Do lado de lá com Goethe
Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) foi um dos maiores escritores da literatura alemã e mundial. Nascido em Frankfurt, destacou-se como poeta, dramaturgo, romancista, cientista e estadista. Sua formação humanista e interesse por filosofia influenciaram profundamente sua obra. Seu romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774) tornou-se um marco do romantismo e símbolo do sentimentalismo da época. Goethe também se destacou no teatro com a tragédia “Fausto”, sua obra-prima, que desenvolveu por mais de 60 anos. Ocupou cargos políticos em Weimar, onde viveu a maior parte da vida. Além da literatura, dedicou-se à botânica, geologia e teoria das cores. Manteve amizade e diálogo intelectual com nomes como Schiller e Humboldt. Era fluente em várias línguas e fascinado por culturas estrangeiras, como a persa e a italiana. Sua viagem à Itália entre 1786 e 1788 influenciou fortemente sua estética. Combinou razão e emoção em sua visão de mundo, integrando ciência e arte. Faleceu em Weimar, aos 82 anos, deixando um legado que moldou o pensamento ocidental. Sua última palavra teria sido “Luz, mais luz!”. Sua produção intelectual influenciou profundamente o romantismo, o classicismo e o pensamento moderno. Goethe também contribuiu para a consolidação da língua alemã como veículo literário de prestígio. Seu trabalho inspirou músicos como Schubert, Beethoven e Berlioz, além de pensadores como Nietzsche e Freud. Até hoje, sua figura é reverenciada como símbolo do gênio criador universal.
12 frases marcantes de Johann Wolfgang von Goethe:
“Conhecer não é suficiente; é preciso aplicar. Querer não é suficiente; é preciso fazer.”
“A dúvida cresce com o saber.”
“O talento se forma na solidão; o caráter, no tumulto do mundo.”
“A correção faz muito, mas o encorajamento faz mais.”
“Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser.”
“A vida pertence aos vivos, e quem vive deve estar preparado para mudanças.”

“Pensar é fácil. Agir é difícil. Agir conforme o que se pensa é o mais difícil de tudo.”
“A beleza é uma manifestação de leis naturais secretas, que de outra forma estariam escondidas de nós para sempre.”
“A alma que vê a beleza às vezes pode andar sozinha.”
“O comportamento é um espelho no qual cada um mostra sua imagem.”
“Quem não vê nada além de si mesmo é cego.”
“Luz, mais luz!” (frase que teria dito antes de morrer)
Mensagem do Além
(Nunca feita em vida, mas sussurrada entre o som de uma pena tocando o papel e o último sopro de uma vela em Weimar.)
Se pudesse voltar à Terra por apenas um minuto, o que diria a um jovem escritor que duvida de sua própria voz?
“Diria que escrever é caminhar com o invisível — e que a dúvida é apenas o preço da lucidez. Que ele não tema o escuro entre as palavras, pois, é lá que mora o verdadeiro sentido. Que não escreva para os salões nem para os críticos: escreva para aquele que, um dia, encontrará seu livro numa estante empoeirada e sentirá algo que não saberá nomear. A alma se reconhece no que é dito com verdade. E mesmo quando o mundo dorme, a palavra desperta. A beleza exige coragem. E a eternidade… é apenas o eco daquilo que foi vivido com intensidade.”
Última atualização da matéria foi há 10 meses
Frederic Chaz assina a seção Vozes do Tempo e realiza conversações inusitadas no Panorama Mercantil. Estudioso do processo metafísico e mediúnico, ele conduz o leitor por trilhas sensoriais entre o visível e o invisível, investigando as frestas do tempo e da consciência. Seus textos ressoam como ecos de outras dimensões — ora sussurrando mistérios, ora lançando luz sobre o enigma humano. Em um portal dedicado à profundidade e à densidade informativa, sua escrita atua como um sismógrafo do espírito, captando vibrações sutis que escapam aos olhos apressados.



