O Chemsex ganha cada vez mais adeptos
O Chemsex, prática que combina o uso de substâncias químicas com a atividade sexual, tem se tornado cada vez mais popular nos últimos anos. Essa tendência levanta preocupações em relação à saúde física e mental dos participantes, bem como aos riscos associados a essa forma de envolvimento sexual.
O termo “Chemsex” é uma junção das palavras “química” e “sexo” e descreve a prática de usar drogas, como metanfetaminas, ecstasy e mefedrona, para intensificar a experiência sexual. O uso dessas substâncias pode diminuir as inibições, aumentar a libido e prolongar a resistência sexual, proporcionando uma sensação de euforia e prazer intensificados.
Uma das principais preocupações relacionadas ao Chemsex é o aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso de drogas durante o sexo pode levar a comportamentos de risco, como relações sexuais desprotegidas e práticas sexuais mais arriscadas, aumentando a probabilidade de contrair ISTs, incluindo HIV, sífilis e hepatite. Além disso, o uso frequente de drogas pode levar a uma diminuição do autocuidado e da tomada de decisões conscientes, aumentando ainda mais os riscos para a saúde sexual.
Outra preocupação importante é o impacto do Chemsex na saúde mental dos participantes. O uso de substâncias químicas para melhorar a experiência sexual pode criar uma dependência emocional dessas drogas. Os participantes podem se sentir incapazes de ter uma experiência sexual satisfatória sem o uso dessas substâncias, o que pode levar a problemas de autoestima, ansiedade e depressão.
Além disso, o Chemsex também pode contribuir para a alienação social e o isolamento emocional. O foco excessivo no uso de drogas e na busca por prazer sexual imediato pode levar à negligência de relacionamentos pessoais significativos, resultando em sentimentos de solidão e desconexão.
É importante ressaltar que o Chemsex não é uma prática exclusiva de um grupo demográfico específico. Ela tem sido observada em diferentes faixas etárias e orientações sexuais. No entanto, estudos mostram que a prática é mais comum entre homens que fazem sexo com homens (HSH), especialmente em comunidades urbanas. Isso pode ser atribuído, em parte, à facilidade de acesso a aplicativos de encontros online, onde o Chemsex é frequentemente discutido e promovido.
Diante dessas preocupações, é crucial que haja um aumento na conscientização sobre os riscos associados ao Chemsex. Profissionais de saúde, incluindo médicos e psicólogos, devem estar preparados para abordar essa questão com seus pacientes e oferecer suporte adequado. Além disso, é necessário investir em programas de prevenção e educação, visando informar a população sobre os riscos do uso de drogas durante o sexo e promover práticas sexuais seguras e saudáveis.
O Chemsex tem ganhado cada vez mais adeptos, o que levanta preocupações significativas em relação à saúde física e mental dos participantes. O aumento do risco de ISTs e o impacto negativo na saúde mental são questões alarmantes que exigem uma abordagem proativa por parte da sociedade e dos profissionais de saúde. É fundamental promover a conscientização e investir em estratégias preventivas para garantir a segurança e o bem-estar daqueles envolvidos nessa prática.
Última atualização da matéria foi há 8 meses
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Emanuelle Plath assina a seção Sob a Superfície, dedicada ao universo 18+. Com texto denso, sensorial e muitas vezes perturbador, ela mergulha em territórios onde desejo, poder e transgressão se entrelaçam. Suas crônicas não pedem licença — expõem, invadem e remexem o que preferimos esconder. Em um portal guiado pela análise e pelo pensamento crítico, Emanuelle entrega erotismo com inteligência e coragem, revelando camadas ocultas da experiência humana.




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