Uma conversa com o psicólogo Alexandre Chut

Alexandre Chut

Alexandre Chut é astrólogo, doutor em Acupuntura pela World Federation of Chinese Medicine Societies na China, homeopata, psicólogo, pós-graduado em: biossíntese (Suíça), biodinâmica (França), política e estratégia (USP); Pós-graduando em Constelação Familiar na Hellinger Schulle (Brasil-Alemanha); Ambientalista. Preserva há mais de 29 anos duas Reservas Ecológicas na Serra da Mantiqueira em Minas Gerais. “O estudo da Astrologia deve focar em conscientizar a realidade interna e externa de quem a procura. A Astrologia é um estudo muito técnico que leva em conta a precisão de cálculos de graus e ciclos planetários. Com o estudo dos trânsitos astrológicos fica mais fácil identificar e fazer foco nas reais prioridades da pessoa. Nesses estudos e análises são reconhecidas as tendências de comportamentos e como equilibrá-las e assim descobrir novas formas de desenvolver novas competências. A aprendizagem na Astrologia é mais efetiva quando ocorre de dentro para fora, por isso a importância de um estudo personalizado do mapa astrológico. A Astrologia mostra através do posicionamento dos astros, ciclos planetários e eclipses, por exemplo, as crises que se instauraram de 2020 para frente. São mudanças de paradigmas que ficarão mais evidentes a partir de 2023. Foram vários ciclos que ocorreram neste intervalo de tempo”, afirma o psicólogo.

Doutor, como o seu caminho foi trilhado para a psicologia?

Optei por psicologia, mesmo tendo interesse em outras áreas como sociologia, medicina, história. Vi que poderia ser útil estudar mais o ser humano em sua complexidade e sentia como se este fosse o caminho para descobrir. À medida que mergulhava nos estudos via que estava no lugar certo e, a cada matéria vinculada à mente, emoções e suas manifestações me aprofundava mais. Ao mesmo tempo, a psicologia para mim não se limitou ao que aprendia na Universidade, vi vários campos abertos para serem trilhados. Segui com diversas pós-graduações no Brasil e no Exterior. Tive a oportunidade de aprender e conviver com excelentes professores e ter grandes encontros. Cada profissional ampliou meu conhecimento e me atualizou para que eu percebesse o funcionamento do inconsciente como algo palpável e dessa forma poder assim auxiliar quem quer ser beneficiado pela psicologia.

Em que momento o seu interesse por outros ramos (como a Astrologia) foi aglutinado ao seu trabalho como psicólogo?

O conceito amplo foi detectando novos limites e novos campos do conhecimento. Este interesse foi paralelo aos estudos ainda na faculdade. Em especial a Medicina Tradicional Chinesa, Astrologia, a visão Sistêmica e ainda a Sustentabilidade entraram no ‘pacote`. No início havia a pressão de profissionais contrários, os que não apoiavam estes estudos ancestrais junto à psicologia. Com o passar do tempo, me aprofundei nas técnicas e vi a precisão de ambas, desde a matemática celeste, como chamo a Astrologia e, fenomenologicamente, a natureza se manifestando no micro cosmos que é nosso corpo e nossa mente. Sou eternamente grato por todos os estudos, professores, vivências ao longo destas décadas. Sei que tenho muito a estudar e aprender, mas faria o mesmo percurso novamente. Desde então, sinto a necessidade de estar disponível para quem quer olhar para dentro de si, ter esse compromisso do autoconhecimento e, de alguma forma, trabalho para ajudar a empoderar cada pessoa na sua jornada e mudar assim, seu destino. Honro o conteúdo riquíssimo que recebi dos mestres e professores e me esforço para transmitir com a mesma qualidade aos clientes e alunos.

O que a pandemia traz de benéfico para a humanidade?

Ainda estamos vivendo um período pandêmico, isolados, com perdas de parentes e amigos que tanto amamos. Ainda nos recobre essa sensação de impotência frente ao vírus invisível de origem obtusa. Ao mesmo tempo, nesta epopeia, já podemos perceber os benefícios para a humanidade que esse combate coletivo para a sobrevivência nos trouxe. Iniciou-se uma crise sem precedentes na humanidade. Com a consciência da população frente ao perigo mortal do vírus da Covid-19, instalou-se um estresse generalizado em todas as áreas já identificadas. A quantidade de enfermos, óbitos e a intensidade com que a pandemia se espalhava implementou um caos interno na grande maioria da população mundial. A capacidade adaptativa que ia mudando a cada semana tanto na área médica, política e nas próprias residências. Acompanhamos divisões de ideologias e posturas em diversos setores governamentais e científicas e a situação de luto fez com que a humanidade chegasse a um nível de estresse absurdo. Ao mesmo tempo, foram tomadas decisões, posturas e reações por parte de grupos espalhados pelo planeta frente ao combate à Covid-19, buscando formas de se preservar e não contaminar aos demais.

