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A visão sionista do renomado Alexandre Chut

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Em uma reveladora entrevista exclusiva para o portal Panorama Mercantil, tivemos o privilégio de conversar com Alexandre Chut, um profissional notável que ostenta as credenciais de acupuntor, psicólogo, psicoterapeuta e ambientalista. Ele possui o título de doutor em Acupuntura pela respeitada World Federation of Chinese Medicine Societies (WFCMS) em Beijing, China. A abordagem polifacética de Chut proporcionou uma visão única sobre uma variedade de tópicos cruciais, desde as complexidades das relações internacionais, com foco especial nas dinâmicas entre Brasil, Israel e o Oriente Médio, até questões ambientais, inovações tecnológicas e desafios globais. A entrevista abrangeu temas significativos, incluindo a posição do Brasil no cenário internacional, a análise crítica da atuação da ONU, a valiosa contribuição de Israel em diversos campos, bem como a importância da cooperação global para enfrentar desafios contemporâneos, como a pandemia e a sustentabilidade. Chut compartilhou suas experiências e aprendizados, destacando a influência de Israel em suas práticas de plantio de árvores e reflorestamento, e como a abordagem israelense pode ser aplicada globalmente. Além disso, o entrevistado discutiu questões éticas em relação ao combate ao terrorismo, defendendo a necessidade de princípios éticos e ações em prol do bem comum para enfrentar desafios globais.

Alexandre, como brasileiro e sionista, como você enxerga o papel do Brasil no contexto das relações internacionais, especialmente em relação a Israel e ao Oriente Médio?

O Brasil precisa se colocar de forma neutra em relação ao conflito palestino-israelense, mas precisa ser contra o Hamas, contra a Jihad Islâmica e também contra o Hezbolla, pois, são grupos terroristas e não representam o povo palestino no sentido aspiracional de um Estado, de um lar nacional. O Hamas é um grupo genocida e não tem valores democráticos. O Brasil precisa saber exatamente os seus valores e não pode ficar neutro em relação ao Hamas.

E sua visão sobre a ONU?

Em relação a ONU, já no dia 8 de outubro, por direito, o Conselho de Segurança da ONU deveria ter votado para condenar o Hamas por crime de guerra, exigindo o retorno imediato de todos os reféns e ordenado o Catar que entregasse os líderes do Hamas ao Tribunal Penal Internacional dos Países Baixos (Holanda), onde seriam presos por crimes de guerra. Isso faria com que muitas pessoas em Gaza estivessem vivas hoje, e esta guerra já teria terminado muito antes. O Hamas é o grande responsável pelo sofrimento do povo palestino e pelas mortes em Gaza. Mas de Fato, a ONU fomenta o antissemitismo e continua lucrando com a miséria em Gaza.

Diante da sua experiência em promover melhorias globais na consciência psicológica, sustentabilidade e saúde, como você vê a contribuição de Israel nesses aspectos e que lições específicas você acredita que outros países podem aprender?

Israel investe muito em pesquisas, tecnologia e educação. Além dos avanços na agricultura, genética, atividades vinculadas a capacidade de solução de problemas globais respeitando a sustentabilidade e o ecossistema. Sabe da importância dos estudos e trocas de conhecimentos com outras instituições internacionais onde todos buscam novas descobertas para as áreas da saúde, nutrição, esportes, desenvolvimento sustentável, entre outros. As interações entre instituições acadêmicas de ponta, centenas de startups que se comunicam com as melhores empresas de cada país, que tem como objetivo a melhora no mundo e a requalificação de vida do ser humano. Israel tem em seu cotidiano, uma diversidade cultural que amplia as relações entre os mais diversos povos e comunidades religiosas. Essa interação é um exemplo de excelência e é utilizado nos cálculos para avaliar a qualidade de vida e a alegria de um país, que atualmente avalia a Felicidade Interna Bruta (FIB): os elementos básicos para calcular o FIB são um tanto quanto complicados de serem mensurados: saúde física, saúde mental, satisfação no trabalho, felicidade social, bem-estar político, bem-estar econômico e bem-estar ambiental. Vejo este ponto importantíssimo na contribuição de Israel para diversas comunidades internacionais.

Você mencionou que parte das suas práticas de plantio de árvores e reflorestamento foram aprendidas em Israel. Como a abordagem israelense influenciou suas ações ambientais e como você acredita que essa abordagem pode ser aplicada globalmente?

