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Uso de drogas global cresce alarmantes 18%

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Estudo divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Relatório Mundial sobre Drogas 2023, apontou que dados de 2021 forneceram uma estimativa global de pessoas que injetaram drogas subiu 18%, alcançando o número de em 13,2 milhões de pessoas. Além disso, o relatório divulgou que o número de pessoas que sofrem de transtornos associados ao uso de drogas subiu para 39,5 milhões, um aumento de 45% em 10 anos.

Conforme indicado no relatório do ano anterior, em 2020, aproximadamente 284 milhões de indivíduos, com idades entre 15 e 64 anos, utilizaram substâncias entorpecentes, representando um aumento de 26% em relação à década anterior. Notavelmente, houve um aumento no consumo de drogas entre os jovens, com taxas de uso excedendo aquelas observadas na geração anterior em muitos países. Na África e na América Latina, os indivíduos com menos de 35 anos constituíram a maioria dos pacientes em tratamento devido a problemas relacionados ao consumo de drogas.

Ainda de acordo com o relatório de abrangência global, estima-se que, em 2020, 11,2 milhões de pessoas em todo o mundo estavam envolvidas na prática de injetar drogas. Aproximadamente metade desse grupo de pessoas vivia com hepatite C, enquanto 1,4 milhões eram portadoras do vírus HIV, e 1,2 milhões enfrentavam a dupla carga de ambas as infecções.

Os dados alarmantes revelados no Relatório Mundial sobre Drogas 2023 do UNODC refletem uma tendência preocupante em relação ao consumo e ao uso de drogas em todo o mundo. O aumento de 18% no número de pessoas que injetam drogas, atingindo 13,2 milhões de indivíduos, é um indicador claro dos desafios que a comunidade global enfrenta em relação à saúde pública e à prevenção do uso de substâncias entorpecentes.

O relatório também apontou um aumento significativo de 45% no número de pessoas que sofrem de transtornos associados ao uso de drogas ao longo de uma década. Esses transtornos têm implicações profundas na vida das pessoas afetadas, impactando não apenas sua saúde física, mas também sua saúde mental, relacionamentos e qualidade de vida. É essencial que os governos e as organizações de saúde ao redor do mundo intensifiquem seus esforços na prevenção, tratamento e reabilitação desses indivíduos.

O aumento no consumo de drogas entre os jovens, especialmente em comparação com gerações anteriores, é motivo de grande preocupação. Essa tendência pode ser resultado de vários fatores, incluindo pressões sociais, disponibilidade mais fácil de substâncias entorpecentes e a falta de conscientização sobre os riscos associados ao uso de drogas. É crucial que sejam implementadas estratégias de prevenção direcionadas a esse grupo demográfico, incluindo programas de educação sobre drogas nas escolas e campanhas de conscientização.

A situação na África e na América Latina, onde os jovens representam a maioria dos pacientes em tratamento devido a problemas relacionados ao consumo de drogas, ressalta a necessidade de abordagens específicas para essas regiões. Questões socioeconômicas, falta de acesso a serviços de saúde adequados e desafios relacionados à segurança podem estar contribuindo para esse cenário.

Os números relacionados à prática de injetar drogas também são preocupantes, com 11,2 milhões de pessoas envolvidas nessa prática em 2020. A alta incidência de hepatite C e HIV entre esses indivíduos é um sinal de que a transmissão de doenças infecciosas está intimamente ligada ao uso de drogas injetáveis. Essa realidade exige uma abordagem multidisciplinar que inclua a distribuição de seringas limpas, programas de tratamento de dependência química e serviços de saúde acessíveis para todos.

Em resumo, os dados apresentados pelo UNODC em seu Relatório Mundial sobre Drogas 2023 destacam a necessidade urgente de ações coordenadas em nível global para enfrentar os desafios crescentes relacionados ao consumo de drogas. Essas ações devem abranger desde a prevenção e a conscientização até o tratamento e a reabilitação, além de esforços para abordar as raízes socioeconômicas do problema. A proteção da saúde e do bem-estar das pessoas é uma prioridade essencial, e a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para enfrentar esse problema complexo e multifacetado.

Última atualização da matéria foi há 3 meses


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