Alguns países lideraram, outros seguiram. Digo isto em todos os setores, desde científico, buscando como proceder, à chegada das vacinas no final de 2020, o lockdown que foi implementado em diversos locais. A humanidade aprendendo a viver com o vírus, sobrevivendo no seu limite. Cada indivíduo no seu limite de reação frente à ameaça da própria morte ou de parentes. Aí que entra o início dos benefícios, onde começamos a obter resultados positivos com as atitudes coletivas. Todos os pensamentos e comentários passavam por vários tipos de especialistas, cientistas e, em contrapartida, os negacionistas e pessoas incrédulas. Mas com o passar dos meses, a grande maioria da população mundial já sabia como se proteger e continua tomando atitudes coletivamente saudáveis.

Como chegou a essa conclusão? Por favor explique mais a respeito.

A conclusão veio com a observação dos fatos. O mais interessante foi perceber que não era suficiente estar bem e tranquilo para se sentir protegido como antes da pandemia. O poder econômico e político foram colocados à prova para quem, infelizmente, foi contaminado. Para quem acreditava que onde houvesse uma espécie de isolamento social isso já resolveria. Começaram a perceber o óbvio, onde todos interagem, onde todos têm a mesma chance de contrair a enfermidade, mesmo com divisões de saberes ou de finanças. E que os devidos cuidados de contato, máscara, limpeza de mãos, ambientes arejados e o isolamento eram necessários. As resoluções vieram inicialmente parte por imposição de alguns governos, ao mesmo tempo, em que as pessoas se identificavam com decisões de determinados locais, acreditando que estes procedimentos ajudariam a sobreviver. Hábitos são difíceis de serem alterados e estas restrições e imposições temporais tiveram a sua importância para o vírus não se disseminar.

Acredito que os benefícios aparecerão em 2023, quando o lockdown não será tão imperativo e necessário. Haverá uma sensação de alívio, mas diferente de uma guerra onde os acordos foram feitos por dirigentes políticos, haverá um consenso global de forma inconsciente sobre a importância da união por um bem-estar comum. Um verdadeiro mutirão em prol da vida. Uma sensação de ter participado de um movimento coletivo para salvar a si mesmo, aos familiares e com certeza à economia que também buscará alternativas coletivas para se manter e sustentar aos que trabalham. De alguma forma, ao longo dos tempos, vejo a pandemia como um mecanismo de união da humanidade para evitar mais mortes e tristezas. O ser humano poderia ficar parado se lamentando e paralisado, mas isto não ocorreu. Houve buscas, incentivos e esforços para vencer o vírus. Crescemos tecnicamente, cientificamente, coletivamente. Isto é o que devemos observar como uma ação muito importante.

Perdi amigos que faleceram e me afastei do convívio social, me adaptei à tecnologia virtual, mas sei como profissional de saúde que sou, o quanto contribuí para a melhora de quem pude ajudar. Me esforcei além da conta, me expus e vi colegas de diversos setores com a mesma postura. Acredito que muitos terão a mesma sensação de trabalharmos individualmente para o coletivo. Ficará na memória coletiva o quanto se unir em prol do bem comum é uma ação que acalenta a alma.

O que devemos aprender coletivamente com este processo?

O que acho mais importante é o investimento na educação, pesquisas tecnológicas de ponta buscando o conhecimento como instrumento de cura em tantos setores. E, mesmo com divisões de opiniões frente às soluções de crises, devemos buscar identificar o que acontece, interna ou externamente, em cada situação. Desenvolver habilidades de enfrentamento físico, mental e emocional e reconhecer o melhor de cada um para poder contribuir. Quem teve essa percepção ajudou melhor o próximo.

Como se aprofunda o estresse no ser humano nesta pandemia?

Existem fases de estresse que variam de acordo com cada organismo e a forma que ele se adapta às ameaças. Iniciam como um alerta, a chamada ‘Fase de Alarme’, onde o organismo se prepara para reagir à situação. Depois, na sequência do estresse, entra a ‘Fase da Resistência’ onde o organismo busca se adaptar e reestabelecer o equilíbrio. Nesta fase muitas pessoas não aguentam e começam a perder produtividade e o corpo começa a dar sinais de riscos à saúde. Se o corpo ou a mente exceder a tolerância interna chegará a ‘Fase de Exaustão’ onde seu corpo sentirá falta da reserva de energia, a probabilidade de enfermar-se aumenta e a necessidade de apoio também.

