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Os famosos furtados no maior roubo do Brasil

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Em um ousado ato de crime, que deixou o país atônito, uma gangue de doze criminosos conseguiu burlar a segurança de uma das instituições financeiras mais renomadas do Brasil, o Banco Itaú Unibanco. O assalto ocorreu nos dias 27 e 28 de agosto de 2011, na agência 0262 localizada na famosa Avenida Paulista, e marcou a história criminal do país como o maior roubo já registrado, superando até mesmo o famoso furto ao Banco Central em Fortaleza.

A ousadia e aparente facilidade com que os criminosos executaram o plano deixaram a todos perplexos, levantando suspeitas de que houve colaboração interna. Acredita-se que funcionários do banco possam ter desempenhado um papel crucial na execução do crime, facilitando o acesso aos cofres e fornecendo informações valiosas aos ladrões.

O juiz Rafael Henrique Janela Tamai, da 4ª Vara Criminal da Barra Funda, estima que o valor total roubado esteja entre 250 milhões de reais e 500 milhões de reais, uma quantia tão monumental que fez deste assalto o maior na história do Brasil. O roubo ao Banco Central em Fortaleza, que inspirou até mesmo um filme, pareceu insignificante em comparação, com 248 milhões de reais levados naquela ocasião.

Em uma matéria chocante publicada pelo jornal Agora na época, foi revelado que apenas o conteúdo de dois dos 170 cofres roubados valia cerca de 12 milhões de reais naquela época. Entre os itens preciosos estava um estojo de prata e marfim do século XVIII, cravejado de rubis e contendo 33 diamantes. Clientes de alto patrimônio, incluindo celebridades como a falecida apresentadora Hebe Camargo e o renomado jurista Ives Gandra Martins, foram vítimas desse audacioso golpe. O ex-deputado federal e ex-governador Paulo Maluf, assim como um alto funcionário do consulado do Chile em São Paulo, também figuram na lista de clientes que perderam suas preciosidades.

Além das joias, os ladrões puderam deitar as mãos em grandes somas de dinheiro. Um cliente declarou à reportagem do jornal Agora que perdeu um diamante de 15 quilates, avaliado em 3 milhões de reais. Outros dois grandes empresários que fazem parte do PIB nacional, e que preferiram permanecer no anonimato, afirmaram ter perdido um total de 12 milhões de reais em joias e moeda estrangeira, que estava acondicionada em envelopes hermeticamente fechados e contava com notas sequenciadas de alto valor. Além disso, havia clientes que guardavam documentos de comprovação de patrimônio, como portfólios de ações do mercado.

A sofisticação e a ousadia dos criminosos levantaram questionamentos sobre como eles conseguiram evitar os sistemas de segurança altamente avançados do banco. Os cofres particulares, onde estavam depositadas as fortunas em joias e dinheiro, eram mantidos em um subsolo de acesso restrito, e os clientes precisavam pagar uma taxa semestral de R$850 para desfrutar desse serviço. Eles tinham acesso irrestrito ao local durante a semana, o que torna ainda mais surpreendente o fato de os ladrões terem escolhido exatamente o momento em que os alarmes estavam desativados.

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A investigação do caso revelou que os criminosos tinham um conhecimento íntimo dos cofres que continham joias e dinheiro, o que levanta suspeitas de que eles possam ter obtido informações privilegiadas de dentro do banco. Os clientes lesados também apontaram que o Itaú não fazia perguntas sobre o conteúdo dos cofres alugados, o que permitia que os depositantes guardassem até mesmo itens ilícitos sem que a instituição soubesse.

No entanto, o drama dos clientes roubados não terminou com o assalto. Muitos deles enfrentaram uma segunda batalha nos tribunais. O contrato que tinham com o banco só cobria até R$15 mil em caso de furto, e o Itaú se recusou a arcar com prejuízos superiores a esse valor. Isso levou o caso aos tribunais, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o banco só deve pagar o valor estipulado no contrato.

Uma reviravolta surpreendente no caso foi a relativa falta de queixas registradas pelos clientes após o assalto. Em contraste com a magnitude do crime, apenas um número limitado de vítimas prestou queixa às autoridades, sugerindo que muitos dos cofres continham bens não declarados oficialmente. Esse fato peculiar adiciona um elemento ainda mais enigmático a essa história de crime que continua a intrigar o Brasil e o mundo.

Os investigadores continuam a trabalhar arduamente para desvendar os segredos por trás do maior roubo da história do Brasil. Enquanto as autoridades seguem as pistas e examinam as possíveis ligações externas, o país permanece perplexo até hoje com a audácia e a sofisticação dos criminosos que conseguiram realizar um assalto de proporções épicas. O roubo do Itaú permanecerá como uma página sombria na história do Brasil, repleta de perguntas não respondidas e mistérios não resolvidos (mesmo que os assaltantes e o “mentor” estejam presos).

Última atualização da matéria foi há 5 meses


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