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Empresária Simone Salgado vence nos EUA

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Simone Salgado é empresária de negócios internacionais, coach, mentora, autora de quatro livros publicados sobre Gestão de Negócios e um best-seller. Há 20 anos imigrou para os Estados Unidos, onde deu início a uma carreira e em sua jornada no empreendedorismo. Ao longo desses anos de muito aprofundamento, conhecimento e especialização, fundou cinco empresas que, juntas, hoje formam uma holding internacional, o S. Group Investiments. Como fundadora e CEO do Grupo, coordena e gerencia os recursos e operações gerais dessas empresas de diferentes ramos de atividades: alimentício, educação, eventos, finanças e varejo. Sua experiência no mercado americano possibilitou grandes conquistas e, consequentemente, a expansão dos negócios. Por isso hoje, além de atuar na linha de frente de cada um deles, também ajuda pessoas que buscam empreender e prosperar nos EUA. “A minha primeira imersão foi em inteligência emocional para autoconhecimento e fortalecimento das minhas emoções, ajustei vários comportamentos, ajustei a minha linguagem, ajustei o meu estilo de vida. Primeiro tive que olhar pra dentro, para depois começar a fazer coisas externas. E estudar. Como a minha mãe diz, conhecimento não ocupa espaço e cada vez que aprendo um pouco mais sobre finanças, ou sobre desenvolvimento humano, eu só quero agregar valor àquilo que eu sei que posso agregar”, afirma a empresária.

Simone, que desafios você enfrentou como imigrante nos Estados Unidos antes de se tornar uma empreendedora de sucesso?

Vários desafios. Eu era uma mulher latina, com vinte e um anos de idade, sem falar o inglês. Enfrentei todo tipo de preconceito, rejeição, muito assédio… assédio moral, assédio sexual, xenofobia, mas realmente acredito que sempre tive uma tendência de olhar as coisas para o lado mais positivo e não levar as coisas muito para o lado pessoal ou coração. Sempre entendi que o comportamento do outro é um problema dele, não é? E como eu reajo, é problema meu, então foram os desafios que todo imigrante tem. Principalmente a adaptação a uma nova cultura, a um povo diferente, a uma comida diferente, a um jeito de se comunicar diferente, um jeito de se comportar diferente. O americano é bem mais reservado do que os brasileiros e foi um desafio a adaptação e muito mais difícil foi superar o preconceito. Para mim, eu via como desafios e não como um sofrimento. Acho que faz parte da jornada quando você propõe a viver em um novo país.

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Como você utilizou o empreendedorismo para transformar sua vida e a de outros imigrantes na cidade da Filadélfia?

Nossa, acho que é um sentimento de pertencimento, de comunidade. Ter o sentimento de unir as pessoas é muito gratificante. Ter empreendido, trazendo desde a Made In Brasil o sabor brasileiro de volta, o acesso as coisas simples, como um guaraná, biscoito de polvilho, trazia as novelas ainda em fita cassete para as pessoas poderem assistir, as revistas brasileiras, os DVDs, os CDs. Trazer os shows pra mim, foi uma questão de unir a comunidade, de fazer as pessoas pertencerem, trazer o prazer, o orgulho de ser brasileiro com todos os desafios que o imigrante enfrenta no dia a dia, principalmente os que não estão documentados, os que não falam inglês, os que talvez não tenham um trabalho fácil, porque a grande maioria de nós imigrantes trabalhamos quando chegamos aqui em trabalhos braçais muito pesados. Acho que empreender foi para trazer união e pertencimento.

Qual foi o impacto da crise econômica dos Estados Unidos em 2008 na sua empresa, Made in Brazil, e como você superou essa queda financeira?

Para mim o impacto foi tremendo. Junto com a bolha de dois mil e oito, houve uma emigração muito forte porque naquela época o governo estava com uma ação muito forte contra os imigrantes. Vários brasileiros voltaram para o Brasil. Na verdade, foram vários fatores além da minha empresa estar enfrentando problemas principalmente na gestão. Tive que vender meus negócios, fechar, mudar de cidade e foi um período bastante difícil na minha vida.

Por que você decidiu reconstruir a empresa Made in Brazil anos depois da falência?

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Por vários motivos. A Made Brasil pra mim é uma coisa que eu tenho como um filho. Amo trabalhar com o ramo financeiro, trabalhar com o comércio, produtos, serviços brasileiros. Domino essa parte com o máximo de segurança. Segundo, queria que os meus filhos pudessem realmente andar de cabeça erguida na cidade onde nasceram e trazer de novo, para a comunidade em si, o quanto é possível você se reerguer. Nós brasileiros temos uma síndrome de vira-lata muito grande e quando algo dá errado a gente tende a se esconder. Acredito que a minha volta foi por mim, pelos meus filhos, mas também por toda uma comunidade e graças à Deus, olho para o grupo e acho que estamos conseguindo fazer isso de uma maneira com bastante bravura.

Quais foram os principais conhecimentos e certificações que você adquiriu ao se especializar em Business, Aconselhamento, Coaching, Comunicação e Finanças?