Há quase 80 anos há uma política de ampliar as áreas verdes em Israel. Antes eram pântanos e desertos, enquanto hoje, o país conseguiu modificar para melhor o clima, o índice pluviométrico aumentou e a umidade no ar também. Amenizou-se a temperatura de diversas regiões, através do massivo plantio de árvores. Todos os anos, Israel tem mais árvores plantadas e conservadas do que o ano anterior. É um exemplo ao mundo, onde não vemos nem desmatamento, muito menos utilização indevida da natureza. Além do Ministério do Meio Ambiente tem um Ministério de Áreas Verdes. Para mim, o segredo está na cooperação mútua, através dos famosos mutirões que se chamam “Guiussim”, onde todos se unem para fazer algo em comum por determinado tempo. Na década de 80 participei de diversos “Guiussim” e quando retornei ao Brasil realizava mutirões de plantios de árvores seguindo a abordagem israelense. Sempre obtive sucesso absoluto e efetividade nos plantios, e consegui criar florestas urbanas e rurais nestes últimos 40 anos. Em cada mutirão apareciam as mais distintas pessoas que foram convocadas via entrevistas e que participava, tanto em palestras quanto nas rádios, revistas, jornais e televisão. Apareciam de jovens a idosos, profissionais liberais, taxistas, pessoas que gostariam de homenagear seus parentes. Todos os voluntários plantavam comigo e assim conseguimos efetivar este sonho de plantar em centenas de regiões brasileiras. Foram centenas de novos maciços verdes com árvores plantadas. Com o passar dos anos, consegui incentivar novos líderes que seguiram o modelo de mutirão e assim ampliamos as áreas verdes tanto no Brasil quanto em muitos outros países.

Com grupos terroristas atuando e espalhados em diferentes partes do mundo, como você acredita que princípios éticos e ações em prol do Bem Comum podem ser restabelecidos globalmente?

É um desafio colossal. Reestabelecer princípios do Bem Comum deve ser a prioridade dos próximos governos no mundo. Onde a tolerância e o convívio com a diversidade seja um tema de orgulho para cada nação. Enquanto a pedagogia é de ensinar às pessoas que as ações para o Bem Comum são boas a todos e todos saem ganhando. Porém, existe um movimento exatamente ao contrário, fomentando o ódio através de mentiras e imposições da violência. Atualmente diversos políticos toleram as ações de grupos terroristas e a clareza moral nesses tempos difíceis desaparece. Com os estudos de Astrologia, sei que o mundo está e estará nesta divisão de valores éticos e morais nos próximos anos, e isso será um grande marco na história da humanidade. Poderia diferir, onde as bases de respeito se ampliariam, mas isso não está para acontecer caso a humanidade não enxergue o óbvio que o terror é intolerável e inconcebível.

Antes, de um prisma religioso, havia conceitos que fazer o bem garantia um lugar nos céus. Hoje, o contrário também ocorre quando observamos o incentivo de ações terroristas que propagam o ódio e a exclusão. E este movimento, por mais incoerente que seja e ilógico cresce em progressão geométrica.

Só após essa crise moral atingir uma massa crítica de consciência que iniciará uma busca coletiva entre países para reestabelecer os princípios éticos que foram por séculos batalhados. Hoje cresce um movimento mundial que se afasta da livre expressão cultural e diversidade em todos os seus vetores e nesta hora vemos a importância dos valores culturais em sua expressão de liberdade. Por quase doze anos, tive um professor egípcio (George Dimitri Nassan) que sempre dizia: “Nunca confie num homem de um livro só” ele me explicava que isso mudava tudo, em especial quando a política se baseia numa só linha de pensamento, e isso levaria o povo a desgraça, coibindo as diferentes expressões ideológicas, tendenciando a sistemas autoritários. De forma similar, escutei do meu sogro (Roberto Jaques Rosemberg) quando ele lembra uma frase bem clara de Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”, pois, se todos concordam, não há novas opiniões, não há discussões, não há diálogos, nem tem como administrar as divergências como é típico de uma democracia. Com certeza este sistema está ativo em diversos países do planeta. Quem sabe o que é uma democracia verdadeira consegue perceber onde há ou não autoritarismo. Digo, na hipótese remota de os terroristas exterminarem os judeus, o próximo passo será todas as culturas que não sejam do fundamentalismo islã e, infelizmente, quase não há países preparados para combater grupos terroristas. O mundo precisa ajudar Israel a acabar com o terrorismo.

Falando sobre a defesa de Israel, como você justifica a necessidade de o país se defender diante dos ataques constantes, especialmente considerando a ameaça representada por grupos como Hamas, Jihad Islâmica e Hezbollah?

