Sua Página
Fullscreen

Do lado de lá com Tarsila do Amaral

Anúncios
Compartilhe este conteúdo com seus amigos. Desde já obrigado!

Tarsila do Amaral (1886–1973) foi uma das mais importantes artistas do modernismo brasileiro. Nascida em Capivari, interior de São Paulo, teve formação artística na Europa, especialmente em Paris, onde estudou com mestres do cubismo. Ao retornar ao Brasil, integrou-se ao movimento modernista, sendo peça-chave na consolidação de uma estética autenticamente nacional. Sua obra mais célebre, Abaporu (1928), inspirou o movimento antropofágico, liderado por Oswald de Andrade, com quem teve um relacionamento pessoal e intelectual. Tarsila uniu elementos das vanguardas europeias com temas e cores brasileiras, criando um estilo único. Participou da emblemática Semana de Arte Moderna de 1922, ainda que à distância, tornando-se um dos ícones do período. Em suas telas, retratou a paisagem rural, o operariado e as formas da cultura popular. Também produziu obras com cunho social, como Operários (1933), que evidencia preocupações com as desigualdades brasileiras. Seu trabalho influenciou diversas gerações de artistas. Teve uma vida marcada por altos e baixos financeiros e afetivos, mas sempre manteve sua arte como centro. Faleceu em 1973, aos 86 anos, em São Paulo. Seu legado permanece essencial na história da arte latino-americana.

12 frases marcantes de Tarsila do Amaral:

“Quero ser a pintora do meu país.”

“Só me interessa a arte que nasce do sentimento brasileiro.”

“O meu desejo é ir cada vez mais brasilianamente brasileira.”

“Procurei dar às minhas figuras o que a nossa terra tem de mais expressivo.”

“Sou profundamente ligada à terra, às raízes.”

“Abaporu é o homem que come; é o brasileiro devorando o mundo para criar o seu.”

Tarsila do Amaral foi uma das mais notórias artistas do modernismo (Ilustração: Coelho)
Tarsila do Amaral foi uma das mais notórias artistas do modernismo (Ilustração: Coelho)

“Minha arte é uma confissão de amor ao Brasil.”

“Não basta copiar o que é brasileiro, é preciso reinventar.”

“O modernismo me libertou da pintura decorativa.”

“Pintar é um modo de pensar com os olhos.”

“Oswald me deu as ideias, eu dei as cores.”

“O Brasil precisa se ver com seus próprios olhos.”

Mensagem do Além

Pergunta psicografada para Tarsila do Amaral

(Recebida numa manhã nublada de domingo no ateliê silencioso de um prédio antigo na Avenida Paulista. O médium, entre pincéis secos e uma tela em branco, sentiu um calor súbito e viu surgir, como em sonho tropical, uma mulher de chapéu largo, olhos penetrantes e uma paleta de cores vibrando no ar. A mensagem apareceu em traços largos, como quem desenha com a alma sobre o vazio.)

Pergunta:

Tarsila, se pudesse voltar ao Brasil de hoje, que imagem pintaria para traduzir este tempo tão desbotado e ao mesmo tempo tão saturado?

Resposta psicografada:

“Pintaria um Brasil com cabeça grande, pés afundados no barro e braços estendidos demais — tentando abraçar o que não entende. Seria um Abaporu digital, olhando assustado para a própria timeline. No fundo da tela, uma floresta em chamas dançaria com balões de festa, enquanto um boi-bumbá tirava selfie com o progresso. Colocaria os operários não mais nas fábricas, mas amontoados entre aplicativos, entregando comida que não comem e sonhos que não sonham mais. Usaria tons de verde-influencer, azul-marketing e vermelho-algoritmo. A favela estaria no topo do quadro, e os palácios, escorrendo pela moldura. Talvez colocasse um político com cabeça de poste e um artista com cabeça de sol. Ou uma professora em pé, sustentando o quadro inteiro com os olhos — cansados, mas acesos. Não seria uma tela para vender. Seria uma tela para pensar. E eu a chamaria de Brasil em Modo Antropofágico Beta. Porque ainda estamos mastigando o país — mas esquecemos de engolir. A arte hoje precisa resistir como antigamente resistia o barro: firme, suja, viva. E mesmo que digam que tudo é ‘pauta’, ‘lacração’ ou ‘retrô’, eu diria: pintar ainda é meu modo de gritar sem perder a cor. Assinaria no canto inferior com lápis de cor e esperança rachada.”

Leia ou ouça também:  Do lado de lá com Truman Capote

— Tarsila, do além, ainda com as mãos sujas de tinta e o coração pintado de Brasil.


Compartilhe este conteúdo com seus amigos. Desde já obrigado!

Facebook Comments

Anúncios
Acessar o conteúdo
Verified by MonsterInsights