Muitas pessoas estão sofrendo por problemas psicológicos na atual conjuntura. A superação desses problemas passa por quais caminhos?

De alguma forma toda humanidade teve reações do organismo que envolveu componentes físicos, mentais, hormonais e psicológicos. Com a evolução da pandemia, a necessidade de se adaptar às circunstâncias alterou o sistema vigente. O mundo mudou, foi criada uma situação de estresse e desenvolveu-se um desequilíbrio interno e externo na saúde física, mental, emocional tanto nos relacionamentos quanto na economia e na política. Quem perdeu parentes e está de luto ou quem enfrentou a enfermidade a ponto de sentir que poderia morrer teve uma reação mais pontual no organismo.

A superação tem início quando se assume a realidade, sem ilusão. Interpretar a realidade como ela é e como ela ocorre no dia a dia traz para a consciência um enraizamento com a verdade. A partir daí iniciamos as expectativas otimistas e os processos de solução dos problemas. É importante comemorar cada vitória e interpretar cada passo real com otimismo onde há uma busca de estabilidade duradoura. Cada descoberta, cada resultado positivo, cada passo dado em busca de resultados deve ser visto como algo positivo e no caminho da cura e da estabilidade. É importante para quem não trabalha na área de saúde ampliar a consciência e ver positivamente o esforço de cada um para superar esta crise. Desde vacinas que buscam neutralizar o vírus, quanto descobertas de variantes, e tudo o que acontece e é noticiado, explicado e reconhecido como ‘mais um passo’ para a cura. A superação deve mesclar realidade, informação e ação. A partir daí deve-se buscar ser positivo frente ao futuro. Avaliamos o passado para descobrir como fazer um futuro melhor. Com a tecnologia e a informação temos tudo para isso. A depressão está diretamente relacionada à forma pessimista de ver o mundo, a falta de perspectiva. Óbvio que ser otimista ao extremo poderá levar a problemas futuros. Mas, na minha avaliação, pé no chão, consciência e otimismo devem ser as chaves desta etapa.

Como a Astrologia pode ajudar nos rumos que devemos tomar para os próximos anos?

O estudo da Astrologia deve focar em conscientizar a realidade interna e externa de quem a procura. A Astrologia é um estudo muito técnico que leva em conta a precisão de cálculos de graus e ciclos planetários. Com o estudo dos trânsitos astrológicos fica mais fácil identificar e fazer foco nas reais prioridades da pessoa. Nesses estudos e análises são reconhecidas as tendências de comportamentos e como equilibrá-las e assim descobrir novas formas de desenvolver novas competências. A aprendizagem na Astrologia é mais efetiva quando ocorre de dentro para fora, por isso a importância de um estudo personalizado do mapa astrológico. A Astrologia mostra através do posicionamento dos astros, ciclos planetários e eclipses, por exemplo, as crises que se instauraram de 2020 para frente. São mudanças de paradigmas que ficarão mais evidentes a partir de 2023.

Foram vários ciclos que ocorreram neste intervalo de tempo que envolve economia, política global e a pandemia inclusive. Os aspectos acontecem, a realidade muda, mas só será percebida à medida que cada indivíduo observar de forma neutra o tanto que mudou. A Astrologia poderá ajudar à medida que houver estudo em conjunto entre o astrólogo e seu cliente para melhor entender o que está acontecendo, situar e atualizá-lo no tempo e no espaço. O estudo tem de ser personalizado para maior clareza e compreensão.

A posição dos astros interfere no destino das pessoas?

Sim, a posição dos astros interfere no destino das pessoas. Ao mesmo tempo, se houver consciência desta tendência, podemos entender e até prever. Assim inicia os primeiros passos de livre arbítrio onde, se houver comprometimento por parte do interessado, existe um percurso para mudar este destino pré-determinado.
Sem essa consciência a interferência planetária é nítida. Ao mesmo tempo, quando há autoconsciência e busca de novas possibilidades frente aos desafios dos ciclos planetários, tem início uma linda jornada onde, literalmente, podemos mudar os resultados previstos.

É possível reverter esse destino?

Sim, é possível. Acredito na necessidade de orientação de um astrólogo experiente e com a visão ampla para auxiliar nesse processo. Uma pequena comparação: hoje os médicos sabem que a genética não é mais a única a definir nosso destino. Dependemos de vários fatores e atitudes, da alimentação, da consciência de como funciona o nosso organismo de forma personalizada e muitos outros fatores. Se alimentar de forma consciente é um caminho que trará mudanças gradativas com benefícios à saúde e assim, novo destino metabólico. Na Astrologia seguimos o mesmo caminho, onde a consciência de como os astros interferem no destino pode ser observada, estudada e ter esse conhecimento utilizado para a mudança. A consciência é o ponto chave para iniciar a reversão do destino.