A Defesa de Israel deve continuar, pois, se não houver defesa a vida não ficará possível na região. O mesmo ocorre em qualquer lugar do mundo. Quando permite e ainda fomenta o terrorismo, significa uma porta para voltarmos à idade das trevas. Os países devem se defender de grupos terroristas com estratégias internas e coletivas. Há uma necessidade de países se unirem contra grupos terroristas para que eles não criem núcleos ocultos em seus países. E o principal neste ano de 2024 é substituir os governantes de Gaza e Cisjordânia por pessoas palestinas que buscam a verdadeira reconstrução da dignidade palestina, nunca mais grupos terroristas como Jihad Islâmica, Hamas, Hezbollah e outros grupos terroristas similares cujos líderes enriquecem com doações mundiais e não querem abrir mão deste esquema ilícito. As mentiras devem ser cada vez mais descobertas e combatidas para que as ajudas humanitárias e financeiras possam ser destinadas únicas e exclusivamente ao povo palestino. A paz virá quando os grupos terroristas saírem do poder.

Em relação à convivência em Israel entre diferentes religiões e etnias, como você vê a situação atual e que aspectos específicos desse convívio podem ser um exemplo para outras regiões?

Israel tem pessoas de várias etnias, o convívio interno é um exemplo de inclusão de cores, raças, religiões, líderes mulheres, opções sexuais e, além disso, é uma Democracia Liberal. Como um Estado do Povo Judeu, Israel conseguiu provar ser uma boa democracia ao longo dos seus 76 anos. E para quem desconhece, Israel tem árabes muçulmanos, católicos, drusos nascidos no país, sendo muito bem-sucedidos em diversas áreas com representação significativa no Parlamento. São parte do povo.

Você mencionou a democracia em Israel. Como avalia a eficácia do sistema democrático israelense na promoção da coexistência pacífica entre diferentes grupos?

Visto que Israel tem uma Democracia sólida, isso significa que foi eficaz na tolerância. Óbvio que ainda tem muito a evoluir, mas muito foi feito como, por exemplo, aprovações de Leis que protegem a minoria, tanto mulheres, como judeus negros etíopes, gays, árabes, como outros há muitos anos. Todos que vão a Israel, seja por trabalho, turismo, lazer comentam a diversidade de pessoas convivendo juntos. Na minha opinião isso é fruto do sistema democrático e é um dos pontos magistrais do Estado de Israel.

Na sua visão, como o antissemitismo em universidades e a defesa de financiadores ocultos podem afetar o futuro e a liderança global?

Realmente Irã e o Catar são problemas, relacionados tanto a proliferação do antissemitismo e divulgação do ódio aos judeus, quanto do fomento ao terrorismo que além de Israel, já tem bases em centenas de cidades no mundo. É assustador os convênios secretos com governos e entidades coletivas. Escutar um governante ser a favor de ataques terroristas e não defender o direito a defesa, nem condenar assassinatos, estupros e outras violações, mostra como estes líderes são definitivamente comprados por um sistema que anda na sombra e se retroalimenta pelo ódio e destruição. E um dos maiores problemas está nos financiamentos de universidades, elas ficam muito expostas em relação a isso, trazendo pensamentos nefastos, intolerantes e radicais a novos líderes.

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Considerando o compartilhamento de conhecimento e inovações por Israel, como você vê o potencial de cooperação entre Israel e outros países para enfrentar desafios globais, especialmente no contexto da pandemia e sustentabilidade?

Israel tem um número expressivo de tecnologias sustentáveis, soluções em todas as áreas que atua. E cada contribuição de Israel no mundo é um alívio para quem busca melhorar a qualidade de vida. O principal que posso compartilhar aqui nesta entrevista é o espírito de colaboração e busca pela qualidade de Vida que Israel tem em todos as suas ações. Fazer do deserto um lugar fértil, de unir povos com tecnologia, de buscar soluções em pandemias são pequenos em relação à alta contribuição que Israel compartilha com o mundo. Todos os países com relações com Israel na área do comércio, da tecnologia, do saber, da cultura estão muito satisfeitos. Este é um dos exemplos que estou relatando agora. Quem se relaciona com Israel de forma saudável tem paz e mantém seus vínculos. Aproveito para elencar algumas das contribuições de Israel para o mundo:

