BEE4 nascendo com foco nas empresas emergentes
A holding Solum que reúne três verticais de negócios com um mesmo propósito: conectar pequenas e médias empresas (PMEs) e investidores, contribuindo para o desenvolvimento da indústria de Private Equity e Venture Capital no Brasil. A primeira vertical é a gestora Solum Capital, que em 2021 anunciou o lançamento de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) focado em PMEs. A segunda iniciada em 2021, é a Solum.ed, braço de educação do grupo, que ensina sobre como investir em ativos alternativos, em especial participações de empresas privadas. Por último, a beegin é uma plataforma de soluções e serviços, que chegou para democratizar o acesso a investimentos de participações de PMEs com muito potencial de crescimento. “O mercado de ações brasileiro está crescendo de forma consistente. Recentemente atingimos o patamar histórico de 4 milhões de CPFs operando na bolsa de valores. Cada vez mais pessoas se interessam por investimentos e estão levando esse tema para suas rodas sociais, conversas de dia a dia, também seguindo influenciadores especialistas. Esse movimento é muito importante para ampliar conhecimento, acesso e refletir em melhores escolhas por parte dos investidores. No tempo, a participação de CPFs na bolsa vai seguir aumentando, assim como a maturidade média dos investidores brasileiros”, afirma Patricia Stille, ex-sócia da XP e atual CEO da beegin.
Patricia, como você classificaria os investimentos chamados alternativos?
Investimentos alternativos são ativos que normalmente apresentam algumas características em comum: baixa liquidez, alto potencial de retorno no longo prazo e baixa correlação com os demais mercados. É o caso, por exemplo, dos investimentos em private equity e venture capital.
Quais são os maiores atrativos desses investimentos?
Os investimentos alternativos se destacam pela perspectiva de ganhos elevados e baixa correlação com outras classes de ativos. Mas é importante lembrar que esse tipo de oportunidade só faz sentido para quem tem visão de longo prazo e entende os riscos desse tipo de investimento.
As perspectivas para os investimentos alternativos em 2021 estão dentro daquilo que imaginava?
Considerando a indústria de private equity e venture capital, os resultados de 2021 estão sendo bastante expressivos. Mundialmente, a consultoria Bain & Company estima que o volume de investimentos deve superar US$1 trilhão pela primeira vez na História. No Brasil, os investimentos somam R$38 bilhões no período de janeiro a setembro de 2021, 121% acima do mesmo período de 2020.
Quais as perspectivas para os investimentos alternativos em 2022?
Nossas perspectivas para 2022 são otimistas. Há movimentos regulatórios importantes no radar, como a revisão das regras do equity crowdfunding e a possibilidade de a CVM ampliar o acesso aos produtos de private equity, como sinalizou em estudo divulgado em agosto deste ano. Há também o início das operações dos projetos aprovados no sandbox regulatório da CVM, como a BEE4, do qual a beegin faz parte, que devem atrair mais participantes para este mercado.
Isto se choca com a expansão do venture capital no país?
Sim. Isto combinado à expansão consistente da indústria de venture capital e private equity nos últimos anos, podemos esperar a manutenção dos patamares elevados em 2022.
Como o mercado de capitais têm olhado esses investimentos alternativos?
Um estudo recente divulgado pela CVM em agosto deste ano mostrou que o investidor deseja aplicar em private equity, e só não o faz por falta de produto disponível. Ou seja, há demanda dos investidores pelos ativos alternativos. Temos percebido uma procura cada vez maior por parte dos alocadores (wealth managements e gestores de fortunas).
Vamos falar um pouco sobre ações. O mercado acionário brasileiro tem se mostrado eficiente?
O mercado de ações brasileiro está crescendo de forma consistente. Recentemente atingimos o patamar histórico de 4 milhões de CPFs operando na bolsa de valores. Cada vez mais pessoas se interessam por investimentos e estão levando esse tema para suas rodas sociais, conversas de dia a dia, também seguindo influenciadores especialistas. Esse movimento é muito importante para ampliar conhecimento, acesso e refletir em melhores escolhas por parte dos investidores. No tempo, a participação de CPFs na bolsa vai seguir aumentando, assim como a maturidade média dos investidores brasileiros.
Em que estágio se encontra o mercado acionário brasileiro se compararmos com outras partes do mundo?
O mercado de ações brasileiro é bastante desenvolvido, e tem atraído a atenção do investidor pessoa física.
Quais os maiores desafios?
Além das questões da conjuntura econômica, o desafio neste momento é aumentar o leque de opções, permitindo que mais empresas sejam listadas e mais setores sejam representados.
O que falta para que as scale-ups acessem esse mercado?
Para que as ações das scale-ups estejam disponíveis ao investidor comum, é necessário desenvolver um mercado de acesso, que lhes ofereça condições mais acessíveis para serem listados, com padrões de governança e transparência adequados. É para desenvolver este mercado que o projeto da BEE4, aprovado no sandbox regulatório, foi pensado e está sendo desenvolvido.
Última atualização da matéria foi há 4 anos
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