Você já ajudou as pessoas a encontrarem o improvável. Como podemos definir o improvável nesse cenário?

O improvável tem várias formas de ser percebido. Depende realmente de como vemos o mundo e de como desenvolvemos nossa capacidade de resolver problemas. Desde a infância precisamos estimular nossos filhos, alunos e demais jovens a descobrir novas formas de resolver questões. Podemos fazer uma análise sociocultural e econômica de quanto a mente criativa está engessada. Grande parte da população não está aberta às novas formas de resolver problemas, nem utilizam a criatividade para isso.

Ainda temos a questão da visão pessimista dos pais que, infelizmente, passam aos seus descendentes, na maioria das vezes de forma inconsciente. O improvável acontece quando vemos a realidade. Ver a realidade por outro prisma, mesclada com a vontade de buscar novas soluções e com uma boa pitada de visão otimista da vida é a melhor forma de contribuir para que o improvável aconteça. Este é meu trabalho, que está à disposição para quem quiser fazer essa jornada disposto a estes desafios para mudar o resultado previsível da sua vida.

O que norteia uma verdadeira gestão ambiental?

Gestão ambiental é uma questão de consciência planetária que inicia na observação das cadeias alimentares, nas interações entre os seres em sua biodiversidade, na consciência da função de cada organismo do planeta, seja ele mineral, vegetal e animal. A verdadeira gestão ambiental está quando unimos o que sabemos, o que percebemos, o que sentimos sobre a importância da preservação da natureza e como conviver e explorar as fontes naturais de matéria-prima e alimentos de forma que haja uma continuidade sustentável para nós e para as próximas gerações. A expressão ‘sustentabilidade’ é exatamente relacionada às ações que não comprometam a continuidade e a qualidade da vida em cada setor do planeta.

Como podemos falar de uma gestão ambiental saudável se não percebemos as consequências em outros setores? Por exemplo, um dos maiores temas na gestão ambiental é o descarte de resíduos. Este não está sendo levado devidamente a sério. Ilhas de plásticos nos oceanos, animais morrendo por se alimentar em áreas contaminadas com lixo humano descartado de forma irregular, falta de comprometimentos das grandes corporações, etc.

Gestão ambiental é o que há de mais importante para se aprender para obter melhores decisões e resultados positivos à saúde e à preservação das espécies, inclusive a humana. Sabemos a importância do profissional da aviação que trabalha na torre de comando controlando e informando as coordenadas aos pilotos, da mesma forma, a importância de um médico experiente para resolver questões de saúde, do professor com a visão ampla onde mostra e desenvolve habilidades e novas capacidades de resoluções de problemas aos seus alunos. Em cada profissão há uma necessidade de excelência. Ocorre o mesmo com o gestor ambiental que tem que administrar questões relativas à saúde, ações de sustentabilidade reais e ainda lidar com a política de grupos com seus devidos interesses. Ou seja, um verdadeiro gestor ambiental deve ser uma pessoa preparada para lidar com estas questões de forma multidisciplinar, estar preparado para a pressão que acontecerá em seu mandato e não cair em pequenas tentações da visão de curto prazo estimulada por interesses de grupos com grande poder financeiro.

Como saber que uma gestão ambiental está dando resultados de fato e não simplesmente sendo usada como instrumento de marketing por empresas ou instituições?

Meu ponto de vista: em nenhum segmento profissional ainda não chegamos à excelência de ações realmente sócio-econômicas culturais e sustentáveis. O ser humano deve aprender sempre e não repetir as mesmas posturas ditas nas propagandas. Se for divulgar algo deve ter a certeza de que é algo verdadeiro. Vejo muitas pessoas se emocionando com fotos ou vídeos envolvendo ações rasas de gestão ambiental. Poucos sabem o que realmente acontece na realidade da empresa e não conseguem perceber o impacto da origem do produto e do seu descarte. As empresas tendem a simplificar a questão ambiental com propagandas e marketing bem elaborados que tocam nossas emoções como um filme ou série. Isso altera nossa decisão de compra, o que é muito ruim para toda humanidade, nesta e das próximas gerações. Caberá a todos os governos terem pulso e visão para estabelecer às leis que preservem a natureza. Na minha avaliação, a ampliação da consciência ambiental será o maior desafio das próximas décadas.

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