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Globo de Ouro é mais cash e menos arte…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade em 4 tópicos, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 20 linhas (ou menos) por item. Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

Leonardo DiCaprio, um Rolex de meio milhão, uma mãe octogenária e a matemática emocional de Hollywood: amadurecer é levar Irmelin ao tapete vermelho

Leonardo DiCaprio vive aquela fase curiosa em que o homem continua galã, mas o roteiro da vida pede mais mãe e menos meme. Aos 51 anos, levou Irmelin Indenbirken ao Globo de Ouro como quem exibe um troféu invisível: “olhem, sobrevivi a Hollywood sem virar caricatura”. O Rolex de R$ 460 mil no pulso ajuda a contar a história de sucesso, mas é a mãe de 82 anos que humaniza o espetáculo.

Entre uma estatueta e outra, DiCaprio segue favorito ao Oscar, embora agora disputando espaço com concorrentes que também aprenderam a sofrer bonito em cena. A novidade está fora da tela: Vittoria Ceretti, 27, rompeu a maldição dos 25 e ainda agradou a sogra.

Em Hollywood, isso vale quase um Globo de Ouro honorário. O ator segue consolidando a imagem de eterno menino-prodígio que, veja só, descobriu que envelhecer com elegância também rende aplausos.

Japão pede perdão às coreanas em 1992 e a história responde com silêncio constrangido: quando o pedido chega, mas a ferida não tem prazo de validade

Em 13 de janeiro de 1992, o Japão pediu perdão às mulheres coreanas forçadas à escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial. Um gesto tardio, necessário e, para muitos, insuficiente. Pedir desculpas à história é fácil no papel; difícil é convencer a memória coletiva de que a dor foi realmente compreendida. As chamadas “mulheres de conforto” não pediam apenas palavras — pediam reconhecimento pleno, reparação e, sobretudo, que ninguém relativizasse o horror.

O pedido japonês entrou para os anais da diplomacia como um passo, não como um ponto final. Décadas depois, o tema ainda reaparece, lembrando que guerras não terminam quando cessam os tiros, mas quando cessam as negações.

O passado, quando mal resolvido, não passa: ele senta à mesa, cruza os braços e cobra a conta com juros morais.

Groenlândia, Trump, China e o Ártico como tabuleiro de War: quando o gelo derrete, a geopolítica esquenta e todo mundo diz que é pelo bem da humanidade

A China pediu que os Estados Unidos parem de usar outros países como desculpa — uma frase que poderia tranquilamente estampar camisetas da ONU. Donald Trump, fiel ao estilo imobiliário-geopolítico, resolveu que os EUA “precisam possuir” a Groenlândia, como quem fala de um resort subvalorizado.

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Pequim respondeu com diplomacia de manual: o Ártico é da comunidade internacional, da paz, da estabilidade e do desenvolvimento sustentável — tudo isso dito enquanto navios quebra-gelo são polidos nos bastidores.

O recado é claro: ninguém quer guerra, mas todo mundo quer mapa. O gelo vira ativo estratégico, o clima vira argumento moral e a soberania vira detalhe técnico. No fim, o Ártico segue frio, mas as conversas sobre ele nunca foram tão quentes. E, como sempre, o mundo assiste fingindo surpresa.

O Globo de Ouro de “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho e a descoberta tardia de que Hollywood não é igreja: milagre existe, mas custa caro, em dólar, com recibo e lobby no rodapé

A consagração de O Agente Secreto no Globo de Ouro é, antes de tudo, um filme dentro do filme. Um making of menos poético, porém, infinitamente mais pedagógico: talento ajuda, roteiro conta, mas lobby paga a conta e ainda sobra troco para o café orgânico do votante. O Brasil, finalmente, parece ter entendido que Hollywood não premia apenas arte — premia presença, insistência e um PowerPoint bem alinhado com as dores do mundo civilizado.

Não é corrupção, é “awards strategy”, essa liturgia elegante onde ninguém compra voto, mas todo mundo compra tempo, atenção e narrativa. US$ 700 mil depois, o cinema nacional aprende que Cannes é glamour, Berlim é política e o Globo de Ouro é planilha.

Nada disso diminui Kleber Mendonça Filho; ao contrário, o coloca no clube dos adultos. Fazer filme bom é arte. Fazer filme bom chegar lá é logística. E Hollywood respeita quem sabe jogar o jogo sem fingir que não existe tabuleiro.

Talento ajuda, roteiro conta, mas lobby paga a conta e ainda sobra troco (Foto: TV Globo)
Talento ajuda, roteiro conta, mas lobby paga a conta e ainda sobra troco (Foto: TV Globo)

Leonardo DiCaprio, um Rolex de meio milhão, uma mãe octogenária e a matemática emocional de Hollywood

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