Os planos audaciosos da emergente Quero Delivery

Miguel Neto

Do agreste e interior nordestino para todos os cantos do Brasil. Com um DNA regional e uma veia colaborativa forte, a Quero, que atua no interior do país, nasceu para ser mais que um delivery de entregas. Atua em mais duas frentes de negócios: logística e empréstimos. Fundada em 2018, pelos sergipanos Miguel Neto e Danilo Souza, foi na pandemia que os empreendedores viram o negócio crescer e ganhar popularidade na região nordeste do país. Em 2020, foram mais de 1.2 milhão de pedidos/mês, um crescimento na ordem de 400% na receita e faturaram R$13 milhões. Até o final de 2021, a expectativa era de faturar cerca de R$20 milhões. O objetivo é também impactar cerca de 20 mil empreendimentos (pequenos negócios). O volume médio de pedidos na plataforma é de 1,1 milhão por mês (dado do ano passado, até setembro). Em 2020, fecharam o ano com 900 mil pedidos. A Quero dobrou o volume transacionado no primeiro semestre de 2021, comparado ao mesmo período do ano anterior. A operação que nasceu na cidade de Lagarto/Sergipe e, atualmente, a empresa tem cerca de 1 milhão de usuários cadastrados e mais de 15 mil parceiros. Já estão presentes em 180 cidades em 14 estados Estados (AL, BA, CE, GO, MA, PB, PA, PE, PI, PR, RN, SE, SP e RS). Em São Paulo, o app está presente nas cidades de Itanhaém, Mococa, Leme, Pirassununga, Guaratinguetá, Itapevi, Louveira, Vinhedo, Lorena e Salto de Pirapora.

Miguel, o que a Quero Delivery representa para você?

O propósito que move este negócio: o poder de transformação que a solução tem para as mais diversas realidades enfrentadas pelos micros e pequenos empreendedores no país. Dentre elas, a falta de capital para fluxo de caixa, dificuldade de acesso a serviços financeiros ou mesmo gestão e divulgação do negócio. Além disso, poder gerar demanda tanto para os estabelecimentos quanto para os entregadores.

Em que momento você sentiu que ideia do seu empreendimento tinha vingado?

Quando começamos a ganhar clientela, clientes que indicavam outros clientes e chegada de parceiros estratégicos e importantes na liberação de crédito como BTG e Gyra Mais.

Quais os principais pilares da Quero Delivery?

Mais que um app de delivery, a empresa tem uma veia colaborativa regional muito forte, por isso, desde o seu surgimento, sempre valorizou e contribuiu para o crescimento de estabelecimentos locais. A Quero existe para fazer com que as pessoas aproveitem a vida, terem mais praticidade e comodidade para os usuários e estabelecimentos parceiros, gerando demanda tanto para os estabelecimentos quanto para os entregadores.

Vamos além de um simples app de entrega, apesar de sermos considerado o maior app do nordeste. Trabalhamos em duas frentes: marketplace, ou seja, faz a intermediação do negócio do parceiro por meio da plataforma. A empresa usa toda a estrutura tecnologia da Quero para vender, porém, a entrega é feita por eles, a responsabilidade da entrega para o consumidor, é deles, por quem opta essa modalidade. A outra é a full service, o cliente também usa a plataforma para concentrar os pedidos, e a entrega fica por conta da Quero, os entregadores são nossos. No primeiro caso, a vantagem para a empresa é que ela não precisa ter uma estrutura robusta e tecnológica para vender. No segundo caso, ela não precisa terceirizar serviços de entrega/delivery.

Fale um pouco sobre a simbiose entre os usuários e os parceiros que dão uma grande sustentação ao seu negócio.

Sem eles, a Quero não existiria. É para eles que trabalhamos todos os dias, que pensamos as melhores estratégias. Com o lema: “aproveite a vida, o resto entrego para você”, a Quero investe em diversas iniciativas para nossos parceiros e usuário final, de fato, possam aproveitar o tempo com o que realmente importa, uma delas é a atualização constante em seu app para que a experiência se torne ainda mais completa possível.

A pandemia foi um divisor de águas para a Quero Delivery?

Sim, foi na pandemia que o negócio ganhou mais popularidade na região nordeste do país. Em 2020, foram mais de 1.2 milhão de pedidos/mês, um crescimento na ordem de 400% na receita. A expectativa é crescer ainda mais, pois, o comportamento de consumo favoreceu ainda mais esse modelo de delivery.

Por que a ideia de explorar o interior do país?

Nas grandes capitais já existem grandes players que dominam este mercado. Nas cidades do interior, além de serem pouco ou mal assistidas pelos apps de entrega, ainda existe muita limitação. Isso nos faz colecionar até mesmo cases de sucesso, pois, ao prestar tanta atenção aos estabelecimentos regionais, oferecemos todo um suporte que aumenta o faturamento e contribui para que eles cresçam junto com a quero. Vimos aí uma boa entrada para oferecer nossa solução de logística e empréstimos.

Quais os grandes desafios desse mercado altamente competitivo?

Não diria desafio, mas oportunidade. Preço/taxa e relacionamento com o cliente são diferenciais competitivos que apostamos. Temos um grande aliado a nosso favor, que é a mudança de comportamento e hábitos de consumo por meio de plataformas digitais e, que sem dúvida alguma, favoreceram ainda mais esse modelo, porém, entregamos muito mais que uma solução de delivery.

Como a inovação tem moldado a Quero Delivery?

Uma delas é apostar em outros serviços. Estamos com verticais que nos diferenciam dos concorrentes. Iniciativas como produtos financeiros como a parceria com o banco BTG, em que já distribuímos mais de R$2 milhões em crédito para nossos parceiros, além de oferecer uma plataforma de logística, que é, sem dúvida, inovação para o interior, dentre outras iniciativas.

Qual o maior diferencial competitivo do serviço?

Preço/taxa e relacionamento com o cliente.

O que vislumbra para o futuro da Quero?

Somos o maior app do interior em cidades do nordeste. A meta, a longo prazo, é ser o maior do país (capitais).

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