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North Star inova no refino de metais preciosos

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Da geração de empregos à produção de riquezas, a mineração é uma das atividades econômicas mais importantes do país, com participação de 5% no Produto Interno Bruto brasileiro. A possibilidade de refino dos metais no país abriria um novo leque de oportunidades e de desenvolvimento econômico, que poderia ser facilitado com as parcerias acordadas com o setor privado. “As refinarias nos trariam a possibilidade de transformar o material bruto, aqui, em solo nacional, no material refinado, para ser utilizado nas diversas indústrias, inclusive internamente. Você tem um material, um padrão de excelência, aceito internacionalmente e que já é uma certeza da qualidade daquele minério, não é mais uma dúvida do bruto, do que de fato vai ser encontrado dentro daquele material”, explicou Mauricio Gaioti, presidente da North Star S.A, primeira refinaria de metais preciosos da região Norte, que começará a operar neste ano. O material bruto extraído é cercado de incertezas que impõem certa insegurança ao investimento. Apenas a refinaria consegue atingir o grau de pureza e agregar àquele metal, já com grau elevado de refino, um padrão internacional, aceito nas diversas bolsas, bancos e cofres públicos. O ouro puro, refinado, possui um lastro, e é certificado. Um Banco Central nunca vai comprar o material onde ele vai ter uma dúvida. E a refinaria é predominantemente utilizada para garantir a qualidade deste produto.

Mauricio, como se situa o mercado de mineração na atual conjuntura?

O mercado de mineração segue em rápido crescimento, com a estabilidade dos preços dos commodities minerais e a eficiência produtiva das mineradoras brasileiras. Além disso, as mineradoras vem crescendo com mais investimentos de forma consciente alinhado as práticas de ESG.

O faturamento do setor subiu 62%. Quais os principais motivos para esse aumento?

O mercado atingiu esse crescimento em 2021 devido a uma forte demanda de minérios ao longo do ano combinado com uma elevação significativa no preço das commodities no período.

As projeções falavam no começo deste ano, que o mercado seria volátil nesse primeiro semestre. Essa volatilidade foi sentida por você e pela sua empresa?

A volatilidade do mercado de ouro vem sendo sentida pelas oscilações de preço da onça troy, referência na cotação internacional do ouro, assim como aqui no Brasil seu preço também é impactado pela variação do dólar em relação ao real, já que o ouro é um ativo dolarizado.

Existem vários fatores que vem mexendo no preço, mas certamente na atualidade os desdobramentos do encontro das tempestades do quase fim da pandemia com a Guerra Rússia x Ucrânia, segue gerando impactos negativos na cadeia de suprimentos global levando a inflação a disparar.

Como consequência deste fator, os juros americanos vêm subindo e automaticamente impactando no preço do ouro, logo, apesar da crise, o que seria um fator de subida para o metal, os juros americano que é um concorrente direto pela preferência dos investidores quanto ao ouro como proteção a crise de mercado, vem fazendo com que a cotação do grama do ouro venha andando de lado graficamente, oscilando entre R$290 a R$310,00 em grande parte do tempo. Para este ano, ainda não vejo com clareza uma possibilidade de retomada forte de alta, e muito menos para uma queda brusca de preço.

Quais os maiores obstáculos das empresas que operam nessa área?

Acredito que precisamos estruturar mais a segurança jurídica do setor, com leis mais claras e formatos mais objetivos para lidar com os entraves e desafios do mercado. A ilegalidade, que hoje é um dos grandes problemas que mais impactam na imagem do mercado, deve ser discutida de forma mais intensa e profunda pelo Governo, para buscar soluções realmente efetivas, enquanto as empresas devidamente legalizadas e investidores devem ser incentivados mais pelo Governo para desenvolver grandes operações de mineração, que trazem desenvolvimento econômico para região.

