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Luiz Estevão: rico e primeiro senador cassado

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Luís Estêvão de Oliveira Neto, nascido no Rio de Janeiro em 6 de julho de 1949, é uma figura multifacetada na história recente do Brasil. Empresário, dirigente esportivo e político, Estêvão teve uma trajetória marcada por ascensões meteóricas e quedas estrondosas. Filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e baseado no Distrito Federal, sua carreira política atingiu seu ápice como senador da República entre 1999 e 2000. No entanto, sua trajetória foi interrompida de forma abrupta em 28 de junho de 2000, quando foi cassado pelo Senado Federal, tornando-se o primeiro senador brasileiro a sofrer tal destino.

Estêvão não teve uma infância comum. Órfão aos dezesseis anos, após a morte de seu pai, Luiz Octávio Estevão de Oliveira, e o falecimento de sua mãe por choque anafilático oito horas após seu nascimento, ele foi criado por Lino Martins Pinto em Uberlândia, Minas Gerais. A mudança para Brasília em 1966, junto com sua família adotiva, marcou o início de sua jornada na capital.

O empresário começou seus estudos no Rio de Janeiro, no Liceu Francês, antes de ingressar na Universidade de Brasília (UnB), onde optou por estudar física, inspirado por seu ídolo Albert Einstein. No entanto, sua paixão pela física não perdurou, e aos dezoito anos, Estêvão começou a trabalhar na revendedora de pneus do pai adotivo, expandindo gradualmente os negócios para diversos setores, como agropecuária, construção civil, revenda de automóveis e pneus, estação de rádio, internet (portal Metrópoles) e até mesmo um banco de investimentos. O conglomerado resultante, conhecido como Grupo OK, solidificou sua posição como um dos maiores empresários do Distrito Federal, detendo, em 2012, uma impressionante quantidade de mais de mil imóveis na região.

A riqueza de Estêvão sempre foi alvo de especulações e controvérsias. Em 1999, sua fortuna foi estimada em US$350 milhões, mas em 2016, ele alegou possuir mais de R$30 bilhões. Essas cifras exorbitantes o colocaram no radar como um dos homens mais ricos do Distrito Federal e, possivelmente, do Brasil.

Além de seus empreendimentos empresariais, Estêvão ingressou na política e ganhou destaque nacional em 1992, quando se apresentou, juntamente com o empresário e político Paulo Octávio, como avalista de uma suposta operação de empréstimo de US$5 milhões, conhecida como Operação Uruguai, ligada à fortuna do então presidente Fernando Collor. Essa exposição nacional preparou o terreno para sua eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal em 1994, onde obteve uma votação recorde.

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No entanto, sua carreira política desmoronou durante sua passagem pelo Senado Federal. Envolvido no escândalo de desvio de verbas das obras do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, Estêvão foi cassado por quebra de decoro parlamentar em 2000, tornando-se o primeiro senador brasileiro a sofrer tal punição. A condenação não parou por aí: em 2006, foi sentenciado a 31 anos de prisão pelos crimes relacionados ao desvio de verbas na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.

A batalha legal se estendeu ao longo dos anos, com o Supremo Tribunal Federal mantendo a condenação em 2015. Em 2016, a ordem de prisão imediata foi decretada, e a prisão domiciliar, em 2020, foi temporária, após suspeitas de contaminação por COVID-19, o que posteriormente se mostrou falso.

Apesar de suas inúmeras quedas, Luiz Estevão permanece uma figura intrigante e controversa na história política e empresarial brasileira. Seu legado é marcado não apenas pela vastidão de sua fortuna e suas realizações nos negócios, mas também pelos escândalos que o levaram a ser o primeiro senador cassado do Brasil. A saga de Luiz Estevão continua a ecoar como um lembrete das complexidades e desafios presentes no cenário político e empresarial do país.

Última atualização da matéria foi há 2 meses


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