O mercado musical pela ótica da jovem Dani Faria

Dani Faria

Sócia da K2L Agenciamento Artístico, Dani Faria ganhou destaque no mercado da música com a criação do selo Urban Pop, que tem a missão de elevar a música urbana no cenário musical. Começou a carreira no segmento com apenas 20 anos, ainda como estagiária da K2L. Seis anos depois de muito trabalho e dedicação, assumiu parte da sociedade e virou presidente do novo braço musical da empresa. Na K2L, atua no gerenciamento da carreira de Kevin O Chris e é sócia empresária da cantora Tília, a artista promessa da empresa. Executa toda a parte de marketing dos artistas, além de estar à frente da organização de lançamentos e das formas de investimentos. Dani também é a responsável por fechar o agenciamento da banda 3030, um dos grandes nomes da K2L. A empresária ainda fez parte do gerenciamento da carreira de grandes artistas que já passaram pela K2L, como Lexa, Valesca Popozuda, Rebecca e MC TH. Com o lançamento do selo Urban Pop, a empresária busca profissionalizar e impulsionar artistas da cena urbana de forma independente. O selo chega pautado em valores como transparência, profissionalismo, foco em resultados, comprometimento, ética e flexibilidade. A empresa faz a ponte entre estúdios e outros artistas, auxiliando e direcionando a construção de imagem artística, repertório, marketing e imprensa. O casting do selo conta com o trio de rap 3030, a banda Fuze, e os artistas: Tília, Bruno Chelles, LK, PTK, Vinck, Anchietx e os subselos Peneira Musical e VIEX.

Dani, quais os maiores desafios que o mercado da música está trazendo para um empresário atualmente?

São vários né? Os desafios são a alma do nosso negócio! [Risos]. Novas plataformas de comunicação que nos fazem aprender novas formas de comunicar a música pro público e as misturas de ritmos musicais que formam novas prateleiras são os desafios básicos do nosso trabalho! E agora tudo isso somado às NFTs e o mundo virtual se misturando cada vez mais com a realidade, com certeza tá fazendo muito empresário começar a estudar e tirando vários da zona de conforto!

Como você tem se saído até o momento em sua avaliação?

A forma como acredito e enxergo a música urbana hoje de fato faz o meu trabalho ser um diferencial. Poder trazer profissionalismo e informação pros meus artistas me faz ter certeza de que estou no caminho certo e o resultado sempre vem, mesmo sendo mulher, extremamente nova em um cargo de tanta responsabilidade!

Você tem um foco muito grande na chamada música urbana. Por que esses estilos que vão do Trap ao R&B mexem tanto com você?

São estilos musicais que quanto mais destaques eles tiverem, mais inspiração eles vão trazer pra galera mais nova e mais voz eles terão na mídia. Os artistas que fazem parte da música urbana têm muito a dizer! E são extremamente talentosos! E claro, tenho uma paixão pessoal por esses estilos musicais!

Quais os pilares que unem esses gêneros musicais em sua visão?

Um gênero musical foi influenciado por outro musicalmente falando e há décadas traziam muito forte as questões sociais e a vivência dos artistas que vinham na sua maioria da periferia, nas suas composições! Com o tempo isso foi sendo adaptado principalmente com a força da mídia e dos formadores de opinião! Hoje enxergo que o discurso e o lifestyle unem muito a música urbana!

A criação do selo Urban Pop está moldada nesses pilares que você considera como fundamentais?

Também, mas não só nisso. Grande parte (se não todas) das pessoas que trabalham no selo vivem esse lifestyle e tem o discurso que os artistas da música urbana vivem! Somamos isso a profissionais qualificados, organizados e com sede de fazer acontecer!

Por que a independência deve ser fundamental para esses artistas que são tão atuantes nessa cena?

O termo “independente” veio da possibilidade do artista não estar atrelado as grandes majors e poder ele mesmo distribuir suas músicas e ter um percentual dos seus rendimentos do digital maior. Não existe melhor ou pior, existe o que é bom para aquele artista no momento que está a carreira dele. As majors olham artistas que estão em crescimento ou que já são grandes e o artista alcança esse momento na maioria dos casos sendo independente.

Fale um pouco mais sobre essa filosofia.

A questão é que de um jeito ou de outro é importantíssimo eles terem um background, uma estrutura de equipe pra ajudar a fazer acontecer sem que isso impacte tanto nos rendimentos deles! E essa é exatamente a nossa filosofia!

Como funciona a operação da Urban, na prática?

Hoje temos uma equipe de 10 pessoas e funciona como uma engrenagem que abrange as áreas mais importantes para um lançamento ser bem-feito. Temos uma pessoa de marketing cuidando do planejamento daquele lançamento linkando com a pessoa que cuida do cronograma de postagens que criamos, o nosso designer e a nossa assessoria de imprensa, uma pessoa olhando só para as plataformas de streaming, analisando as métricas e otimizando o perfil dos artistas nos players, uma pessoa só de YouTube otimizando o canal e cuidando das campanhas, um artístico que busca feats, estúdios e projetos, uma pessoa que cuida de todas as negociações de royalties, fonograma, parte burocrática da música que fala diretamente com o nosso time de advogados e um financeiro.

Quantos artistas estão compondo o casting do selo atualmente?

Artistas que são assinados diretamente no selo são 11 e temos dois subselos. Que embaixo deles têm vários outros artistas.

Em todos esses anos de sua carreira, você sempre geriu pessoas. Esse é o seu ideal como profissional?

Ninguém faz nada sozinho! Enxergo que o mínimo que deve ser feito é passar todo o conhecimento e experiência para outras pessoas. Só assim conseguiremos alcançar objetivos maiores, não só como empresa, mas como contribuição pro mercado da música de uma forma geral! Me encontrei com a minha equipe, podendo ter um time, ensinando, dividindo responsabilidades e aprendendo muito também!

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