seus interesses. “Nem todos têm acesso ao tipo certo de recursos e informações para ajudá-los e, além disso, há tantas pessoas neste mundo que podem nos ajudar, todas de que precisamos de uma maneira de conectar todos. Mais importante ainda, embora existam muitas plataformas de mídia social por aí que podem conectar pessoas, elas se tornaram extremamente negativas e tóxicas. Precisávamos de uma forma de conectar as pessoas de maneira segura”, diz a cofundadora e chefe de estratégia e operações da ChekMarc, Vrinda Johnson.

Vrinda, qual a importância da realização dos objetivos pessoais num mundo cada vez mais instável?

O crescimento, o desenvolvimento e as realizações pessoais (por menores que sejam) são essenciais, mais agora do que nunca. Isso é algo que tem um forte efeito positivo sobre nós e cria uma mentalidade equilibrada. Somos formados, como seres humanos, de maneira que somos naturalmente curiosos e inclinados a aprender e crescer. Alcançar algo, pequeno ou grande, libera pensamentos e sentimentos positivos que também ajudam a melhorar nossa saúde geral. E o mais importante, metas e realizações pessoais são algo que podemos controlar e impulsionar por nós mesmos. Em um mundo onde há tantas incertezas e dúvidas, o crescimento pessoal é algo que pode nos dar alguma aparência de normalidade e esperança.

Quais são as pontes para a realização desses objetivos?

Começa primeiro com um compromisso consigo mesmo e com o estabelecimento de uma meta que o ajudará a crescer. Então, é preciso muita determinação, trabalho árduo e foco – mesmo para os menores objetivos. Uma coisa que aprendi é que, embora possamos realizar muito por conta própria, ter uma comunidade ao nosso redor que pode ajudar com orientação e experiência torna tudo ainda mais eficaz. Ter acesso a pessoas que podem nos guiar, que podem nos ajudar a tomar medidas para alcançar nossos objetivos – isso é uma coisa poderosa.

Como a ChekMarc surge nesse turbilhão?

Nem todos têm acesso ao tipo certo de recursos e informações para ajudá-los e, além disso, há tantas pessoas neste mundo que podem nos ajudar, todas de que precisamos de uma maneira de conectar todos. Mais importante ainda, embora existam muitas plataformas de mídia social por aí que podem conectar pessoas, elas se tornaram extremamente negativas e tóxicas. Precisávamos de uma forma de conectar as pessoas de maneira segura e positiva. Isso é o que a ChekMarc faz – reúne pessoas de todo o mundo, para se conectar e ajudar umas às outras. Ela (rede) quebra barreiras, reduz preconceitos, cria um ambiente positivo para os membros se engajarem e se conectarem uns com os outros.

Por que a rede social é um meio certo num tempo incerto?

A ChekMarc foi construída para oferecer às pessoas um lugar seguro para se conectar e crescer. Ninguém deve ser exposto à negatividade, bullying ou trollagem, e ninguém deve se preocupar com a venda de seus dados. A ChekMarc oferece a seus membros um lugar positivo e seguro, não tem anúncios, não compartilha dados e apenas se concentra em um ponto central – dar e receber orientação para construir a humanidade.

O que norteia a atuação da ChekMarc?

Vivemos em um planeta com 7 bilhões de pessoas. As pessoas não estão sozinhas, elas vivem com muitas outras ao seu redor. É a família, são os amigos, o marido e os filhos, são os colegas de trabalho, a comunidade que nos rodeia, os vizinhos… Somos uma rede de pessoas. Na minha opinião gosto muito do mapa cerebral que dá essa visibilidade a essa rede humana que somos. Cada pontinho lá é um universo e, ao mesmo tempo, está conectado com outra pessoa, com outro universo. Então, respondendo à sua pergunta, o que norteia as ações da ChekMarc é lembrar que somos uma rede e fortalecer essa rede a ponto de colaborar com o bem-estar pessoal e coletivo.

A ChekMarc é uma rede que se baseia no anonimato. Por que você acredita que recuperar esse ponto tão sensível da comunicação se torna essencial?

Porque queremos nos envolver e ajudar com a verdade, com originalidade. Não quero ajudar ninguém só porque ele é Barack Obama ou filho de Gandhi. Querer ajudar sem interesses de status, apenas ajudando com zelo e preocupação com o outro.

A rede também não permite curtidas, comentários e compartilhamentos. Qual a importância desse aspecto na qualidade da interação?

Acreditamos que a essência da comunicação é um a um, portanto, não queremos influenciar as pessoas vestindo uma roupa, estampando um penteado ou uma tatuagem conceitual. Não. Queremos envolver e inspirar as pessoas com histórias reais. Droga, se estou tendo um conflito interno e não vejo saída, pode ser que outra pessoa que já passou por isso, me encontre online e me ajude, me dê dicas sobre o caminho das pedras e posso resolver meu problema. Queremos ajudar e não influenciar.

Esses pontos recuperam a confiança na comunicação social online?

Absolutamente.

Por que o Brasil como um dos focos da ChekMarc?

Porque o Brasil é um dos países que mais usa as mídias sociais no mundo, depois dos Estados Unidos e da China. E aqui, há quase um ataque mensal de roubo de dados de pessoas. Então, o foco da ChekMarc é ensinar que existe um caminho possível, existe uma luz no fim do túnel.

Como tem sido a assimilação do serviço no país?

Até agora, muito bem. Estamos expandindo e crescendo números por aqui. Os brasileiros estão criando várias comunidades com um propósito e as pessoas estão engajadas e entusiasmadas. Então, estou animada também.

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