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Craig Venter: o grande pioneiro da genômica

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Craig Venter é um bioquímico e empresário americano conhecido por seu trabalho pioneiro no sequenciamento genético humano e sua busca pela vida sintética. Nascido em Salt Lake City, Utah, em 14 de outubro de 1946, Venter cresceu em um ambiente de classe média e demonstrou interesse em ciência desde jovem.

Ele estudou na Universidade da Califórnia, em San Diego, onde obteve um bacharelado em biologia e química em 1972, seguido por um Ph.D. em fisiologia e farmacologia em 1975. Após concluir seus estudos de pós-graduação, Venter trabalhou como pesquisador na National Institutes of Health (NIH) e na Universidade de Buffalo antes de ingressar na empresa de biotecnologia Biogen em 1984.

Na Biogen, Venter trabalhou no desenvolvimento de terapias para doenças genéticas raras e ajudou a desenvolver uma técnica de clonagem que permitia a produção em larga escala de proteínas terapêuticas. Em 1992, Venter deixou a Biogen e fundou a Human Genome Sciences (HGS), onde liderou o esforço para sequenciar o genoma humano. Seu trabalho na HGS culminou em 1998 com a publicação do primeiro rascunho do genoma humano, um marco histórico na genética humana.

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Em 1999, Venter deixou a HGS para fundar o Instituto de Pesquisa Genômica (TIGR), com o objetivo de avançar na compreensão da genômica e explorar o potencial da biologia sintética. No TIGR, Venter liderou a equipe que sequenciou o genoma da bactéria Mycoplasma genitalium, o menor genoma de um organismo vivo conhecido na época. Esse trabalho ajudou a lançar as bases para a busca de Venter pela vida sintética, um esforço para criar organismos vivos a partir de componentes químicos.

Em 2005, Venter fundou a Synthetic Genomics, uma empresa de biotecnologia focada na criação de vida sintética. Na Synthetic Genomics, Venter liderou a equipe que criou a primeira célula bacteriana sintética, um marco histórico na biologia sintética. A célula bacteriana sintética continha um genoma sintético projetado por Venter e sua equipe, que foi inserido em uma célula bacteriana existente e fez a célula se tornar um organismo completamente novo e sintético.

Além de sua pesquisa em biologia sintética, Venter também é conhecido por suas explorações na biologia marinha. Em 2003, ele liderou uma equipe que fez a primeira coleta completa de amostras de água do oceano e usou o sequenciamento genético para identificar as espécies presentes. Em 2010, ele liderou uma expedição ao Pacífico Sul para coletar amostras de água do mar e estudar a vida marinha ao nível molecular.

Ao longo de sua carreira, Venter recebeu inúmeros prêmios e honrarias por suas contribuições para a biologia e a ciência, em geral. Ele foi eleito para a Academia Nacional de Ciências em 2008 e recebeu a Medalha Nacional de Ciência em 2009.

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Ainda em 2009, Venter foi nomeado um dos 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo pela revista Time. Ele também foi homenageado com o Prêmio da Fundação Dan David, o Prêmio Kistler de Ciência e o Prêmio Benjamin Franklin de Ciência.

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Em 2010, Venter publicou um livro intitulado “A Life Decoded: My Genome: My Life” (“Uma vida decodificada: meu genoma, minha vida”), onde narra sua trajetória na pesquisa genômica, incluindo a sequência de seu próprio genoma. Nesse mesmo ano, ele e sua equipe anunciaram a criação de uma bactéria sintética com um genoma ainda mais simplificado do que a Mycoplasma genitalium, representando um passo importante na busca por organismos vivos projetados.

Em 2013, Venter lançou a empresa Human Longevity, que busca aplicar a genômica e outras tecnologias avançadas para melhorar a saúde e a longevidade humana. A empresa utiliza o sequenciamento de genoma completo e outras ferramentas de diagnóstico para identificar fatores de risco de doenças e desenvolver terapias personalizadas.

Atualmente, Venter continua a liderar a Human Longevity e é um defensor ativo da biologia sintética e da pesquisa genômica. Ele acredita que a biologia sintética tem o potencial de revolucionar a medicina e a indústria, bem como ajudar a resolver alguns dos maiores desafios globais, como a fome e a crise energética.

Última atualização da matéria foi há 7 meses


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