Escaner de Câncer (1954); Primeiros Computadores (1955); Energia Solar (1955): Harry Zvi; Amniocentese (1956); Células de Sangue Produzidas em Laboratório (1963); Irrigação por Gotejamento (1965); Holograma Colorido (1966); Dessalinização (1967); Pesquisas Avançadas sobre Células (1970): Yonath foi premiada em 2009 com o Prêmio Nobel em Química; Desintoxicação do Sangue (1972); Aeronaves Drone (1973); Processadores de Computadores (1974): A importante Intel estabelece uma filial; Segurança de Computadores (1977); Tratamento da Leucemia (1981); Entendimento da Atividade Celular (1981): Em reconhecimento ao seu trabalho, a equipe recebeu em 2004 o Prêmio Nobel em Química; Uma Nova Forma de Matéria (1982): 2011 Prêmio Nobel de Química; “Linguagem” de Computador (1986); Progressos na Imunologia (1991); Impressora de Escritório (1993); Tratamento de Esclerose Múltipla (1996); Mensagens Instantâneas (1996); Dicionário para Computador (1997): Introdução do Babylon; Laboratório “Portátil” do Sono (1997); Pílula Câmera (1998); Tecnologia Avançada para Respiração Subaquática (2001); Sistema Pioneiro para Cirurgias de Coluna (2001); Detector de Terroristas (2002); Microcomputador (2003); Imagens de Tumores da Mama (2003); Tecidos Antibacterianos (2003); Técnica de Imagens de Tumores (2005); Água do Ar (2006); Tratamento para Parkinson (2006); Preservação das Abelhas (2007); Segurança de Aeroportos (2007); Estabilizador de Vítimas de Trauma (2007); Projetos de Energia Solar Históricos (2008); Monitor de Septicemia (2008); Batata Resistente (2008); Localizador de Bagagens (2009); Mão Artificial (2009); Purificação de Água (2010); Tratamento de Perda da Visão (2010); Ajudando Paraplégico a Andar (2011); Tratamento de Tumor de Mama (2011); Defesa com Mísseis (2011); Células-Tronco de Espécies Animais em Perigo de Extinção (2012); Tratamento da Diabetes (2012) e outras centenas de contribuições de 2012 a 2023.

Como você acredita que essa postura pode impactar as relações regionais e globais?

Só países que tem o antissemitismo como premissa política e que estão em parceria com blocos que fomentam o totalitarismo que criam divergências com Israel. Incansavelmente Israel irá se defender. São ataques diários que se não fossem os sistemas inteligentes de Segurança e Defesa já teriam afetado a maioria da população israelense. Israel estava na primeira semana de reintegração diplomática com a Arábia Saudita, e justo o Hamas invade Israel e extermina mais de 1500 pessoas. Estes esforços diplomáticos continuarão. Há muitos países árabes que já reconhecem a soberania do Estado israelense e tem suas relações comerciais e paz entre eles. Muitos países árabes condenam o terrorismo e a forma de utilizar a religião como instrumento bélico. A paz é um interesse maior, para uma vida melhor e haverá continuidade nas relações diplomáticas.

E sim, haverá paz na região!

Pelos meus cálculos, somente no fim do primeiro semestre de 2025, que Gaza inicia sua recuperação com uma renovação das lideranças palestinas que sustentam a condenação do terrorismo ou totalitarismo. Sem terroristas no comando ou na política, buscando um novo modelo de governança.

Gaza tem tudo para se dar bem e Israel tem interesse pela paz acima de tudo. Importante será reestabelecer a paz e cuidar do estado mental e emocional de ambos os lados. Sabemos que guerras influenciam diversas gerações. Sim, haverá soluções no meio de tantas divergências. O futuro poderá trazer memórias nos dois povos (israelenses e palestinos) que enfim convivem em paz e conseguiram eliminar o terrorismo da vida de ambos. Assim acredito e assim será!

Diante das alegações de que o contra-ataque de Israel ao Hamas resultou em milhares de mortes de crianças e mulheres, como você justifica a resposta militar adotada e de que maneira acredita que a situação poderia ser abordada para minimizar essas perdas civis?

Todas as mortes civis são lamentáveis. A culpa pelas mortes ocorridas em Gaza é do Hamas. Primeiro porque o Hamas que iniciou o conflito e ainda coloca todo arsenal bélico em áreas civis: como escolas, hospitais e áreas residenciais. Elas estariam vivas hoje se não tivesse tido o ataque de 7 de outubro. Israel faz muito para resguardar a vida dos cidadãos de Gaza, se não teria uma mortalidade muito maior. É uma guerra de largas proporções, infelizmente não é uma guerra simples ou pontual. Visto que além dos ataques de 7 de outubro, os misseis continuam sendo atirados contra Israel, todos os dias. Inclusive em áreas onde há população árabe que vive em paz em Israel.

