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Jonatas Abbott e os planos da Dinamize

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No mercado de tecnologia desde 2000, a Dinamize nasceu como uma agência digital. Por 5 anos oscilou entre projetos e desenvolvimento de software. A partir de 2005, quando Jonatas Abbott e Allan Luz ingressaram na sociedade ao lado de Julio Vicente, a empresa passou a atuar com foco em e-mail marketing, mídia incipiente e em pleno desenvolvimento no Brasil. Nesta época, a empresa tinha apenas 23 clientes, 1 funcionário e uma sede sublocada no sul do país. Em 2008, a Dinamize fez a aquisição da Agência Internet e da Contato Imediato. A primeira trouxe o diretor de atendimento e ex-sócio Gustavo Tagliassuchi. Em 2012, a Dinamize entrou de vez no mercado de Social Media com a aquisição de uma das principais soluções de monitoramento de redes sociais, SAC 2.0, Social CRM e marketing em social media: o Livebuzz, uma startup de Bauru, no interior de São Paulo. Ao longo dos anos, a Dinamize se consolidou no mercado de tecnologia, ganhando prêmios e, acima de tudo, atraindo clientes dos mais diversos segmentos que buscam vender mais com a ajuda do seu software de automação de marketing. Atualmente, atende 22 mil marcas de todo o mundo através de uma rede de filiais no Brasil e no exterior, além de contar com mais de 1.000 parceiros. “O marketing humanizado é uma expressão da moda, porque, na verdade, o marketing já foi muito mais humanizado do que ele é hoje”, afirma Abbott.

Jonatas, se buscarmos no Google agora, vamos achar inúmeros artigos falando da morte do marketing digital. Como enxerga esse tema?

Na verdade, eu até olhei no Google sobre esse assunto da morte do marketing digital e eu achei muita bobagem. As pessoas sempre querem matar alguma coisa, já tentaram “matar” os 4P’s do marketing tradicional quando, na verdade, não tem como matá-los, porque eles são a identificação de um processo secular que envolve produto, preço, praça e promoção. O próprio e-mail marketing, que ainda é o foco do nosso produto, ainda é o maior ROI do americano, número um do e-commerce. As pessoas têm tentado “matá-lo” há muitos anos, como já tentaram também matar o rádio, que nunca esteve tão bem, a televisão e outras mídias. Então, as pessoas precisam parar com esse negócio de matar as coisas. O grande desafio não é de que mídias de comunicação estão morrendo e sim que estão nascendo e o mix de mídias fica muito complexo e vasto e cada vez requer mais inteligência e mais recursos para que consiga atender a todos os meios nos quais estão os nossos consumidores. Acho que esse sim é o grande desafio.

Outros artigos já falam sobre um marketing mais humanizado. Quais seriam os grandes pontos deste marketing mais humanizado?

O marketing humanizado é uma expressão da moda, porque, na verdade, o marketing já foi muito mais humanizado do que ele é hoje. Hoje, o que a gente tem, na verdade, é o contrário, é um marketing muito frio, cada vez mais automatizado. Seja na forma de anúncio, seja na forma da própria comunicação, já visto o LinkedIn, que é uma verdadeira enchente de spam, de mensagens não desejadas. O próprio e-mail marketing ganhou muitas mensagens que fingem ser personalizadas e humanizadas, quando, na verdade, estamos na era dos bots, das mensagens que se perdem pela falta de humanização. A própria propaganda vem sofrendo muito, na medida em que temos uma mídia programática que insere anúncios de forma muito aleatória dentro do conteúdo. Antigamente na mídia tradicional da televisão, as séries, os conteúdos, os filmes eram todos já pensados para x inserções comerciais a cada x tempo. Havia uma interrupção na trama programada para inserção de uma propaganda. Hoje somos interrompidos nos conteúdos que assistimos, de forma completamente aleatória e indesejada, automatizada. Então, a automatização do marketing ela vai na contramão desse termo marketing humanizado. Eu realmente não acredito que essa expressão da moda, do marketing humanizado, seja algo que esteja sendo construído ou feito, na prática, acho que é o contrário, que estamos sofrendo muito com a automatização, com essa automação equivocada da propaganda.

O que não mudou na comunicação digital de hoje se compararmos com a comunicação digital de 10 anos atrás?

Começamos a falar de um termo mais correto, que é comunicação. Porque há uma grande confusão quando se fala em marketing e se confunde muito com o “P” de promoção ou com a própria comunicação, em geral. Marketing, na verdade, é o que se diz respeito ao produto. E a melhor definição de marketing que temos é a do Philip Kotler, de atender necessidades do consumidor. É essa a essência do marketing que tem muito a ver com a construção do produto, a precificação, distribuição, a venda e como se promove esse produto. Então, esse marketing que o mercado adotou muito para falar é, na verdade, a comunicação mesmo, a forma como a gente promove.