Ampliei a minha percepção. A minha primeira imersão foi em inteligência emocional para autoconhecimento e fortalecimento das minhas emoções. Ajustei vários comportamentos, ajustei a minha linguagem, ajustei o meu estilo de vida. Primeiro tive que olhar pra dentro, para depois começar a fazer coisas externas. E estudar. Como a minha mãe diz, conhecimento não ocupa espaço e cada vez que eu aprendo um pouco mais sobre finanças, ou sobre desenvolvimento humano, eu só quero agregar valor àquilo que eu sei que posso agregar. Como sempre digo, a prosperidade de um, pode ser a prosperidade de todos. Esse é o caminho.

Como você trabalha para atender e melhorar a vida dos brasileiros na América através das empresas do S.Group Investments?

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A nossa busca é de excelência o tempo todo, portanto, por empresa a gente pode entender que o atendimento delas todas é gentil e respeitoso. Os valores do grupo de honestidade, de limpeza, de qualidade no atendimento, qualidade de produtos, são sempre reforçados em todas as empresas. O jumbo traz para comunidade uma facilidade. A facilidade de estar perto de produtos brasileiros com a qualidade muito alta, com atendimento muito bom. A Made In Brasil, o Mookey, todos replicam isso. O Instituto Simone Salgado leva essa educação, mas se posso destacar o principal quesito, colocaria a qualidade em trazer os produtos brasileiros para cá. Sempre atendendo com o máximo de gentileza.

Quais são os principais valores e propósitos que você busca transmitir através da S.Group Investments e como esses valores a ajudaram a prosperar na vida e nos negócios?

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Acho que o valor de comunidade, pertencimento e capacidade de realização é muito intrínseco em tudo aquilo que a gente faz, mas os valores de honestidade, produtos de qualidade, atendimento de excelência, limpeza E gentileza são determinantes em nosso dia a dia. Estamos conseguindo fazer cada dia mais e transmitir para os nossos colaboradores o nosso jeito de ser e a nossa cultura. Essa cultura está sendo reverberada em toda uma comunidade.

Como surgiu a ideia de criar a fintech Monkey Money e como ela facilita as remessas financeiras entre Estados Unidos e Brasil?

A fintech surgiu do desejo de atender a essa comunidade de língua portuguesa de uma maneira mais digna. E transações financeiras são muito delicadas. Muitas pessoas acabam perdendo dinheiro ou tendo muitos problemas com serviços financeiros nos Estados Unidos por não falarem a língua. Esse foi o nosso ponto de partida. Atender as comunidades imigrantes brasileiras mundo afora começando pelos Estados Unidos com atendimento de costumes e serviços em língua portuguesa. O Mookey facilita porque ele recebe contas. Ele faz a troca de cheques. Principalmente para as pessoas que trabalham na área da limpeza, que é grande maioria da comunidade brasileira e que faz as suas remessas financeiras também mandando dinheiro para as contas no Brasil. No segundo semestre de 2023 estaremos chegando com uma plataforma bancária completa oferecendo contas bancárias, cheque, poupança, conta-corrente e transações.

Qual é o papel da informação e da educação financeira para o imigrante no trabalho da Monkey Money e como a startup oferece uma operação bancária completa?

Hoje temos o guia Mookey que passa todas as informações iniciais para aqueles que não possuem a língua inglesa com dominância e pretendem fazer empreendedorismo com uma atitude mais profissional para a comunidade, ajudando a economia girar ainda mais. Temos a ideia de implantar alguns cursos sobre o sistema financeiro internacional.

Por que você decidiu abrir uma filial da Monkey Money na região do Vale do Aço, em Minas Gerais, além de expandir sua atuação para Portugal?

O nosso modelo de negócio no Brasil é voltado para além da educação financeira, servindo para guiar as pessoas com o objetivo de centralização dos comércios, algo que facilita a vida de todo comerciante. Ele tem uma estrutura de marketing place para conectar o comércio local e fazer com que as pessoas comprem mais localmente. A nossa missão é educar o comerciante no sentido de atendimento ao cliente, dos valores básicos que a gente usa o S. Group que funciona muito bem na capacitação dos seus funcionários para que todos possam vender mais e gerar mais negócios. Estamos buscando replicar o modelo que funcionou no comércio local. Assim também como dentro das associações comerciais. Para Portugal, na verdade, é como eu sempre falo, o Mookey deseja ir para todos os países que os brasileiros estão, então em Portugal não seria diferente.

Quais são os planos futuros da S.Group Investments e como você pretende continuar sendo uma agente transformadora na vida das pessoas, especialmente no contexto de negócios em língua portuguesa?

Realmente espero ter saúde e sabedoria para ir me ajustando e me adaptando às necessidades das comunidades, porque são países diferentes, têm contextos diferentes e necessidades diferentes. Então a minha busca de autoconhecimento e desenvolvimento constante não é somente para mim como CEO do grupo e fundadora das empresas, mas para ser replicado nos nossos agentes que são o foco direto e para os nossos colaboradores e depois para as pessoas que usufruem desses serviços. Acho que a busca de evolução e crescimento é constante e vai acompanhar o mercado dentro das necessidades que forem aparecendo e que temos capacidade de contribuir.

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Última atualização da matéria foi há 1 ano


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