Sua Página
Fullscreen

Perspectivas econômicas brasileiras para 2024

Compartilhe este conteúdo com seus amigos. Desde já obrigado!

Os juros desempenham um papel fundamental como balizadores econômicos em qualquer sociedade, atuando como um remédio contra um cenário inflacionário forte. Em um ambiente de taxas de juros mais altas, a possibilidade de crédito para o consumo diminui, criando um desafio para as famílias e as empresas. No entanto, por outro lado, com as taxas de juros em patamares elevados, as opções de investimentos atrelados a essas taxas se tornam mais atraentes. É um delicado equilíbrio que os mercados financeiros e os formuladores de políticas econômicas precisam considerar.

No Brasil, a taxa Selic desempenha o papel de “comandante” dos juros, e foi reduzida recentemente para 12,25% na última reunião do COPOM (Comitê de Políticas Monetárias). No entanto, o Banco Central já sinalizou que novas reduções na taxa estão em horizonte. O que nos leva a considerar também o juro real, uma métrica que leva em conta a inflação (IPCA) descontada da taxa nominal de juros (Selic). O juro real é utilizado para mostrar aos investidores a rentabilidade real de um investimento, uma vez que já considera o impacto da inflação. No entanto, é importante notar que, assim como as taxas nominais, níveis elevados de juros reais podem desacelerar a economia, reduzir o consumo das famílias e diminuir os investimentos por parte das empresas.

Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos, observa que a decisão recente sobre a Selic no Brasil foi relativamente positiva, dadas as questões fiscais e as incertezas políticas no cenário nacional. Ele comenta que a ata do COPOM indicou um tom relativamente suave, sugerindo a possibilidade de mais cortes na taxa para a próxima reunião e a possibilidade de encerrar em 11,75%.

No entanto, as taxas de juros e o juro real não são um fenômeno restrito ao Brasil. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por manter as taxas de juros na faixa de 5,25% a 5,50%. Eles têm como objetivo perseguir uma meta de inflação de 2%. Paulo Cunha destaca que havia alguma incerteza sobre se o Fed iria aumentar ainda mais as taxas de juros, mas a decisão de mantê-las estável sugere que pode não ser necessário subir mais no futuro, desde que a inflação continue convergindo para a meta. Isso poderia abrir espaço para uma redução nos prêmios de risco, tanto nos mercados financeiros nacionais quanto internacionais, impulsionando ativos de risco, como ações e outros investimentos.

Segundo o levantamento da empresa Moneyou, nos Estados Unidos, a taxa real de juros está em 1,62%. Esse valor reflete o retorno real que os investidores norte-americanos recebem e seu impacto no bolso dos consumidores.

A questão que se coloca é se altas taxas de juros reais são realmente positivas. Para os investidores, juros reais mais elevados podem parecer atraentes, oferecendo a perspectiva de boa rentabilidade. No caso do Brasil, essa situação pode atrair um maior influxo de dólares de investidores em busca de países com juros reais robustos e retornos significativos. Com mais dólares em circulação, a cotação da moeda americana tende a cair, o que é benéfico para o mercado de importação e exportação. Com o câmbio mais elevado, os custos de produção e de bens importados aumentam, o que pode beneficiar a economia brasileira em certa medida.

Leia ou ouça também:  Copa do Mundo terá patrocínio da BYJU's

No entanto, Paulo Cunha ressalta a importância de os investidores considerarem a inflação projetada em relação à curva de juros projetada. Ao avaliar o juro real, os investidores estão analisando uma taxa que o Banco Central está implementando para combater a inflação futura com base na inflação atual. Embora a inflação tenha sido mais alta em 2022, a tendência é que ela comece a convergir gradualmente para a meta em 2023. Essa convergência entre a inflação e a taxa de juros real é um fator-chave a ser observado.

Os juros e o juro real desempenham papéis críticos na economia, influenciando o comportamento dos investidores, consumidores e empresas. Embora altas taxas de juros reais possam atrair investidores em busca de rentabilidade, elas também podem impactar o consumo e os investimentos. A situação varia de país para país, e é fundamental que os investidores considerem não apenas os níveis atuais de juros, mas também as projeções futuras de inflação e taxa de juros ao tomar decisões de investimento. Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos, observa que o cenário é complexo e sujeito a mudanças, que é importante manter um olhar atento sobre os desenvolvimentos econômicos para tomar decisões informadas.

Última atualização da matéria foi há 4 meses


Compartilhe este conteúdo com seus amigos. Desde já obrigado!

Facebook Comments

Espaço Publicitário:
* * * * * * * * * *
Voltar ao Topo
Skip to content