E o que mudou drasticamente em sua visão?

Eu acho que a comunicação mudou, a comunicação digital mudou bastante, evoluiu muito e especialmente, com a evolução da banda larga, do 4G e agora com o 5G, também. Então, nesses últimos 10 anos, vimos uma evolução muito grande do vídeo. A sua relevância nos seus diversos formatos, como o TikTok, por exemplo. Acho que ele é a grande referência nesse sentido de que mudou muito, de como se consome o conteúdo, se consome vídeo. Eu acho que esse talvez tenha sido a grande mudança na comunicação digital de 10 anos para cá.

Qual seria o papel das redes sociais para essas mudanças?

As redes sociais talvez tenham representado ou concluído a grande revolução que houve nos costumes entre os seres humanos a partir da explosão da internet nos anos 2000.

As redes sociais vêm para consumar essa revolução. Acho que elas encerram uma grande etapa do que aconteceu com o surgimento da internet, especialmente com a soma da internet ao smartphone, quando temos o processamento de dados e a comunicação digital na palma da nossa mão.

As redes sociais vieram a consolidar isso, a mudar o comportamento humano, a forma como o ser humano namora, a forma como ele compra e se relaciona, como as famílias e empresas se relacionam e etc. Quer dizer, as pessoas passam a acompanhar de perto e diariamente muitas vezes, hora por hora, a vida das outras pessoas. Passamos a fazer parte da intimidade alheia e isso também gera uma mudança de comportamento, gera sentimentos como inveja, como admiração, ódio… Vivemos nesses últimos 10 anos um crescimento dos haters, das brigas, da polarização… Então tudo isso tem muito a ver com as redes sociais. A tecnologia trouxe a proximidade entre os seres humanos, pois, passamos a estar presentes dentro da casa, da intimidade dos outros seres humanos e isso muda muito a forma como a gente se enxerga e enxerga o outro como a gente consome, o que devemos consumir, para onde devemos viajar e praticamente quem devemos ser. Isso é uma coisa que tem muito o lado positivo, mas tem também um lado muito dramático, que expõe muito talvez a solidão, a depressão e outros sentimentos muito negativos.

Vivemos num mundo hiper conectado com muitas opções e distrações. Como se sobressair em meio a essa avalanche de informações?

Estamos entrando uma nova era com 5G, que deve se consolidar em até 9 anos para chegar na maior parte das residências. Mas o 5G vai inaugurar uma nova era, na minha opinião, trazer uma nova revolução em todos os costumes, porque temos que entender que não haveria aplicativos de mobilidade como Uber, sem o 4G, né? O 4G possibilitou uma série de coisas, inclusive o avanço dramático do e-commerce. E o 5G tem uma velocidade 100 vezes superior, estamos falando da diferença da velocidade de uma bicicleta para um avião a jato. E quando falamos em 100 vezes superior, falamos de uma revolução nos costumes, com os seres humanos com posse de um hardware cada vez mais potente na mão, que é o smartphone aliado a uma velocidade de internet superior à maioria das bandas largas que as residências têm hoje. E sem estrangulamento de banda, que é uma coisa que as operadoras de banda larga fazem muito. Então passamos a descortinar um cenário de inteligência das cidades, do trânsito, não só do e-commerce. Passamos a ser ultra velozes, a fazer compras em questão de 1 ou 2 minutos, a termos uma propaganda personalizada nas ruas, nas estações de trem, dentro do ônibus. O vídeo ganha as ruas com muito mais força e ganha uma produção muito mais barata e como uma transmissão jornalística, pois, o poder das pessoas é como a de um veículo, transmitimos vídeos em tempo real com uma qualidade jamais imaginada, com uma velocidade jamais imaginada, transformando cada ser humano ainda mais em um produtor de conteúdo muito importante, isso muda muito as relações.