Nossa refinaria almeja ser referência quando se trata de padrão de legalidade e padronização de processos, com competitividade internacional. Entendemos que deve haver uma união entre as principais empresas do mercado que atuam no segmento e desenvolver ações que transmitam a verdadeira realidade do lado legalizado do mercado, tanto que foi idealizado o Simpósio do Ouro, que ocorreu nos dias 23 a 25 de agosto, na estação das docas, Belém, evento promovido pela ABPM, para trazer a sociedade um debate completo sobre o ouro e evidenciar empresas que fazem um trabalho sério e extremamente valoroso para a sociedade de nosso país.

Por que o setor ainda sofre com a falta de infraestrutura?

Acredito que não somente o setor, na verdade, nosso país ainda precisa desenvolver em muito sua infraestrutura. As mineradoras, em sua grande maioria se instalam em regiões afastadas que precisam de investimentos estruturais, que muitas vezes elas mesmo realizam, como rede elétrica, estradas, para que o projeto se torne viável. Portanto, acredito que este é um desafio não do nosso mercado, mas das empresas brasileiras como um todo.

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O que poderia ser feito para que esse problema fosse sanado ou pelo menos amenizado?

Acredito que estes problemas podem ser sanados havendo a união de um Governo atuante junto a grandes empresas, que possam somar esforços para que haja maiores fluxos de investimento no Brasil por empresas que possuem interesse nos pontos que precisam ser melhorados. Os problemas carecem de solução, alguns deles certamente são obrigações do Governo, como segurança, educação, saúde, mas as entidades privadas também podem investir para buscar viabilizar negócios que também possuam cunho social para o desenvolvimento do Brasil.

A falta de refinarias seria o maior desses problemas?

Não. Uma refinaria como a nossa, sem dúvida representa um movimento de verticalização do processo produtivo, uma força que agrega mais valor, gera mais empregos e mais divisas ao país. Nossa empresa já investiu em torno de cinquenta milhões, desde obra, maquinário, treinamento de funcionários, estrutura de segurança, priorizando principalmente contratação de mão de obra local, para gerar um impacto econômico positivo na região. Portanto, podemos sim fazer parte do movimento de melhora do mercado junto as grandes mineradoras do país, no entanto, o país ainda precisa desenvolver mais sua cadeia produtiva para trazer novas soluções aos problemas atuais.

A criação de novas refinarias passa por quais caminhos?

Nossa refinaria representou um movimento de pesquisa de expertise internacional para que possamos trazer um potencial de procedimento e capacidade de refino que possa lidar de igual com grandes refinarias internacionais. Além disso, o projeto deve ter muita atenção a origem do ouro que é refinado dentro dela, pois, possui também responsabilidade sobre a cadeia produtiva, logo, temos um setor jurídico e de compliance altamente capacitado para fazer todas as verificações documentais, mediante autorizações da ANM e demais órgãos competentes, além de também fazer visita in-loco nos clientes que pretendem refinar conosco, para garantir que a mina também possui pontos extremamente importantes, dentre eles, um que priorizamos muito, é a qualidade de vida dos trabalhadores que ali exercem sua profissão, como alimentação, moradia, EPIs, descanso e demais itens a serem verificados.

Como o mercado de mineração tem absorvido as tendências do chamado ESG?

ESG é uma definição que as empresas não podem se dar ao luxo de ignorar, pois, o mercado mudou e os consumidores estão muito mais conscientes e preocupados com as ações das empresas que produzem os seus itens de consumo. Assim como nossa refinaria define essas práticas como prioridade, principalmente assim que estivemos operacionais, as mineradoras também já vem tomando ações que representam o significado do ESG.

A North Star tem visto esses movimentos com bons olhos?

Sem dúvida, faz parte dos nossos valores ter boas práticas que possuem critérios sociais e ambientais, gerando um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Nossas ações de governança corporativa andam lado a lado com o conceito que o ESG trouxe.

Quais os passos que a empresa ainda dará em 2022?

2022 representa o ano da finalização do nosso período pré-operacional, pois, esperamos finalizar a instalação dos maquinários e seguir com o início das operações ainda este ano. Estamos muito felizes com o momento vivido e estou seguro em afirmar que a North Star ofertará ao mercado de mineração de ouro no Brasil um serviço de muita competência e transparência.

Última atualização da matéria foi há 2 anos


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