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Chaves, Petrobras, Rod Stewart…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade em 6 tópicos, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 10 linhas (ou menos) por item. Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

SBT resgata “Chaves” para espantar o fantasma da baixa audiência: quando um garoto órfão do cortiço mexicano vira esperança contra a Record e filmes esquecíveis de Mel Gibson

Na falta de algo melhor para segurar a audiência dominical, o SBT ressuscitou “Chaves” das profundezas da memória afetiva nacional. Agora, o menino órfão do barril terá a ingrata missão de funcionar como linha auxiliar do “Notícias Impressionantes” às manhãs de domingo. A emissora espera que as piadas do Seu Madruga ajudem a levantar números que nem a popular Virgínia Fonseca conseguiu garantir no sábado anterior. A tentativa não é exatamente nova: apelar para a nostalgia quando a criatividade foge do departamento comercial é uma velha arte. Só que nem sempre funciona. Enquanto a Record vencia com filme genérico de ação estrelado por Mel Gibson (que nem os roteiristas lembram o enredo), o SBT sambava com modestos 3,4 pontos. O problema é outro: ninguém quer acordar cedo no domingo para ver tragédia, e nem para rever o Professor Girafales dando aula de aritmética. Tudo isso, claro, sob o olhar piedoso de Silvio Santos, que de alguma nuvem deve estar rindo — ou chorando.

Enquanto a gripe aviária ronda o frango brasileiro, Governo tenta vender carne bovina para o Japão: um país famoso pelo sushi, mas que adora um churrasco bem escondido

Em meio ao susto nacional com os surtos de gripe aviária, o Governo decidiu equilibrar o cardápio: enquanto os frangos tossiam, representantes do Itamaraty e do Ministério da Agricultura arrumavam as malas rumo ao Japão para tentar vender picanha. Missão diplomática? Também. Mas, sobretudo, gastronômica. Afinal, o Japão pode até ser o império do sushi e do lámen, mas guarda um carinho discreto pela carne vermelha. Agora, com o Brasil livre de febre aftosa (segundo a OMS), nada mais justo que buscar abrir mercado por lá, mesmo que os japoneses continuem preferindo um bom wagyu marmorizado. Tudo em nome da balança comercial e da mágica habilidade do agro brasileiro em transformar qualquer crise sanitária em oportunidade de exportação. Enquanto isso, seguimos, por aqui tentando lembrar se foi o frango ou o boi que tossiu primeiro.

Rod Stewart descobre que Donald Trump não presta: cantor se dá conta, com leve atraso, que amizade com milionários excêntricos tende a terminar mal

Parece que a ficha caiu para Rod Stewart — mas só agora. O roqueiro britânico, que já cantou sobre amores eternos e rebeldias juvenis, decidiu abrir o coração e revelar que seu antigo camarada e vizinho Donald Trump virou “outra pessoa” depois que assumiu a presidência dos EUA. Não precisava nem esperar tanto: bastava ler as manchetes dos últimos 30 anos. Stewart, que frequentava as festas de Natal do magnata, dividia praia e talvez até taças de champanhe, agora diz estar decepcionado com o ex-amigo. O estalo veio principalmente após a adesão fervorosa de Trump ao apoio irrestrito a Israel, além de comentários nada cavalheiros sobre mulheres. O problema não é a decepção tardia, mas a ingenuidade prolongada. Quem convive com bilionários exóticos costuma descobrir cedo ou tarde que o preço do champanhe caro é, geralmente, uma vergonha pública futura.

Recordar é Viver: a fundação que nos deu a Wikipédia completa mais um ano e ainda irrita professores e ajuda estudantes preguiçosos a passarem de ano

Hoje é dia de festa para quem já copiou e colou trabalho escolar às 23h59 da véspera da entrega: a Wikimedia Foundation, dona da gloriosa Wikipédia, faz aniversário. Criada por Jimmy Wales, em São Petersburgo (o da Flórida, não o da Rússia), a fundação segue como a mais confiável fonte de conhecimento duvidoso já criada pela humanidade. Professores seguem torcendo o nariz, acadêmicos fingem que não consultam, e estudantes seguem colando descaradamente. O mais curioso é que, mesmo com esse histórico de plágio e preguiça intelectual, a Wikipédia tornou-se um dos pilares da cultura digital contemporânea. Tudo isso sem anúncios, sem paywall e dependendo da boa vontade alheia para seguir funcionando. Um raro caso em que a colaboração mundial funciona melhor que muita cúpula do G20. E viva o Ctrl+C, viva o Ctrl+V.

Leia ou ouça também:  Bradesco, semicondutor, PT...

Lula diz que aumentar o IOF “não tem nada de mais”: a frase que resume o espírito brasileiro de quem acha que sempre pode pagar um pouquinho a mais sem reclamar

Entre um corte orçamentário e outro, Lula decidiu que o aumento do IOF é, na verdade, uma medida quase simpática. Quem nunca ouviu um governante justificar imposto novo como “só um pouquinho?” O presidente defendeu a proposta de Haddad como quem explica para a sogra por que o presente de Natal foi comprado em 12 vezes sem juros. Segundo ele, é tudo para o bem da pátria: bets pagando impostos, fintechs colaborando com o Estado e bancos — que já são praticamente donos do país — também dando aquele trocadinho. Tudo para evitar cortar R$ 40 bilhões em saúde e educação. Faltou combinar com o contribuinte que, ao contrário do Governo, não imprime dinheiro nem controla as maquininhas. Enquanto isso, o escândalo do INSS segue sendo empurrado para o colo do Governo anterior. A fila anda, mas os boletos ficam.

Petrobras diz que é cedo para mexer no preço do combustível com guerra no Oriente Médio: brasileiro suspira aliviado por 30 segundos até o próximo reajuste

Enquanto Israel e Irã seguem brincando de puxar o tapete um do outro no Oriente Médio, a Petrobras decidiu adotar um tom zen: nada de reajustes abruptos. Segundo a presidente Magda Chambriard, qualquer movimento no preço da gasolina será feito “com delicadeza”, como quem tenta servir sopa quente sem derramar na toalha nova. O problema é que o barril de petróleo já anda nervoso, o Estreito de Ormuz está mais congestionado que o centro de São Paulo na hora do almoço e o mercado adora uma boa desculpa para subir o preço. Por enquanto, Magda pede calma. Claudio Schlosser, diretor da Petrobras, diz que não vê risco iminente. Mas o brasileiro já conhece esse roteiro: primeiro vem a fala serena, depois a bomba na bomba. Quem abastece sabe que, no Brasil, instabilidade internacional sempre termina em tanque meio cheio e carteira vazia.

A Petrobras decidiu adotar um tom mais zen: nada de reajustes abruptos (Foto: CNN)
A Petrobras decidiu adotar um tom mais zen: nada de reajustes abruptos (Foto: CNN)

SBT escala Chaves para levantar ibope no domingo em mais uma mudança na grade

Possível abertura do Japão para carne brasileira valerá só para cinco Estados

Sir Rod Stewart critica Donald Trump e revela mudanças na amizade

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A fundação do Wikimedia


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