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E se sobressair em meio a essa avalanche de informações, não é fácil. Hoje, já temos que competir contra o dólar, com a TV, rádio, jornal, revista, com a própria internet, com os sites, blog… Hoje, esses veículos todos competem com todos os seres humanos. Todo mundo hoje tenta ser uma influência ou tenta influenciar o próximo através desse mundo hiper conectado. E aí o marketing tradicional ganha ainda mais força, porque a essência de cada empresa está sempre baseada na relevância do produto e o quanto esse produto atende a necessidade do consumidor. Se o produto atende a necessidade do consumidor, ele sempre será muito relevante. E falar sobre ele e demonstrar esse produto sempre ganhará muita atenção e relevância. Então sempre estaremos em torno de um conteúdo de grande qualidade e especialmente, muito criativo. E nesse futuro hiper conectado com o 5G e com o hardware, com lentes cada vez melhores, ganha menos relevância a produção do vídeo, e passa a ganhar mais relevância a criatividade, o roteiro desse vídeo, porque estamos cada vez mais capazes de produzirmos vídeos de melhor qualidade, com menos custo.

Retenção é a palavra de ordem para todos que de alguma forma estão envolvidos no digital. Por onde passa o engajamento dessa retenção?

O engajamento dessa retenção num mundo dominado pelas big techs em que os anúncios ficam cada vez mais caros, o grande segredo dessa retenção, e eu falo isso já há alguns anos e para o futuro é o grande segredo, é o grande diamante da comunicação, em geral, ainda mais do meio digital, chama-se: base própria de dados. Captar, tratar, segmentar e automatizar o uso de uma base própria de dados. Detendo uma base própria de dados, conseguimos ter o próprio veículo e mais do que isso, conseguimos usar e-mail, SMS, WhatsApp e também as redes sociais. Ao deter uma base própria de dados e ter bom CRM, passamos a ter uma inteligência de negócio em cima de uma base, cujo comportamento conseguimos observar desde a rede social até os relatórios de leitura e cliques no e-mail marketing, passando pelo SMS, pelo WhatsApp. Então, nesse mundo hiper conectado de milhares de mídias com as quais a gente concorre, é fundamental deter essa base de dados para que consigamos observar e compor as nossas personas. E através da observação e do uso dessa base, atingir em cheio o coração do consumidor, porque só vamos conseguir produzir um conteúdo de verdade, com grande engajamento, se entendermos exatamente o que a nossa base de destinatários está consumindo ou deseja consumir. Esse é o grande ponto.

O próximo passo dessa retenção seria um relacionamento mais longo com o seu público consumidor?

Não, isso sempre foi, né? Sempre tivemos de ter um relacionamento duradouro com esse público. A grande pergunta é como ter, em qual mídia usar e quando, em que momento e sobre o que falar. E para isso é muito importante essa base de dados, esse Business Inteligence em cima dos relatórios do comportamento desse consumidor nas redes sociais e dentro do nosso próprio veículo, muito representado aí pelo e-mail marketing.

Como a Dinamize se encontra nesse setor?

A Dinamize se encontra totalmente inserida no significado de ter um veículo próprio, porque o grande núcleo dos produtos da Dinamize chama-se e-mail marketing, e nada significa mais do que um veículo próprio do que fazer e-mail marketing, mas um e-mail marketing inteligente, automatizado, com automação, que envolve desde o SMS até o Instagram ou o próprio Facebook, mas sempre centrado na distribuição de conteúdo por e-mail.

A internacionalização da empresa trouxe quais ganhos até o momento?

Passamos pelo Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Portugal e mais de 20 países, onde temos cliente hoje e por uma reunião muito emblemática, fizemos grandes leads em Paris. O grande ganho foi a homologação do produto e para ele ser homologado fora do Brasil, ele teve que evoluir muito. Então, por exemplo, fora do Brasil, especialmente na Europa e Estados Unidos, o SMS é muito mais usado que o WhatsApp, então tivemos de refazer toda a parte de produtos do nosso SMS. A régua do nosso software subiu muito para que a gente conseguisse competir fora do Brasil e o grande beneficiado foi o consumidor brasileiro. A internacionalização da Dinamize colocou a prova o nosso produto e fez com que a gente se obrigasse a ter um produto muito superior, que fosse capaz de competir com os principais concorrentes americanos e europeus. Isso na verdade também está nas próprias gênese da internacionalização da empresa. Foi quando começamos a ver nossos concorrentes brasileiros vendidos para as empresas gringas e nos vimos competindo praticamente só com as casas de fora do Brasil, mas dentro do Brasil. Isso acabou nos levando para fora do país para competir com eles também e a desenvolver um produto que é totalmente internacional, Porque a Dinamize tem o seu produto, toda a parte de dados na Amazon Americana e toda a parte de distribuição também, um motor próprio de envio da Dinamize rodando a partir de data centers na Europa e tudo isso operado pelo Brasil com clientes em 20 países. Acho que esse foi o grande norte, é o grande resultado do nosso processo de levar a empresa para fora do Brasil.

Última atualização da matéria foi há 2 anos


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