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EBEM supre falta de aptidão empreendedora

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A CEO da Escola Brasileira de Empreendedorismo, Tatyane Luncah, compartilhou insights exclusivos em uma entrevista especial para o portal Panorama Mercantil. Com uma trajetória marcada pela resiliência e uma visão centrada na nova economia feminina, Luncah revela os motivos por trás da fundação da EBEM e sua dedicação à capacitação de mulheres empreendedoras. No contexto desafiador da pandemia de Covid-19, Tatyane Luncah encontrou inspiração na própria solidão empreendedora. Ao testemunhar o colapso de seu mercado e a incerteza enfrentada por outras mulheres empreendedoras, ela sentiu a necessidade de criar uma abordagem única. A metodologia da EBEM, desenvolvida com base em seus 22 anos de experiência, é prática, rápida e relevante, proporcionando retorno imediato após a implementação. O ponto crucial que impulsionou a transição de Luncah do Grupo Figital para a formação de mulheres empreendedoras foi a ausência de programas no mercado voltados para donas de médias empresas. Ao perceber essa lacuna, a EBEM surgiu como pioneira na formação de mulheres empresárias, abordando desafios específicos de marketing, cultura, branding, gestão e inovação. A abordagem da EBEM para as dores e desafios das mulheres empreendedoras reconhece a economia do cuidado, onde as mulheres enfrentam limitações de tempo significativas em comparação com os homens.

Tatyane, que experiências pessoais ou profissionais a levaram a fundar a EBEM – Escola Brasileira de Empreendedorismo e se concentrar na nova economia feminina?

Por meio da dor da minha solidão empreendedora em plena pandemia de Covid-19, meu mercado estava derretendo. Vi mulheres empreendedoras sem saber o que fazer e tive a intenção de criar uma metodologia única que ajudasse as médias e grandes empresas, com base nos meus 22 anos de empreendedorismo. Coloquei toda a minha bagagem de experiências e ferramentas que realmente funcionavam. Tudo prático, rápido e relevante para que o retorno fosse rápido após a aplicação.

Qual foi o momento decisivo em sua carreira que a motivou a mudar de foco do Grupo Figital para a formação de mulheres empreendedoras?

Foi quando procurei no mercado uma formação para donas de médias empresas que tinham mais de cinco colaboradores, e não existia nada disponível. Havia opções para pequenas empresas ou para aquelas que queriam começar, mas para aquelas que já tinham suas empresas e enfrentavam desafios de marketing, cultura, branding, gestão e inovação, não havia nada. Então, criei a EBEM, e somos pioneiros na formação de mulheres empresárias.

Como a EBEM aborda e resolve as principais dores, anseios, dificuldades e desafios que as mulheres enfrentam ao empreender?

Compreendo a economia do cuidado, tendo clareza de que nós, mulheres, temos 18% a menos de tempo do que os homens no trabalho. Quando falamos da economia do cuidado, estamos nos referindo ao fato de que a mulher é a principal responsável pela gestão do lar, educação dos filhos, cuidado com o cônjuge, pais idosos, doentes, e só então ela vai cuidar do negócio, ficando em 7º lugar de prioridade. Estamos vivendo uma geração de mulheres cansadas e exaustas.

Quais são os principais pilares da metodologia proprietária de gestão lucrativa que você desenvolveu para a EBEM?

Por meio da nossa metodologia chamada ‘A Nova Era da Economia Feminina’, trabalhamos esse princípio com três pilares fundamentais. Essência: eu, empresária; eu, pessoa; eu, mulher. Energia: a energia feminina com liderança, visão sistêmica, intencionalidade e energia. Empreendedorismo baseado em ferramentas práticas e aplicáveis para a aceleração do negócio.

Por que a EBEM tem se concentrado em apoiar mulheres empreendedoras em um cenário em que apenas 45% dos empreendedores no Brasil são mulheres?

Somos o 7º país com mulheres empreendedoras no mundo, e acreditamos que o empreendedorismo liberta e traz equidade para a sociedade. Falamos de liberdade geográfica, cognitiva, de pensamento e financeira, onde a mulher pode fazer suas próprias escolhas e ser feliz em um mundo mais feliz e igualitário.

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Quais são os principais resultados e impactos que a EBEM já alcançou desde o início de sua jornada, especialmente considerando o número de empresárias atendidas e seus respectivos faturamentos?

Vimos alunas aumentarem seu faturamento em mais de 400%, chegando a alcançar até 800% de crescimento em um ano. Elas ficam mais fortes nas tomadas de decisão, no poder de comunicação e na liderança. Tornam-se mais assertivas, com maturidade profissional e pessoal. Temos alunas que faturam de 3 a 600 milhões por ano em nossa grade.

Por que é importante para você promover o empreendedorismo feminino e aumentar a representatividade das mulheres no mundo dos negócios?

O empreendedorismo feminino liberta, oferece liberdade financeira, geográfica, ressignifica pensamentos, empodera. É uma potência para as mulheres. Empreender é libertador.

Quais estratégias a EBEM utiliza para atender mulheres empreendedoras de diferentes tipos e tamanhos de empresas, desde pequenas até grandes corporações?

Por meio do conhecimento da inovação, da clareza e da compreensão da nova era, podemos transformar nossos negócios e nos transformar por meio dos princípios matriarcais. Cocriação, compartilhar e fazer junto são fundamentais, já que fomos criados em um mundo patriarcal, mecânico e desumanizado, o que sugerimos mudar em nosso dia a dia.

Como suas especializações em Liderança em Ohio University e Inovação em Stanford influenciaram a abordagem da EBEM para apoiar empreendedoras?

Uma vez que a mente está expandida, ela não retorna ao seu estado anterior. Principalmente quando estudei sobre liderança inovadora e startups, consegui perceber como as empresas brasileiras precisam se movimentar, expandir e mudar. Cuidar do cerne, do todo, ter uma cultura forte, um time engajado e clientes encantados.

Quais são os principais desafios que você enxerga para o empreendedorismo feminino no Brasil e como a EBEM está contribuindo para superá-los?

O principal desafio no Brasil é o apoio às mulheres empresárias, pois, existe sim um viés de machismo tanto de homens quanto de mulheres. As mulheres não conseguem crédito para começar ou expandir projetos. Assim, através da educação, elas aprendem a ser mais fortes, confiantes e a criar empresas com propósitos na construção de um mundo melhor.

Que lições ou inspirações você tirou da história de Fatima al-Fihri ao criar e liderar a EBEM, considerando o impacto positivo da educação e do empreendedorismo?

Coragem, inovação, pioneirismo, vontade de fazer dar certo, independentemente da opinião dos outros e se algo é segregado ou não. Aqui, estamos na união de homens e mulheres, acreditamos em um mundo com ambas as energias, vivendo sempre tirando o melhor das duas. Sabemos que é difícil, desafiador. As mulheres não têm o hábito de se capacitar; preferem investir em bens materiais e não em educação. Temos um trabalho no qual, se investirem em conhecimento, podem ter uma vida com mais lucro, felicidade e sustentabilidade ao longo do tempo.

Última atualização da matéria foi há 3 meses


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