Em Gaza, estão sendo reveladas áreas civis, como escolas e hospitais onde são verdadeiras bases militares e paramilitares. Israel tem se comunicado com a população palestina para que assim possam desmantelar as bases terroristas construídas pelo Hamas. Outro exemplo importantíssimo neste período que mostra o Hamas abrindo fogo contra a multidão de civis palestinos na distribuição de ajuda humanitária. Vários casos semelhantes estão surgindo em meio a relatos de que o Hamas desvia para si e para vender toda a ajuda humanitária que entra. Já há grandes revoltas em Gaza dos palestinos contra o Hamas. Há um cuidado constante do Exército de Israel para evitar erros nesse momento, cada ação e local tem sido, diariamente, relatado por vídeos e falas da própria população palestina para quem quiser obter as verdades de fato.

Tudo tem que ser feito de acordo com a Lei Internacional e todos esperamos que Israel continue cumprindo com essas diretrizes. É importante lembrar que na Síria foram mortos mais de 500 mil muçulmanos, enquanto no Iêmen 380 mil, mais de 240 mil no Afeganistão, 300 mil no Iraque e no Sudão mais de 500 mil. E não há protestos em massa nas capitais europeias. Não há condenações da ONU, nem exigências de cessar-fogo. Um outro tema interessante para reflexão e que se repete no jogo de palavras do que é publicado e mostrado que destoam da realidade, por exemplo: na Intifada, onde mais de 1000 israelenses foram brutalmente assassinados, a maioria deles eram civis.

Uso frequente de ataques suicidas contra civis, mais de 20.000 ataques terroristas contra israelenses. Outro exemplo é a expressão do genocídio palestino visto que de 1967 a 2023 a população aumentou em dois milhões de palestinos. Para ser bem claro: em 1967 havia 394 mil palestinos, em 1990 mais que o dobro: 776 mil. Já em 2014 um milhão e setecentos mil (1.700.000) e, nos dias de hoje 2023 já ultrapassa o número de dois milhões e trezentos mil palestinos na região (2.300.000) No fundo, estas acusações de repetir práticas nazistas (genocídio) é uma das formas de fomentar o antissemitismo. Desde a fundação de Israel, aprovada pela ONU, a população palestina praticamente quadruplicou.

Finalmente, em relação ao sionismo, como você explicaria a distinção entre o legítimo direito de um povo ter sua própria nação e as críticas que associam o sionismo à colonização ou fascismo?

O sionismo é exatamente o contrário de fascismo e de colonização, que foi o que resultou na fuga dos judeus da Europa e de vários outros lugares do Oriente Médio para fundar assim um país próprio que receba e acolha. O sionismo é o nome do movimento internacional de autodeterminação do povo judeu que resultou na formação do Estado de Israel. Enquanto falam falácias, Israel não é e, nunca foi um país colonial. Nunca foi a Nigéria ou Uganda para criar colônias. Israel criou o seu Estado nas suas fronteiras que são regiões bíblicas e históricas muito menos invadir o país vizinho para se apropriar das riquezas minerais como é o caso da Venezuela. Obviamente fascismo é o contrário do que o governo de Israel perpetua, não importa se é de direita ou de esquerda. Não há nenhum indício que Israel tenha um governo fascista. Isso nunca teve. Um ótimo exemplo está nas documentações de fundação do Estado de Israel: “Nos estendemos nossa mão para todos estados vizinhos, e seus povos, em uma oferta de paz e boa vizinhança”. Enquanto do lado terrorista em seus estatutos o Hamas diz: “O dia do Julgamento não virá até que os mulçumanos combatam os judeus (matando-os), quando os judeus se esconderão atrás das pedras e árvores. As pedras e árvores dirão aos muçulmanos, tem um judeu atrás de mim, venha e o mate”.

Acredito que o maior tema de Israel nesses anos, é a propaganda antissemita que tem se espalhado. Um povo que se mantém aberto a ajudar todos os povos que passam por catástrofes como terremotos, ciclones. A prática de ajudar de forma voluntária outros países através da tecnologia e trabalho de equipe focado em resgatar vidas é um dos exemplos das ações humanitárias e é bem diferente das propagandas negativas que fazem e vão se proliferando. Para complementar, se pegarmos a palavra sionismo em hebraico “Tzión” e utilizarmos a primeira letra da palavra indica fazer a caridade e as boas ações de forma justa. A letra Tzadik tem esta mensagem. E assim podemos exemplificar o que significa estender nossa mão ofertando paz e boa vizinhança. O sionismo simplesmente defende o legítimo direito de um povo ter sua própria nação. Agradeço as perguntas, continuarei minha vida dedicando às práticas da saúde, da sustentabilidade e ao Bem Comum. Tudo de bom!

Última atualização da matéria foi há 2 meses


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